A Crise da Representação

Terça-feira, dia 3 de Novembro, pelas 18h30, o Ricardo Noronha e o José Bragança de Miranda vão estar no bar do Teatro Maria Matos, a debaterem o tema que dá título a este post. Deixo o parágrafo de apresentação do debate, proposto pela unipop: “De forma a dar conta da distância entre uma elite de representantes e o conjunto dos representados, é amiúde referido que vivemos em plena crise da representação. Assim, os debates em torno da abstenção ou dos votos em branco, ou a referência ao enfraquecimento dos poderes dos Estados nacionais no quadro da globalização, alimentam a ideia de uma crescente crise da representação. Paralelamente, a problemática da representação convoca um debate cujo alcance supera a actualidade político-institucional. No quadro da política, mas não só aqui, o ideal de representação parece pressupor a possibilidade de uma relação incorruptível entre quem representa e aquilo que é representado. De tal modo assim seria que, na relação estabelecida entre governante e governado, o sujeito primeiro reflectiria transparentemente o objecto representado. Contudo, se não estivermos seguros desta transparência, o debate da representação deverá começar por perguntar se a representação é sempre um lugar de crise e, por outro lado, questionar se é possível pensar em política e em democracia além da representação.” Até lá.

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5 respostas a A Crise da Representação

  1. ali la pointe diz:

    E então? Parece que se acabou de descobrir a pólvora quando a crise de representação existe desde sempre. E não deixará de haver enquanto vivermos no sistema capitalista.

  2. ALEX. diz:

    E pode-se memo,memo,memo,falar como a falta de representatividade e comunicabilidade tendem a fazer andar muito devagarinho as empresas e organizazões,tanto mais quanto maior são,sendo que o “muro”na comunicabilidade na empresa se dá precisamente no grande salto de vencimentos ;e as avarias que eles são obrigados a fazer para não evidenciarem que não percebem nada daquilo!(Também já recebi aquelas coisas que vêm nos jornais)
    Cada um no seu quadrado de giz ou de pequeno grupo que joga da mesma maneira,sem sairem do quadrado e apanharem com o problema realíssimo que seria o giz do quadrado ao lado.
    Se der para falar verdade vai ser engraçado.Conheço duzentas e muitas empresase organizações,do minho até ao algarve.Fui Gestor de Negócio de Consultoria–Mercado Nacional__duma grande MultinacionalElites? Representantes e Representados?Mas esse é o nosso problema.As nossas elites são periféricas,transmontanas e maioritáriamente rascas.Há gente com muito valor.Bastantes sei eu quem são.No entanto,Portugal prova-o á exautão,olhe-se para que sector se olhar(há sempre as excepções),que estão em franquíssima minoria.

  3. justiça! diz:

    Tanta teoria! Não se cansam? tenho andado a evitar… os nossos pequenos filósofos! e, no entanto, sei que estão de boa fé! Pensam bem, ajem mal. Pior, não ajem! Continuo a dizer que a luta na superestrutura só serve para fazer teses académicas e assim, eles vão treinando! A vida nua não se compadece com afinamentos teóricos. Vamos lá, então, para os bairros, onde não há representação! Vocês cansam-me e só estou a dizer porque, de vez em quando, muito de vez em quando, vou espreitar os vossos discursos estéreis. Lindos, mesmo, mas estéreis! Os Mamadus, Quintinos e Fábios continuarão na senda sobrevivente, sem saber porque existem e as Senhoras da Cruz Vermelha da mesa ao lado a glosar teorias sobre o que é ser de cesquerda, o que é o marxismo e o leninismo e, nós, tão bem, tão inteligentes. Dei para esse peditório na minha mais tenra juventude! Agora, ver adolescentes serôdios a repetir erros do passado?! o discurso é de acção. O resto é onanismo puro. Vão gozando…

  4. ALEX. diz:

    ALEX.
    Não generalize porque tudo quanto perpassa as minhas afirmaçõezecas é todo um sentido de compreensão dos dirigentes e dirigidos,que representam e que são obrigados a deixarem representar-se,das elites e da sua qualidade,etc,que aprendi em trinta e muitos anos de trabalho,mais de ano e meio em variadissimos países europeus em estágios,acções de formação,transferências de Know-how,etc.A leitura mantive-a com sacrifício e não tanta quanto teria gostado,o que corresponderia aos meus primeiros 30 anos de vida.E olhe,ao invés,é o seu comentário que me parece bastante pretencioso.É que é muito dificil aprender e viver bastantes anos com raciocínios e posiocionamentos em suspenso.Desculpe.É o que me susciptou.

  5. ezequiel diz:

    ” enfraquecimento dos poderes dos Estados nacionais no quadro da globalização, alimentam a ideia de uma crescente crise da representação.”

    interessante, o Vosso tópico.

    1- não me parece que os Estados nacionais estejam a fraquejar face aos desafios da globalização. muito pelo contrário. estamos a assistir ao fortalecimento dos estados-nacionais ao mesmo tempo que surgem novas interdependências (muitas das quais não enfraquecem o estado-nação!!) há mais relações de dependência mutua e são “necessários” mais poderes do estado para supervisionar, codificar etc, estas novas relações. os burocratas procuram incessantemente por novas áreas de intervenção. n se esqueçam! lol a oposição das fórmulas Interdependência Vs Realismo do estado nação nunca me convenceu. a coisa parece-me muito mais complicada. acho até que se aplicasse todas as “teorias” de relações internacionais à interpretação da política internacional … provavelmente concluiríamos que todas elas são de alguma forma relevantes e que ainda há muita coisa por explicar…!! uma das consequências mais estúpidas da obsessão com a globalização…é a trivialização do estado. LOL mas que sei eu? o sr vidal n sequer me publica os comentários!! eh he ehe hhe eh 8)

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