O “Amigo Joaquim”

Li ontem isto no “Castendo” (um obrigatório blogue de António Vilarigues) e fiquei muito satisfeito. Trata-se do texto de uma reportagem da TSF em torno duma recente visita do sociólogo Augusto S. Silva, Ministro da Defesa, ao IDN / Instituto de Defesa Nacional. E fiquei satisfeito, pois a escolha de S. Silva para esta pasta releva de evidente adequação. Dizia pois o radialista com vero fulgor patriótico (aliás, recomendado também por Manuel Alegre, outro celebrante das nossas naus e caravelas):

«O novo Ministro da Defesa ressalva que o paradigma da defesa nacional está muito para além das fronteiras do país e os portugueses já estão habituados a adaptarem-se a novas situações ou não fossem eles os primeiros a saírem para o mundo no tempo das cascas de noz por esses mares fora».

Elogia o radialista Augusto S. Silva, talvez elogie também J. Sócrates, mas, acima de tudo, reflecte a alma lusitana, fundadora do cosmopolitismo e da globalização. Atenta, muito atenta esta TSF, propriedade, como o “Jornal de Notícias” e o “Diário de Notícias” daquele que, segundo o CM, Sócrates e Armando Vara (um português que cumpriu o “american dream” em Portugal) tratam por “amigo Joaquim” (ver também “Público”, edição impressa, 9/11).

São estes eventos que nos dão esperança.

 

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10 respostas a O “Amigo Joaquim”

  1. lingrinhas diz:

    sabes o que me dá esperança é um dia termos cá a liberdade tipo dos teus amigos da coreia do norte

  2. Carlos Vidal diz:

    Estou completamente de acordo.

  3. temos artista, em david hamilton à procura do sujeito, do eu e da consciência, apesar da mão na face da Isilda e dos Hendricks nunca mais digo mal das ciência sociais e humanas nem do “ser” nem do “sujeito”, vivam os reducionismos de consumo.

  4. M. diz:

    Viva o “Portuguese Dream” para americano ver!

  5. às moscas, em fendas, abalos surdos e disfunções cá estou com o aranhuço que vai ter que ficar com o meu corpo morto, e tu com a cabeça nos liszts, holsts, mendelsohns e restante musica da escandinavia, na autoformação e nos circuitos autónomos da crítica.

  6. Ironia diz:

    “Os teus cabelos murcham nas minhas mão”, que frase tão poética!
    Ai, murcham, murcham… a todos sem excepção.

    Cadáveres nauseabundos, nem vê-los, safa!
    Mesmo assim há cadáveres (de vivos) mais nauseabundos do que outros que já “bateram a bota”. Gosto muito mais do cadáver do El Che.

    Ora, eu queria dedicar uma cantiga “deliciosa”, mas que não encontro na Net, é pró ‘gustinho SS, pr’ó nenuco d’ouro e p’ra outros Nenucos que andam por aí:

    “Já não há pachorra p’ra te aturar,
    Passa bem, que eu também
    Eu não sou tu querias…
    Nem quem te quer bem!.”

    E a bela cantiga continua, só que me a minha memória RAM não dá para mais…

  7. e é ainda por via destes heróis, ritos e mitos que apoio incondicionalmente a comunidade que vem, o multiculturalismo, os estudos culturais, o ourtro e as minorias e confrarias. Melhor estanhá-los e zinká-los como manada a lei do americam dream desde a casa da Isilda ao Magalhães.

  8. Magalhães, o computador do nosso povo, claro.

  9. Ironia diz:

    Camaradas,

    É só para prevenir, sou amiga de um bando de ciganos, trato-os bem e eles não esquecem quem os recebe bem… amigos dos meus, meus amigos são. Se for preciso “dar porrada” nuns quantos, vai desde os SS aos nenucos todos…
    Há um que é o Obélix, o mais giraço é o Astérix… Eu faço de druida (a very old female druida)

    Ide pela sombra, acautelai-vos, que eles são muitos…

  10. manada deve ser substituida por vara.

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