Nos anos setenta, havia uma só estação de televisão e uma só telenovela por dia. Nessa altura, todas as telenovelas eram grandes êxitos. A terceira ou quarta telenovela a ir para o ar chamava-se “O Astro” e contava a história de um astrólogo que trapaceava as meninas. Um dia, quando a novela ainda estava a passar, o galã brasileiro que fazia de “Astro” resolveu vir a Portugal, aproveitar um pouco a popularidade de que gozava (achava ele). Foi recebido no aeroporto por um bando de mulheres em fúria, que queria bater-lhe por causa daquilo que ele fazia às meninas. Não sei se a esta hora ele já terá recuperado do choque.
Mais perto de nós, diz-se (eu não ouvi) que Catarina Furtado terá uma vez afirmado, numa entrevista, que “como diz Burt Lancaster, é preciso que algo mude para que tudo fique na mesma”.
E mais perto ainda, a propósito deste post, eu tive direito a conselhos terapêuticos, a mensagens preocupadas, a manifestações de sentido pesar. A todas e todos, quero por isso dizer que a primeira pessoa desse post não sou eu, que a minha líbido tem se portado bem, obrigado, que a conta do shrink ainda não me impede de mudar o óleo ao carro, que a orientação da minha casa continua a pertencer à minha fiel Ludmila (que vai lá duas vezes por semana e tem idade para ser minha mãe, entenda-se) e que eu não ajudo camponesas da Beira-Baixa nos duros caminhos da fama (embora possa ficar-lhes com o requeijão, se elas se descuidarem). Sei bem que a fronteira entre a ficção e a realidade é por vezes ténue, mas eu estou demasiado gordo para fazer strip-teases morais à frente de tanta gente.




acho que a malta sabia que n eras tu o persona. mas teve piada. n nos subestimes, antónio.
bolas, o q me foste lembrar (astro). tou a ficar cota!!
Debeejeezuzz…
Foi há tanto tempo…
Isso era uma novela de 1977 da Janete Clair e estás-te a referir ao canastrão do Tony Ramos ?
Não sabia do episódio, se calhar não estava cá, thanks pelo update, como dizem no Brasil, valews !!
Francisco Cuoco
Já não cheguei a ver essa telenovela. O asco ao encher chouriços televisivo chegou-me com uma das anteriores.
“não ajudo camponesas da Beira-Baixa nos duros caminhos da fama (embora possa ficar-lhes com o requeijão se elas se descuidarem)”.
António, quando voltar ao seu shrink, escreva esta frase num papelinho e mostre-lhe. Vai ver que ele pode ajudá-lo a compreender o impacto que a ‘griffe’ provoca em si. Mas olhe que eu estou na brincadeira, não leve isto a mal, faxavor.
Ora, ora, Personagem de fricção pegue nos seus conselhinhos e… ainda bem que está a brincar, me too.
O texto do António Figueira é notável, e escrito num poryuguês completamente legível, o que não é apanágio (google is your friend…) de todos os posters neste site.
I stand corrected, era realmente o Cuoco, canastrão também, como só ele…
O que vale à absoluta ignorância de uma pessoa mencionada acima é que o pai dela é …superlativo.
Tenho uma vantagem competitiva sobre si, A.F.:
A minha Ludmilla chama-se Christina (duas vezes por semana também) e eu não estou assim tão gordo que não pudesse fazer strip’s à frente de… o quê, destes gajús ? Afinal também estou. Adeus vantagem.
Parabéns por este post, e pelo outro.
* poryuguês = português
Sorry, typo.
A minha chama-se Guida. Vai uma vez por semana e é da Beira-Baixa. Por enquanto ainda não lhe fiquei com o Requeijão, nem me parece que venha a fazê-lo. Um grande abraço.
João Francisco da Câmara L!
Long, long time no see!
Outro grande abraço também para ti, AF
Continuo de urgência…
Então não queres ver que andei a dar consultas de graça? E ainda para mais, não necessárias… Bom, melhor assim!
Medicina preventiva.
Beijinhos, António!