Paraqueque?

É uma sorte que a investigação jornalística sobre os últimos casos de corrupção neste país se limite a ser o eco de fugas de informação. Se assim não fosse, o deslize de Mário Lino quando referiu que havia transmitido ao Ministério Público as suas suspeitas sobre (salvo erro) “procedimentos” da REFER, já estaria a ser investigado. Caso houvesse investigação jornalística já estaria outra empresa pública, cujas contas não passam pelo Tribunal de Contas, a ser investigada.

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9 Responses to Paraqueque?

  1. S.C. says:

    De que empresa se trata? Não sou jornalista, não tenho como investigar, mas, se é empresa pública, todos temos direito a saber.

  2. xatoo says:

    nem compete ao jornalismo dependente de patrocinios e anunciantes investigar seja o que fôr… aliás, só aparecem na imprensa corporativa assuntos sensacionalistas que tragam lucro (isto é, mais tiragens)
    É ao Estado que compete ter mecanismos de regulação e de controlo da corrupção

  3. Tiago Mota Saraiva says:

    xatoo, geneticamente o jornalismo não depende de patrocínios e anunciantes e, tal como muitas outras profissões, têm como eixo estruturante o interesse público. Importa não confundir jornalismo com acções de propaganda ou agências de comunicação de interesses instalados. A profissão de jornalista é necessária em qualquer parte do mundo embora, em Portugal, esteja cada vez mais afastada das capas dos jornais.
    Reconstruíndo a última frase, é ao povo que compete construir os mecanismos de regulação e controlo da corrupção.

  4. O desafio da Fábrica de Letras está lançado!
    Para o mês de Novembro, o tema será “Preto e Branco”.
    Para participar basta escrever um texto sobre o tema proposto e inscrever-se no link que estará à disposição no nosso blog, no dia 15 deste mês.
    Podem ser usados textos,poemas, contos, fotos ou vídeos.
    Participa, divulga!

  5. xatoo says:

    Teoria da Comunicação de Massas, Fund. Gulbenkian, pag. 262
    passo a citar:
    “A Influência do Proprietário”
    Não há dúvidas que os proprietários dos media comerciais têm o poder final sobre o conteúdo e podem solicitar o que quiserem para ser incluido ou deixado de fora. Existe grande quantidade de provas circunstanciais para mostrar que este poder é usado (Curran e Seaton, 1997; Shoemaker e Reese, 1991). Mesmo assim, há fortes convenções, relacionadas com o jornalismo, que protegem a autonomia de decisão dos editores em certas noticias (…)
    Há contudo uma tendência inevitável para os proprietários dos media decidirem orientações gerais de intervenção a serem seguidas pelo conjunto editorial que empregam. Podem também existir pressões informais e indirectas sobre certos assuntos que interessam aos proprietários (por exemplo, relacionados com outros interesses empresariais seus (Turow,1994)”
    Aconteceu com o Joaquim Vieira quando publicou uma resenha reavivando o Caso Mateus do PS e Balsemão rapidamente o expulsou.
    Era isto o que queria dizer. Onde estão os jornalistas não assalariados em empresas? alimentamo-nos em ilusões de coisas que não existem?
    cumpr.

  6. Tiago Mota Saraiva says:

    xatoo, desta feita estou de acordo.
    Importa distinguir entre a profissão e o que são os órgãos de comunicação, enquanto estrutura de poder que pretende influenciar as massas.
    cumprimentos

  7. Ricardo G. Francisco says:

    Deus nos livre se a comunicação social, com todas as suas limitações. escrutine o que o poder político e o seu braço económico fazem…Se Deus não nos livrar…livramos-nos de Deus.

    Felizmente os Anjos que estão no poder continuam a tratar de limitar ao máximo as maldades que a comunicação social pode fazer. Sem Deus, mas com a “liberdade respeitosa” sempre em mente.

  8. Natália Santos says:

    Sr Tiago :P ode explicar-me o conceito de massa, são pessoas, é ? Então diga pessoas, fica tão feio dizer massas, tem ar de ofensa.
    Há muitos, muitos anos usava-se, eu sei.
    Faça o seguinte exercício : Veja o que significava “massa ” nos anos 1920, por ex, quem incluía e compare com a situação actual. Vai dar com algumas alterações, espero.

    Pode não parecer importante, mas essa palavra implica um distanciamento entre as pessoas e não se quer isso, pois não ?

    Cumprimentos

  9. Tiago Mota Saraiva says:

    Cara Natália, o termo também não me agrada especialmente de qualquer forma era em resposta a outro comentário que o utilizava.

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