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	<title>Comentários em: O embate com o real</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Ras</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110787</link>
		<dc:creator>Ras</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 13 Nov 2009 15:50:32 +0000</pubDate>
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		<description>Concordo com Miguel Serras Pereira quando pergunta &quot;...porque perdem vocês tanto tempo com um blogue que é uma tão pura e criminosa perda de tempo?&quot;

Saudação ao Miguel Botelho. Valeu a pena ler as tuas mensagens e deixa lá o Rui David. É puro palhaço. Aliás, esse Rui David, da maneira como escreve vai longe. Qualquer dia já é secretário de Estado de alguma coisa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Concordo com Miguel Serras Pereira quando pergunta &#8220;&#8230;porque perdem vocês tanto tempo com um blogue que é uma tão pura e criminosa perda de tempo?&#8221;</p>
<p>Saudação ao Miguel Botelho. Valeu a pena ler as tuas mensagens e deixa lá o Rui David. É puro palhaço. Aliás, esse Rui David, da maneira como escreve vai longe. Qualquer dia já é secretário de Estado de alguma coisa.</p>
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	<item>
		<title>Por: Espectadora</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110734</link>
		<dc:creator>Espectadora</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 19:39:03 +0000</pubDate>
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		<description>Caro RN,

Muito Obrigada!
Estou radiante e radiosa, pareço muito mais jovem neste &quot;shot&quot; nunca pensei ficar tão fotogénica e aparecer num blogue tão importante, como o 5 Dias.
Agradeço também ao fotógrafo que me fez parecer bonita, bela e muito mais jovem! :D Vê-se logo que foi um artista! Não sabe o nome do auror??? Quero agradecer!
Mas, olhe que eu não tenho facebook, deve ser alguma Lili Caneças a fazer-se passar por mim... :-(
Obrigadinha, NR!
(Todos temos direito a 5 minutos de fama, a minha aqui já dura há pelos menos 2 dias :D)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro RN,</p>
<p>Muito Obrigada!<br />
Estou radiante e radiosa, pareço muito mais jovem neste &#8220;shot&#8221; nunca pensei ficar tão fotogénica e aparecer num blogue tão importante, como o 5 Dias.<br />
Agradeço também ao fotógrafo que me fez parecer bonita, bela e muito mais jovem! <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  Vê-se logo que foi um artista! Não sabe o nome do auror??? Quero agradecer!<br />
Mas, olhe que eu não tenho facebook, deve ser alguma Lili Caneças a fazer-se passar por mim&#8230; <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':-(' class='wp-smiley' /><br />
Obrigadinha, NR!<br />
(Todos temos direito a 5 minutos de fama, a minha aqui já dura há pelos menos 2 dias <img src='http://5dias.net/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> )</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Save Palestine</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110731</link>
		<dc:creator>Save Palestine</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 19:18:51 +0000</pubDate>
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		<description>Ao Miguel Serras Pereira: não te ofendas com tão pouco e pensa mais naqueles que deves pensar. 

Viva Miguel Botelho!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao Miguel Serras Pereira: não te ofendas com tão pouco e pensa mais naqueles que deves pensar. </p>
<p>Viva Miguel Botelho!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110730</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 19:07:13 +0000</pubDate>
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		<description>Cara espectadora, encontrei no seu perfil do facebook e não resisti a utilizá-la. Processe-me. 
beijos do sempre seu,
RN</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Cara espectadora, encontrei no seu perfil do facebook e não resisti a utilizá-la. Processe-me.<br />
beijos do sempre seu,<br />
RN</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Espectadora</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110671</link>
		<dc:creator>Espectadora</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 04:47:05 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Ricardo Noronha,

Adorei a fotografia, qual a autoria??? Estou muito curiosa!
Sou muito fotogénica e adorei ver-me na foto.
Estou na terceira fila e sou, também, a terceira Mademoiselle a contar da esquerda. Três foi a conta que Deus fez.

Cumprimentos,
Espectadora Agradecida</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ricardo Noronha,</p>
<p>Adorei a fotografia, qual a autoria??? Estou muito curiosa!<br />
Sou muito fotogénica e adorei ver-me na foto.<br />
Estou na terceira fila e sou, também, a terceira Mademoiselle a contar da esquerda. Três foi a conta que Deus fez.</p>
<p>Cumprimentos,<br />
Espectadora Agradecida</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel serras pereira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110654</link>
		<dc:creator>miguel serras pereira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 22:51:32 +0000</pubDate>
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		<description>Miguel Botelho &amp; Cia:
ouçam, enquanto há vida há esperança, e por isso mesmo se têm visto ex-estalinistas de serviço e dos &quot;duros&quot; que se transformam, para bem deles e nosso, em democratas convictos e convictamente anti-capitalistas.  Mas enquanto esse acontecimento, essa ruptura comparável à queda de Paulo na Estrada de Damasco, essa imprevisibilidade histórica (que o Carlos Vidal só por falta de lógica poderia deixar de saudar), enquanto isso, ou outro embate com o real do mesmo género, não se dá, porque perdem vocês tanto tempo com um blogue que é uma tão pura e criminosa perda de tempo? Será possível que tanto afã na denúncia do que declaram questões ociosas seja sinal de que a discussão no fundo vos está a interessar? Olho no Miguel Botelho &amp; Cia, camaradas!
msp</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Miguel Botelho &amp; Cia:<br />
ouçam, enquanto há vida há esperança, e por isso mesmo se têm visto ex-estalinistas de serviço e dos &#8220;duros&#8221; que se transformam, para bem deles e nosso, em democratas convictos e convictamente anti-capitalistas.  Mas enquanto esse acontecimento, essa ruptura comparável à queda de Paulo na Estrada de Damasco, essa imprevisibilidade histórica (que o Carlos Vidal só por falta de lógica poderia deixar de saudar), enquanto isso, ou outro embate com o real do mesmo género, não se dá, porque perdem vocês tanto tempo com um blogue que é uma tão pura e criminosa perda de tempo? Será possível que tanto afã na denúncia do que declaram questões ociosas seja sinal de que a discussão no fundo vos está a interessar? Olho no Miguel Botelho &amp; Cia, camaradas!<br />
msp</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Vítor Manuel</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110626</link>
		<dc:creator>Vítor Manuel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 14:16:53 +0000</pubDate>
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		<description>Ah, grande Miguel Botelho!

As tuas mensagens são as únicas que destoam deste falso debate.

...e tocam precisamente na ferida deste Mundo!

Só resta saber se esse estúpido, lorpa, idiota, parvo, cretino, banana, burro, imbecil, néscio, tótó do Rui David sabe o que é um esquimó.

Valeu a pena ler as tuas mensagens.

Um abraço para ti!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ah, grande Miguel Botelho!</p>
<p>As tuas mensagens são as únicas que destoam deste falso debate.</p>
<p>&#8230;e tocam precisamente na ferida deste Mundo!</p>
<p>Só resta saber se esse estúpido, lorpa, idiota, parvo, cretino, banana, burro, imbecil, néscio, tótó do Rui David sabe o que é um esquimó.</p>
<p>Valeu a pena ler as tuas mensagens.</p>
<p>Um abraço para ti!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110612</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 10:53:52 +0000</pubDate>
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		<description>é preciso saber ler os determinismos dialécticos
o socialismo real acontecido que (mal acomparado por CL) &quot;conduziu apenas acambiantes de malvadez e de penúria&quot; cabe também na tese lembrada por CV do cerco branco das zonas vermelhas: 
o esforço de colocar uma cidade completamente destruida como Berlim com niveis de consumo, espectáculo e modernidade ao nivel de Paris, Londres ou NewYork exigiram niveis de investimento fabulosos, impensáveis em condições normais. (p/e a restauração da catedral de Leipzig só no ano passado ficou concluida)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>é preciso saber ler os determinismos dialécticos<br />
o socialismo real acontecido que (mal acomparado por CL) &#8220;conduziu apenas acambiantes de malvadez e de penúria&#8221; cabe também na tese lembrada por CV do cerco branco das zonas vermelhas:<br />
o esforço de colocar uma cidade completamente destruida como Berlim com niveis de consumo, espectáculo e modernidade ao nivel de Paris, Londres ou NewYork exigiram niveis de investimento fabulosos, impensáveis em condições normais. (p/e a restauração da catedral de Leipzig só no ano passado ficou concluida)</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: miguel serras pereira</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110611</link>
		<dc:creator>miguel serras pereira</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 10:48:00 +0000</pubDate>
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		<description>Carlos, olha que o Ricardo tem razão quando diz que a novidade não é critério: deixando as questões estéticas especializadas de parte, vê tu que Auschwitz e o resto foram novidades sem precedentes, acontecimentos históricos inaugurais ou últimos, como queiras chamar-lhes; os campos da morte de Pol Pot rivalizem com Auschwitz no horror, mas não na originalidade… embora tenham aprofundado essa outra novidade histórica de monta que foi, no plano das ideias e das referências políticas, o mundo concentracionário da URSS apresentado e aclamado como dimensão necessária da construção do socialismo e da futura destruição do Estado.
Quanto à tua invocação do super-mandarim chinês vermelhíssimo - e onrado com jogos cénicos em que milhares de pessoas eram reduzidas às peças de um puzzle que produzia o seu retrato - é a vários títulos infeliz. Faço-te notar que reconhecer alguma coisa como um facto absolutamente novo na história da humanidade não é o mesmo que formarmos um juízo político, tomarmos uma posição política a seu respeito. E também que Mao acharia um pelotão de fuzilamento uma medida de clemência perante um advogado do regime soviético pós-Estaline (e espero que não me digas agora que, se Estaline é o nome do embate com o real, o XX Congresso foi uma traição estranha a circunstâncias históricas reais).
A tua posição é difícil de compreender: porque se não defendes o &quot;socialismo real&quot; como um passo na direcção do comunismo como meta emancipatória, defendê-lo-ás, então, porquê? Porquê preferi-lo à ordem burguesa, por exemplo? Por ser uma novidade?
Finalmente, o realismo e a reflexão políticos podem e devem fazer-nos ver que a ideia de uma sociedade sem poder político e sem leis nem instituições é &quot;uma fantasia inconsistente&quot; (Castoriadis), mas daí não se conclui que o Estado e a economia política do capitalismo sejam fatais, ou nos deixem como única alternativa essa espécie de Estado e de economia militarizados e policiais que são o traço distintivo daquilo a que chamas o &quot;socialismo real&quot;. Não vejo nada de insensato na democracia que é a tradução política do projecto de autonomia: cidadãos que sabem que se dão a sua própria lei, que reconhecem nas instituições obra sua e &quot;objectos&quot; ao alcance da sua acção, que podem errar e assumi-lo, redefinindo as suas decisões. E que sabem também que só o exercício igualitário do poder pelo conjunto dos cidadãos que são pode garantir a sua liberdade e iguais direitos - pois não há leis da história, da natureza ou divinas que garantam finais felizes ou regimes necessários. Uma sociedade onde a dimensão do acontecimento e da criação imprevisível tivessem sido substituídas pelo fim da história não é possível nem desejável. Mas isso não torna impossível a autonomia democrática, assim haja vontade dela.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos, olha que o Ricardo tem razão quando diz que a novidade não é critério: deixando as questões estéticas especializadas de parte, vê tu que Auschwitz e o resto foram novidades sem precedentes, acontecimentos históricos inaugurais ou últimos, como queiras chamar-lhes; os campos da morte de Pol Pot rivalizem com Auschwitz no horror, mas não na originalidade… embora tenham aprofundado essa outra novidade histórica de monta que foi, no plano das ideias e das referências políticas, o mundo concentracionário da URSS apresentado e aclamado como dimensão necessária da construção do socialismo e da futura destruição do Estado.<br />
Quanto à tua invocação do super-mandarim chinês vermelhíssimo &#8211; e onrado com jogos cénicos em que milhares de pessoas eram reduzidas às peças de um puzzle que produzia o seu retrato &#8211; é a vários títulos infeliz. Faço-te notar que reconhecer alguma coisa como um facto absolutamente novo na história da humanidade não é o mesmo que formarmos um juízo político, tomarmos uma posição política a seu respeito. E também que Mao acharia um pelotão de fuzilamento uma medida de clemência perante um advogado do regime soviético pós-Estaline (e espero que não me digas agora que, se Estaline é o nome do embate com o real, o XX Congresso foi uma traição estranha a circunstâncias históricas reais).<br />
A tua posição é difícil de compreender: porque se não defendes o &#8220;socialismo real&#8221; como um passo na direcção do comunismo como meta emancipatória, defendê-lo-ás, então, porquê? Porquê preferi-lo à ordem burguesa, por exemplo? Por ser uma novidade?<br />
Finalmente, o realismo e a reflexão políticos podem e devem fazer-nos ver que a ideia de uma sociedade sem poder político e sem leis nem instituições é &#8220;uma fantasia inconsistente&#8221; (Castoriadis), mas daí não se conclui que o Estado e a economia política do capitalismo sejam fatais, ou nos deixem como única alternativa essa espécie de Estado e de economia militarizados e policiais que são o traço distintivo daquilo a que chamas o &#8220;socialismo real&#8221;. Não vejo nada de insensato na democracia que é a tradução política do projecto de autonomia: cidadãos que sabem que se dão a sua própria lei, que reconhecem nas instituições obra sua e &#8220;objectos&#8221; ao alcance da sua acção, que podem errar e assumi-lo, redefinindo as suas decisões. E que sabem também que só o exercício igualitário do poder pelo conjunto dos cidadãos que são pode garantir a sua liberdade e iguais direitos &#8211; pois não há leis da história, da natureza ou divinas que garantam finais felizes ou regimes necessários. Uma sociedade onde a dimensão do acontecimento e da criação imprevisível tivessem sido substituídas pelo fim da história não é possível nem desejável. Mas isso não torna impossível a autonomia democrática, assim haja vontade dela.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: nf</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110609</link>
		<dc:creator>nf</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 10:10:23 +0000</pubDate>
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		<description>“Temos respondido à luta com a luta e a liberdade está fundada; ela saiu do seio das tempestades: esta sua origem é comum com a do mundo, saído do caos, e com a do homem, que chora ao nascer”.

Porquê tornar o real o fundamento antropológico, psicanalítico e ontológico da invariância do terror?   Não é o capitalismo o &#039;real&#039; do comunismo moderno?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>“Temos respondido à luta com a luta e a liberdade está fundada; ela saiu do seio das tempestades: esta sua origem é comum com a do mundo, saído do caos, e com a do homem, que chora ao nascer”.</p>
<p>Porquê tornar o real o fundamento antropológico, psicanalítico e ontológico da invariância do terror?   Não é o capitalismo o &#8216;real&#8217; do comunismo moderno?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: CL</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110603</link>
		<dc:creator>CL</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 02:21:58 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei desta frase: &quot;Se o comunismo é uma invariante, necessário se torna avaliar com severidade tudo aquilo que o desviou do seu percurso&quot;.

A realidade, como é, ou, ainda pior, como deveria ser, residiria na mente das pessoas. O que elas fazem nas suas relações com as coisas materiais e com elas próprias, não teria puto a ver com a realidade. O idealismo em todo o seu esplendor!

É claro que o Vidal, com a sua realidade do feito, do acontecido, dá bailarico a idealistas desbragados, escudados na virgindade imaculada da utopia pensada, livres da conspurcação na merda da construção da realidade e na realização da utopia.

O pior é que a realização da utopia, a sua transformação em realidade material, conduziu em todo o lado ao mesmo tipo de merda, apenas com cambiantes de malvadez e de penúria. Não dará que pensar?

Não será tempo de começarem a questionar &quot;se o comunismo é uma invariante&quot; para além do desejo de realização da felicidade social? É que com uns a defenderem que o comunismo existiu, ainda que com erros (sem se interrogarem se sem os erros teria podido existir), e a quererem repetir a dose mal espreite uma oportunidade, e outros a negarem que alguma vez tenha existido e, por isso, que está por realizar a profecia, assim não passam da cepa torta. 

Lembrem-se de que há comunismos camponeses, nascidos antes mesmo da chegada do capitalismo; &quot;socialismos utópicos&quot; diversos, alguns deles também realizados e falidos; &quot;socialismos libertários&quot; ou &quot;anarco-comunismos&quot; apalermados por regressivos aos idílios campestres ou às oficinas artesanais; o famoso &quot;socialismo científico&quot; marxista, fabril e desenvolvimentista, nas suas variantes de diversos matizes: &quot;estatista&quot;, a mais ortodoxa, &quot;conselhista&quot;, &quot;comumnalista&quot; e de outros matizes.

Questionem-nos a todos, porra! Encontrem qualquer vestígio na História que fundamente essa fezada no comunismo. Doutro modo correm sério risco de serem comparados aos fiés devotos na terra prometida. Para catecismo têm O Manifesto do Partido Comunista, mas não acham que isso é muito paupérimo mesmo como profecia?

Há aqui uma série de gente inteligente, mas parece que o pior cego é aquele que não quer ver. Abram ao menos um olho, porra!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei desta frase: &#8220;Se o comunismo é uma invariante, necessário se torna avaliar com severidade tudo aquilo que o desviou do seu percurso&#8221;.</p>
<p>A realidade, como é, ou, ainda pior, como deveria ser, residiria na mente das pessoas. O que elas fazem nas suas relações com as coisas materiais e com elas próprias, não teria puto a ver com a realidade. O idealismo em todo o seu esplendor!</p>
<p>É claro que o Vidal, com a sua realidade do feito, do acontecido, dá bailarico a idealistas desbragados, escudados na virgindade imaculada da utopia pensada, livres da conspurcação na merda da construção da realidade e na realização da utopia.</p>
<p>O pior é que a realização da utopia, a sua transformação em realidade material, conduziu em todo o lado ao mesmo tipo de merda, apenas com cambiantes de malvadez e de penúria. Não dará que pensar?</p>
<p>Não será tempo de começarem a questionar &#8220;se o comunismo é uma invariante&#8221; para além do desejo de realização da felicidade social? É que com uns a defenderem que o comunismo existiu, ainda que com erros (sem se interrogarem se sem os erros teria podido existir), e a quererem repetir a dose mal espreite uma oportunidade, e outros a negarem que alguma vez tenha existido e, por isso, que está por realizar a profecia, assim não passam da cepa torta. </p>
<p>Lembrem-se de que há comunismos camponeses, nascidos antes mesmo da chegada do capitalismo; &#8220;socialismos utópicos&#8221; diversos, alguns deles também realizados e falidos; &#8220;socialismos libertários&#8221; ou &#8220;anarco-comunismos&#8221; apalermados por regressivos aos idílios campestres ou às oficinas artesanais; o famoso &#8220;socialismo científico&#8221; marxista, fabril e desenvolvimentista, nas suas variantes de diversos matizes: &#8220;estatista&#8221;, a mais ortodoxa, &#8220;conselhista&#8221;, &#8220;comumnalista&#8221; e de outros matizes.</p>
<p>Questionem-nos a todos, porra! Encontrem qualquer vestígio na História que fundamente essa fezada no comunismo. Doutro modo correm sério risco de serem comparados aos fiés devotos na terra prometida. Para catecismo têm O Manifesto do Partido Comunista, mas não acham que isso é muito paupérimo mesmo como profecia?</p>
<p>Há aqui uma série de gente inteligente, mas parece que o pior cego é aquele que não quer ver. Abram ao menos um olho, porra!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110602</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 01:31:20 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110602</guid>
		<description>Ricardo, o  tema do &quot;novo&quot; é armadilhado.
Repara, o crítico de arte Harold Rosenberg escreveu um &quot;A Tradição do Novo&quot;, nada simpático para o conceito. Não me identifico muito com o senhor, sempre aderi antes ao seu rival, Greenberg.
Modernista radical que conseguia ligar o novo à essência (a &quot;novidade&quot; existia na descoberta de novas formas de descobrir ou mostrar a essência da pintura - a planitude).
Cocteau, pelos anos 30, satisfazia-se em contrariar o &quot;novo&quot; com o seu &quot;rappel à l&#039;ordre&quot;. Depois, pôs-se a admirar o escultor de Hitler, o Arno Brecker. Então, que fazer com o &quot;novo&quot;??

Descobri-lo na essência (como Greenberg)? Dizer que colapsa numa outra &quot;tradição&quot;? Negá-lo (à Cocteau)?
Sustentá-lo numa política do acontecimento (como fazem Badiou e Mao)?
Neste contexto, acho interessante a diferença entre &quot;reconhecer&quot; e &quot;valorizar&quot;, mas aí tendo mais para a &quot;valorização&quot;.

Quanto à tua última questão:
&quot;que relação existe ou pode ser estabelecida entre o «socialismo real» e o comunismo enquanto hipótese emancipatória?&quot;

Não estou certo, mas acho que ainda agora começámos a falar nisso por estas bandas.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo, o  tema do &#8220;novo&#8221; é armadilhado.<br />
Repara, o crítico de arte Harold Rosenberg escreveu um &#8220;A Tradição do Novo&#8221;, nada simpático para o conceito. Não me identifico muito com o senhor, sempre aderi antes ao seu rival, Greenberg.<br />
Modernista radical que conseguia ligar o novo à essência (a &#8220;novidade&#8221; existia na descoberta de novas formas de descobrir ou mostrar a essência da pintura &#8211; a planitude).<br />
Cocteau, pelos anos 30, satisfazia-se em contrariar o &#8220;novo&#8221; com o seu &#8220;rappel à l&#8217;ordre&#8221;. Depois, pôs-se a admirar o escultor de Hitler, o Arno Brecker. Então, que fazer com o &#8220;novo&#8221;??</p>
<p>Descobri-lo na essência (como Greenberg)? Dizer que colapsa numa outra &#8220;tradição&#8221;? Negá-lo (à Cocteau)?<br />
Sustentá-lo numa política do acontecimento (como fazem Badiou e Mao)?<br />
Neste contexto, acho interessante a diferença entre &#8220;reconhecer&#8221; e &#8220;valorizar&#8221;, mas aí tendo mais para a &#8220;valorização&#8221;.</p>
<p>Quanto à tua última questão:<br />
&#8220;que relação existe ou pode ser estabelecida entre o «socialismo real» e o comunismo enquanto hipótese emancipatória?&#8221;</p>
<p>Não estou certo, mas acho que ainda agora começámos a falar nisso por estas bandas.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110600</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 01:02:11 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110600</guid>
		<description>A categoria de «novo» não corresponde a algo que se deva necessariamente valorizar. Reconhecer sim, mas não necessariamente valorizar. Foi um facto absolutamente novo, sim, mas isso só torna mais complexo (e não mais fácil) o debate a esse respeito.
O assunto de que falava não era o das vanguardas e sua relação com a política, mas o da política tout court: que relação existe ou pode ser estabelecida entre o «socialismo real» e o comunismo enquanto hipótese emancipatória?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A categoria de «novo» não corresponde a algo que se deva necessariamente valorizar. Reconhecer sim, mas não necessariamente valorizar. Foi um facto absolutamente novo, sim, mas isso só torna mais complexo (e não mais fácil) o debate a esse respeito.<br />
O assunto de que falava não era o das vanguardas e sua relação com a política, mas o da política tout court: que relação existe ou pode ser estabelecida entre o «socialismo real» e o comunismo enquanto hipótese emancipatória?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110599</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:54:09 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110599</guid>
		<description>caríssimo Ricardo

Para quê repetir os clichés anti-soviéticos?
É um dos meus argumentos.

Citando Mao, explico-me melhor:
«A existência prolongada, num país, de uma ou de várias pequenas regiões onde o poder vermelho se consolidou, zonas rodeadas pelo poder dos brancos, constitui um facto absolutamente novo na história da humanidade».

A União Soviética cabe nesta tese de Mao.
Temos o dever de saber reconhecer aquilo que podemos denominar &quot;um facto absolutamente novo na história da humanidade&quot;.

De resto, perguntas-me: &quot;Já não falas sobre o assunto?&quot;
Qual assunto? O das vanguardas e sua relação com a política? Claro que falo, não sei se falo ou mesmo se sei falar de outra coisa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>caríssimo Ricardo</p>
<p>Para quê repetir os clichés anti-soviéticos?<br />
É um dos meus argumentos.</p>
<p>Citando Mao, explico-me melhor:<br />
«A existência prolongada, num país, de uma ou de várias pequenas regiões onde o poder vermelho se consolidou, zonas rodeadas pelo poder dos brancos, constitui um facto absolutamente novo na história da humanidade».</p>
<p>A União Soviética cabe nesta tese de Mao.<br />
Temos o dever de saber reconhecer aquilo que podemos denominar &#8220;um facto absolutamente novo na história da humanidade&#8221;.</p>
<p>De resto, perguntas-me: &#8220;Já não falas sobre o assunto?&#8221;<br />
Qual assunto? O das vanguardas e sua relação com a política? Claro que falo, não sei se falo ou mesmo se sei falar de outra coisa.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Verdasco</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110598</link>
		<dc:creator>Verdasco</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:53:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110598</guid>
		<description>Vamos lá a ver se percebo.
1) Quando os países ditos comunistas fazem merda, não é comunismo;
2) Vocês continuam a dizer que o verdadeiro comunismo é bom;
3) Mas, se todos os países comunistas fazem merda, logo não são verdadeiramente comunistas, como é que vocês sabem que o verdadeiro comunismo é bom?
4) &quot;Ainda nao foi desta&quot;, &quot;para a próxima é que vai ser&quot;, &quot;vão ver que é muita bom&quot;, etc. É impressão minha ou vocês são iguais a qualquer seita apocalíptica?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos lá a ver se percebo.<br />
1) Quando os países ditos comunistas fazem merda, não é comunismo;<br />
2) Vocês continuam a dizer que o verdadeiro comunismo é bom;<br />
3) Mas, se todos os países comunistas fazem merda, logo não são verdadeiramente comunistas, como é que vocês sabem que o verdadeiro comunismo é bom?<br />
4) &#8220;Ainda nao foi desta&#8221;, &#8220;para a próxima é que vai ser&#8221;, &#8220;vão ver que é muita bom&#8221;, etc. É impressão minha ou vocês são iguais a qualquer seita apocalíptica?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110592</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 00:13:07 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110592</guid>
		<description>Carlos, 
 Não percebi, sinceramente, o teu argumento. Mudaste de ideias? ? Já não falas sobre o assunto? Estás preocupado com outras coisas? Ao que estamos? O embate com o real inclui todo o real, certo?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Carlos,<br />
 Não percebi, sinceramente, o teu argumento. Mudaste de ideias? ? Já não falas sobre o assunto? Estás preocupado com outras coisas? Ao que estamos? O embate com o real inclui todo o real, certo?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Miguel Botelho</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110588</link>
		<dc:creator>Miguel Botelho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 22:59:28 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110588</guid>
		<description>Agradeço-lhe o comentário e a atenção, Rui David.
Já agora, conhece o problema iraquiano? 
Pergunto-lhe: Quantas mais crianças irão nascer no Iraque, com defeitos físicos e mentais, à conta das armas químicas utilizadas por americanos e ingleses?
Soube do ataque que aconteceu em Fallujah? E daquele crime em Gaza, que se iniciou em 27 de Dezembro passado e que hoje já quase ninguém fala?
Viu o cerco a Gaza? Viu o emprego das armas com fósforo sobre seres humanos? 
E os habitantes de Gaza que ainda estão sofrer com os efeitos dessa guerra?
Já leu sobre as crianças que vivem com o trauma de guerra, na Palestina? Por ventura, já viu algum desenho feito por umas dessas crianças, a representar a guerra?
Conhece este problema? Acompanha-o pela imprensa &quot;independente&quot; como eu acompanho?
Estou a ver que não.
Por não querer ler, o Rui David não quer saber.
E por não querer saber, o Rui David quer errar.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Agradeço-lhe o comentário e a atenção, Rui David.<br />
Já agora, conhece o problema iraquiano?<br />
Pergunto-lhe: Quantas mais crianças irão nascer no Iraque, com defeitos físicos e mentais, à conta das armas químicas utilizadas por americanos e ingleses?<br />
Soube do ataque que aconteceu em Fallujah? E daquele crime em Gaza, que se iniciou em 27 de Dezembro passado e que hoje já quase ninguém fala?<br />
Viu o cerco a Gaza? Viu o emprego das armas com fósforo sobre seres humanos?<br />
E os habitantes de Gaza que ainda estão sofrer com os efeitos dessa guerra?<br />
Já leu sobre as crianças que vivem com o trauma de guerra, na Palestina? Por ventura, já viu algum desenho feito por umas dessas crianças, a representar a guerra?<br />
Conhece este problema? Acompanha-o pela imprensa &#8220;independente&#8221; como eu acompanho?<br />
Estou a ver que não.<br />
Por não querer ler, o Rui David não quer saber.<br />
E por não querer saber, o Rui David quer errar.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110587</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 22:51:23 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110587</guid>
		<description>Não falei em reabilitar nada nem ninguém, e também não me seduz a ideia de repetição. Não há nada para ter saudades, nem há nada para tentar repetir ou fazer &quot;mais ou menos igual&quot;...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não falei em reabilitar nada nem ninguém, e também não me seduz a ideia de repetição. Não há nada para ter saudades, nem há nada para tentar repetir ou fazer &#8220;mais ou menos igual&#8221;&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: rui david</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110577</link>
		<dc:creator>rui david</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 21:31:58 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110577</guid>
		<description>o Miguel Botelho faz-me lembrar a trupe de carpideiras reaças aquando do caso do Barco do Aborto, ou os empregados dos sionistas e pró-bushistas aqui do burgo quando se discutem os problemas da ocupação israelita: há sempre outros problemas, outro sítio para virar a cara para o lado.
Porque raio é que está agora o Miguel focado no problema das armas enriquecidas com urânio no Iraque?
Então a miséria dos trabalhadores escravizados em plantações clandestinas um pouco pelos estados unidos e pela europa, pelo menos na peninsula ibérica? É menos importante? E os esquimós? E os aborígenes Miguel, porque é que não falas dos aborígenes? E a gente oprimida no Zimbabwe? E Na Somália? E noSudão? O que é que tu tens contra a gente massacrada no Sudão? Porque é que omites o Sudão, caraças? O que é que te leva a tentar esconder a guerra civil brutal que grassa há anos nos Grandes Lagos? E no Tibete? E a mão de obra barata vergonhosamente explorada nas &quot;economias emergentes&quot; do Golfo? E na Bolívia?
A questão é só uma, há um tema que está a ser discutido, suscitado por vários posts, comentários, etc., e o que tu tens a dizer é que se deveria discutir outra coisa. Achas que é pelo facto de neste (e noutros) blogs se falar muito das armas enriquecidas com urânio no Iraque, ou daquilo que tu queres que os outros falem sem se perceber porque é que tu não tomas a iniciativa de fazê-lo, por muito que seja um tema válido e pertinente, que alguma arma vai levar menos urânio para o Iraque? Achas sinceramente isso?
Sugestão, porque não estabeleces tu a tua ordem de prioridades no teu buraco/blog? Ou nas cartas ao director do público ou do expresso?
Quanto ao Carlos Vidal, é um homem batido, já &quot;esmiuçou&quot; a questão dos problemas da revolução, já os enterrou, já interiorizou que os enterrou e como é  muito fácil para pessoas do gabarito do Carlos bater no ceguinho ( e não é dispiciendo o facto de se admitir que, argumentar em defesa do que foi a chamada experiência socialista,  particularmente a partir da tomada do poder pelo zé bigodes é realmente, preciso ser um ceguinho) vamos tratar de reabilitar o ceguinho. A realidade não pode parar, há problemas para resolver, conhaque é conhaque, trabalho é trabalho, e o impasse é este: por muito que se argumente, por muita simpatia que mereçam as proclamações libertárias, conselhistas, etc., quem quer fazer o trabalho, quem acha que é urgente imperioso e inadiável fazê-lo, de qualquer maneira, só tem uma opção: a picareta, e a picareta inevitavel e rapidamente se transformará no picador de gelo do Ramon Mercader. É este o impasse.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o Miguel Botelho faz-me lembrar a trupe de carpideiras reaças aquando do caso do Barco do Aborto, ou os empregados dos sionistas e pró-bushistas aqui do burgo quando se discutem os problemas da ocupação israelita: há sempre outros problemas, outro sítio para virar a cara para o lado.<br />
Porque raio é que está agora o Miguel focado no problema das armas enriquecidas com urânio no Iraque?<br />
Então a miséria dos trabalhadores escravizados em plantações clandestinas um pouco pelos estados unidos e pela europa, pelo menos na peninsula ibérica? É menos importante? E os esquimós? E os aborígenes Miguel, porque é que não falas dos aborígenes? E a gente oprimida no Zimbabwe? E Na Somália? E noSudão? O que é que tu tens contra a gente massacrada no Sudão? Porque é que omites o Sudão, caraças? O que é que te leva a tentar esconder a guerra civil brutal que grassa há anos nos Grandes Lagos? E no Tibete? E a mão de obra barata vergonhosamente explorada nas &#8220;economias emergentes&#8221; do Golfo? E na Bolívia?<br />
A questão é só uma, há um tema que está a ser discutido, suscitado por vários posts, comentários, etc., e o que tu tens a dizer é que se deveria discutir outra coisa. Achas que é pelo facto de neste (e noutros) blogs se falar muito das armas enriquecidas com urânio no Iraque, ou daquilo que tu queres que os outros falem sem se perceber porque é que tu não tomas a iniciativa de fazê-lo, por muito que seja um tema válido e pertinente, que alguma arma vai levar menos urânio para o Iraque? Achas sinceramente isso?<br />
Sugestão, porque não estabeleces tu a tua ordem de prioridades no teu buraco/blog? Ou nas cartas ao director do público ou do expresso?<br />
Quanto ao Carlos Vidal, é um homem batido, já &#8220;esmiuçou&#8221; a questão dos problemas da revolução, já os enterrou, já interiorizou que os enterrou e como é  muito fácil para pessoas do gabarito do Carlos bater no ceguinho ( e não é dispiciendo o facto de se admitir que, argumentar em defesa do que foi a chamada experiência socialista,  particularmente a partir da tomada do poder pelo zé bigodes é realmente, preciso ser um ceguinho) vamos tratar de reabilitar o ceguinho. A realidade não pode parar, há problemas para resolver, conhaque é conhaque, trabalho é trabalho, e o impasse é este: por muito que se argumente, por muita simpatia que mereçam as proclamações libertárias, conselhistas, etc., quem quer fazer o trabalho, quem acha que é urgente imperioso e inadiável fazê-lo, de qualquer maneira, só tem uma opção: a picareta, e a picareta inevitavel e rapidamente se transformará no picador de gelo do Ramon Mercader. É este o impasse.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: PALAVROSSAVRVS REX</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110575</link>
		<dc:creator>PALAVROSSAVRVS REX</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 20:49:27 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110575</guid>
		<description>É o comunista fantasista sofrendo às mãos do comunista realista.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É o comunista fantasista sofrendo às mãos do comunista realista.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Carlos Vidal</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110572</link>
		<dc:creator>Carlos Vidal</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 20:39:32 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110572</guid>
		<description>Ricardo
Caríssimo camarada

Permite-me aqui fazer uma pequena patifaria (nada de especial): que me cite. No recente 1997, publiquei 2 livros na Fenda: o já aqui referido no 5dias &quot;Democracia e Livre Iniciativa&quot; (apresentado pelo Miguel Serras Pereira) e um outro, mais pequeno, mas para mim precioso, &quot;Definição da Arte Política&quot;. 
Neste, a páginas tantas referia a centralidade da Revolução de Outubro para o meu trabalho e sobre ela escrevia:

«Revolução que é eixo central destas considerações, por se tratar da mais profunda e, recentemente revelada, das mais trágicas tentativas de concretização de uma crença utópica (diria Cioran que ao leninismo e ao estalinismo não se perdoará jamais o seu papel de destruição da própria utopia). 
Um trágico paradoxal e duplo: porque a evolução do estalinismo e do sovietismo burocrático não deixou de ser linearmente conduzida (e a mais pequena das suas catástrofes não é certamente a realidade da casta actualmente dominante na Russia, protagonizada por vários herdeiros do anterior Estado concentracionário [Ieltsin]); desfecho trágico ainda, porque permitiu a implantação definitiva (?) e vitoriosa de um sistema capital-parlamentarista não menos dissimulador ou desagregador, mas que se sustenta (...) da argumentação planetária e consensual de que toda e qualquer utopia conduzirá ao Mal absoluto.»
(p. 21)

Não satisfeito, citava ainda um interessantíssimo livro de Igor Golomstock sobre arte totalitária:

« &quot;1. O Estado declara que a arte (e a cultura no seu conjunto) é uma arma ideológica e um instrumento de luta ao serviço do poder.
2. O Estado adquire o monopólio de toda a manifestação da vida artística do país.
3. O Estado constrói um aparelho exaustivo para controlar e dirigir a arte.
4. Entre a multiplicidade dos movimentos artísticos existentes, o Estado escolhe somente um, sempre o mais conservador, aquele que melhor responde às suas necessidades, e declara-o oficial e obrigatório.
5. Enfim, o Estado declara guerra sem mercê a todos os estilos e movimentos não oficiais, decretando que eles são reaccionários e hostis à classe, à raça, ao povo, ao partido ou ao Estado, à humanidade, ao progresso social ou artístico, etc.&quot;
Seguindo Hannah Arendt, obtemos uma correcta síntese destes princípios: a partir da edificação da mega-máquina do Estado, a sua vida cultural fica submetida a três factores: a ideologia, a organização e o terror».
(p. 43)

E sobre o &quot;realismo socialista&quot; (que continuo a não apreciar, como já disse tb aqui no blogue, mas reconheço-o hoje como parte de um &quot;movimento planetário&quot; e não &quot;exclusivo do sovietismo&quot;) :

«O realismo socialista foi arregimentado e oficializado na década de 30. Contudo, a sua escalada rumo ao poder começou com alguma antecedência e gradualidade, premonitória portanto de uma direcção única. Aproximadamente, dataram de 1921 os primeiros sinais de que o realismo se imporia ao abstraccionismo vanguardista. Curiosamente, esse ano foi também o do massacre de Kronstadt, a data e o evento que marcaria, provavelmente para sempre, o princípio do fim das ilusões no leninismo e no bolchevismo, a oportunidade de antevisão do despotismo de aversão à liberdade e sua singularidade. 
Todos os regimes, disse-o Saint-Just em seu tempo, têm as suas datas fatídicas.»
(p. 45)



Ora, como vês, há cerca de dez anos desancar na União Soviética, usando as ideias deste teu post, era o meu pão de cada dia, digamos.

Era fácil, demasiadamente fácil.
Actualmente, desagradam-me certas facilidades.
É só isto (por agora).
Forte abraço.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ricardo<br />
Caríssimo camarada</p>
<p>Permite-me aqui fazer uma pequena patifaria (nada de especial): que me cite. No recente 1997, publiquei 2 livros na Fenda: o já aqui referido no 5dias &#8220;Democracia e Livre Iniciativa&#8221; (apresentado pelo Miguel Serras Pereira) e um outro, mais pequeno, mas para mim precioso, &#8220;Definição da Arte Política&#8221;.<br />
Neste, a páginas tantas referia a centralidade da Revolução de Outubro para o meu trabalho e sobre ela escrevia:</p>
<p>«Revolução que é eixo central destas considerações, por se tratar da mais profunda e, recentemente revelada, das mais trágicas tentativas de concretização de uma crença utópica (diria Cioran que ao leninismo e ao estalinismo não se perdoará jamais o seu papel de destruição da própria utopia).<br />
Um trágico paradoxal e duplo: porque a evolução do estalinismo e do sovietismo burocrático não deixou de ser linearmente conduzida (e a mais pequena das suas catástrofes não é certamente a realidade da casta actualmente dominante na Russia, protagonizada por vários herdeiros do anterior Estado concentracionário [Ieltsin]); desfecho trágico ainda, porque permitiu a implantação definitiva (?) e vitoriosa de um sistema capital-parlamentarista não menos dissimulador ou desagregador, mas que se sustenta (&#8230;) da argumentação planetária e consensual de que toda e qualquer utopia conduzirá ao Mal absoluto.»<br />
(p. 21)</p>
<p>Não satisfeito, citava ainda um interessantíssimo livro de Igor Golomstock sobre arte totalitária:</p>
<p>« &#8220;1. O Estado declara que a arte (e a cultura no seu conjunto) é uma arma ideológica e um instrumento de luta ao serviço do poder.<br />
2. O Estado adquire o monopólio de toda a manifestação da vida artística do país.<br />
3. O Estado constrói um aparelho exaustivo para controlar e dirigir a arte.<br />
4. Entre a multiplicidade dos movimentos artísticos existentes, o Estado escolhe somente um, sempre o mais conservador, aquele que melhor responde às suas necessidades, e declara-o oficial e obrigatório.<br />
5. Enfim, o Estado declara guerra sem mercê a todos os estilos e movimentos não oficiais, decretando que eles são reaccionários e hostis à classe, à raça, ao povo, ao partido ou ao Estado, à humanidade, ao progresso social ou artístico, etc.&#8221;<br />
Seguindo Hannah Arendt, obtemos uma correcta síntese destes princípios: a partir da edificação da mega-máquina do Estado, a sua vida cultural fica submetida a três factores: a ideologia, a organização e o terror».<br />
(p. 43)</p>
<p>E sobre o &#8220;realismo socialista&#8221; (que continuo a não apreciar, como já disse tb aqui no blogue, mas reconheço-o hoje como parte de um &#8220;movimento planetário&#8221; e não &#8220;exclusivo do sovietismo&#8221;) :</p>
<p>«O realismo socialista foi arregimentado e oficializado na década de 30. Contudo, a sua escalada rumo ao poder começou com alguma antecedência e gradualidade, premonitória portanto de uma direcção única. Aproximadamente, dataram de 1921 os primeiros sinais de que o realismo se imporia ao abstraccionismo vanguardista. Curiosamente, esse ano foi também o do massacre de Kronstadt, a data e o evento que marcaria, provavelmente para sempre, o princípio do fim das ilusões no leninismo e no bolchevismo, a oportunidade de antevisão do despotismo de aversão à liberdade e sua singularidade.<br />
Todos os regimes, disse-o Saint-Just em seu tempo, têm as suas datas fatídicas.»<br />
(p. 45)</p>
<p>Ora, como vês, há cerca de dez anos desancar na União Soviética, usando as ideias deste teu post, era o meu pão de cada dia, digamos.</p>
<p>Era fácil, demasiadamente fácil.<br />
Actualmente, desagradam-me certas facilidades.<br />
É só isto (por agora).<br />
Forte abraço.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Miguel Botelho</title>
		<link>http://5dias.net/2009/11/10/o-embate-com-o-real/comment-page-1/#comment-110570</link>
		<dc:creator>Miguel Botelho</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 19:48:39 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=27138#comment-110570</guid>
		<description>O senhor perde muito do seu tempo a debater este tema e esquece-se de outros que precisam urgentemente de ser debatidos.
Através da imprensa chamada &quot;independente&quot; tive hoje acesso a documentos sobre a utilização de armas com urânio empobrecido no Iraque, pelos americanos e os ingleses. 
Este é apenas um exemplo de uma situação que revolta qualquer ser humano e urge uma reacção, senão mesmo reflexão.
Em vez de criticar o verdadeiro inimigo da humanidade: a indústria militar norte-americana, o vosso blog perde o seu tempo a falar do &quot;comunismo&quot; e como este deve ser debatido.
As minhas últimas perguntas ao Ricardo Noronha são as seguintes: Qual o seu sentimento por aqueles que, neste momento, estão a perder a vida no Iraque, no Afeganistão e noutros países do Médio Oriente? Sabe quais são as partes envolvidas neste holocausto que está a acontecer diante dos nossos olhos? Porque evita este tema?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>O senhor perde muito do seu tempo a debater este tema e esquece-se de outros que precisam urgentemente de ser debatidos.<br />
Através da imprensa chamada &#8220;independente&#8221; tive hoje acesso a documentos sobre a utilização de armas com urânio empobrecido no Iraque, pelos americanos e os ingleses.<br />
Este é apenas um exemplo de uma situação que revolta qualquer ser humano e urge uma reacção, senão mesmo reflexão.<br />
Em vez de criticar o verdadeiro inimigo da humanidade: a indústria militar norte-americana, o vosso blog perde o seu tempo a falar do &#8220;comunismo&#8221; e como este deve ser debatido.<br />
As minhas últimas perguntas ao Ricardo Noronha são as seguintes: Qual o seu sentimento por aqueles que, neste momento, estão a perder a vida no Iraque, no Afeganistão e noutros países do Médio Oriente? Sabe quais são as partes envolvidas neste holocausto que está a acontecer diante dos nossos olhos? Porque evita este tema?</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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