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Paraqueque?

3 de Novembro de 2009 por Tiago Mota Saraiva

É uma sorte que a investigação jornalística sobre os últimos casos de corrupção neste país se limite a ser o eco de fugas de informação. Se assim não fosse, o deslize de Mário Lino quando referiu que havia transmitido ao Ministério Público as suas suspeitas sobre (salvo erro) “procedimentos” da REFER, já estaria a ser investigado. Caso houvesse investigação jornalística já estaria outra empresa pública, cujas contas não passam pelo Tribunal de Contas, a ser investigada.

Comentários

Comentário de S.C.
Data: 3 de Novembro de 2009, 13:07

De que empresa se trata? Não sou jornalista, não tenho como investigar, mas, se é empresa pública, todos temos direito a saber.

Comentário de xatoo
Data: 3 de Novembro de 2009, 15:07

nem compete ao jornalismo dependente de patrocinios e anunciantes investigar seja o que fôr… aliás, só aparecem na imprensa corporativa assuntos sensacionalistas que tragam lucro (isto é, mais tiragens)
É ao Estado que compete ter mecanismos de regulação e de controlo da corrupção

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 3 de Novembro de 2009, 16:08

xatoo, geneticamente o jornalismo não depende de patrocínios e anunciantes e, tal como muitas outras profissões, têm como eixo estruturante o interesse público. Importa não confundir jornalismo com acções de propaganda ou agências de comunicação de interesses instalados. A profissão de jornalista é necessária em qualquer parte do mundo embora, em Portugal, esteja cada vez mais afastada das capas dos jornais.
Reconstruíndo a última frase, é ao povo que compete construir os mecanismos de regulação e controlo da corrupção.

Comentário de Fábrica das Palavras
Data: 3 de Novembro de 2009, 17:21

O desafio da Fábrica de Letras está lançado!
Para o mês de Novembro, o tema será “Preto e Branco”.
Para participar basta escrever um texto sobre o tema proposto e inscrever-se no link que estará à disposição no nosso blog, no dia 15 deste mês.
Podem ser usados textos,poemas, contos, fotos ou vídeos.
Participa, divulga!

Comentário de xatoo
Data: 4 de Novembro de 2009, 0:00

Teoria da Comunicação de Massas, Fund. Gulbenkian, pag. 262
passo a citar:
“A Influência do Proprietário”
Não há dúvidas que os proprietários dos media comerciais têm o poder final sobre o conteúdo e podem solicitar o que quiserem para ser incluido ou deixado de fora. Existe grande quantidade de provas circunstanciais para mostrar que este poder é usado (Curran e Seaton, 1997; Shoemaker e Reese, 1991). Mesmo assim, há fortes convenções, relacionadas com o jornalismo, que protegem a autonomia de decisão dos editores em certas noticias (…)
Há contudo uma tendência inevitável para os proprietários dos media decidirem orientações gerais de intervenção a serem seguidas pelo conjunto editorial que empregam. Podem também existir pressões informais e indirectas sobre certos assuntos que interessam aos proprietários (por exemplo, relacionados com outros interesses empresariais seus (Turow,1994)”
Aconteceu com o Joaquim Vieira quando publicou uma resenha reavivando o Caso Mateus do PS e Balsemão rapidamente o expulsou.
Era isto o que queria dizer. Onde estão os jornalistas não assalariados em empresas? alimentamo-nos em ilusões de coisas que não existem?
cumpr.

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 4 de Novembro de 2009, 11:17

xatoo, desta feita estou de acordo.
Importa distinguir entre a profissão e o que são os órgãos de comunicação, enquanto estrutura de poder que pretende influenciar as massas.
cumprimentos

Comentário de Ricardo G. Francisco
Data: 4 de Novembro de 2009, 17:02

Deus nos livre se a comunicação social, com todas as suas limitações. escrutine o que o poder político e o seu braço económico fazem…Se Deus não nos livrar…livramos-nos de Deus.

Felizmente os Anjos que estão no poder continuam a tratar de limitar ao máximo as maldades que a comunicação social pode fazer. Sem Deus, mas com a “liberdade respeitosa” sempre em mente.

Comentário de Natália Santos
Data: 4 de Novembro de 2009, 21:28

Sr Tiago :P ode explicar-me o conceito de massa, são pessoas, é ? Então diga pessoas, fica tão feio dizer massas, tem ar de ofensa.
Há muitos, muitos anos usava-se, eu sei.
Faça o seguinte exercício : Veja o que significava “massa ” nos anos 1920, por ex, quem incluía e compare com a situação actual. Vai dar com algumas alterações, espero.

Pode não parecer importante, mas essa palavra implica um distanciamento entre as pessoas e não se quer isso, pois não ?

Cumprimentos

Comentário de Tiago Mota Saraiva
Data: 5 de Novembro de 2009, 11:49

Cara Natália, o termo também não me agrada especialmente de qualquer forma era em resposta a outro comentário que o utilizava.

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