Façam o que diz Vítor Dias: apliquem a mesma armadilha às “bonecas” do PS e PSD (e, porque não?, obriguem as “Jugulares” a responder a estas questões: não sabem uma!)

 rita.r

Sobre a deputada comunista Rita Rato e o seu “desconhecimento” do Gulag, que muita felicidade deu ao Jugular e ao Arrastão, escreveu Vítor Dias:

Pela minha parte, só quero tocar num ponto que me parece particularmente indecente e que é constituído pela imensa sobranceria e arrogância com que alguns cinquentenários e sexagenários da blogosfera se apressaram a julgar os supostos níveis de informação daquela licenciada comunista.
Com efeito, a este respeito, só me apetece lançar um desafio: façam um inquérito junto de jovens licenciados em Ciência Política ou Relações Internacionais que sejam do PS, do PSD, do CDS e do BE e perguntem-lhes se sabiam que em 1965 na Indonésia foram mortos entre meio e um milhão de comunistas na sequência do golpe de Suharto; que em 1971, no Sudão, uma vaga repressiva liquidou os principais dirigentes do até ali importante e influente Partido Comunista Sudanês e outras centenas de comunistas; que o PS francês esteve em cheio nas sangrentas e trágicas guerras coloniais na Indochina e na Argélia. E, já agora, perguntem-lhes se são capazes de indicar um décimo das intervenções e agressões militares dos EUA no estrangeiro durante o Século XX.
Obtidos os certamente deslumbrantes resultados, poderemos então falar com mais equidade e sentido de justiça sobre o grau de informação histórica dos jovens licenciados. Até lá, tudo o que se tem escrito contra a Rita Rato não passa de uma reles tentativa de duradouro «queimanço» quase igual à que foi feita com Bernardino Soares que só espíritos cegos se podem recusar a reconhecer que se veio a revelar um deputado e líder parlamentar de primeira água.

No essencial, Rita Rato disse o que devia ser dito, não satisfazendo o anticomunismo primário do jornalista do CM: “Então você jogava futebol?”, “Sim, e o Gulag?”. Esperteza, não? Ou outra coisa?

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79 respostas a Façam o que diz Vítor Dias: apliquem a mesma armadilha às “bonecas” do PS e PSD (e, porque não?, obriguem as “Jugulares” a responder a estas questões: não sabem uma!)

  1. Não sou licenciado, não tenho cinquenta anos, estou muito longe e sei o que é um Gulag.

    Desconhecia que para se saber de historia ou ter algumas noções sobre ela, era preciso licenciatura e cabelos bancos.

    Sendo assim fico feliz por ter aprendi algo com o texto.

  2. Luís Antunes diz:

    À atenção de Cassete Vidal e de Cassete Vítor Dias : se vocês , vermelhos , sabiam que a U.R.S.S. era uma nulidade no plano da democracia ( e não só ) , porque é que levavam aquele regime ao colo ? Eu lembro – me de uma frase , lúcida , do saudoso Melo Antunes , num debate da R.T.P. , em 1979 : ” Para mim , o Socialismo consiste em fazer a felicidade das pessoas e é inseparável da Democracia . Eu acho , portanto , que o regime soviético não é uma sociedade socialista . “

  3. Jose Manuel Vieira diz:

    É por estas e por outras que eu fico agoniado quando vejo meninos/betinhos do cds;psd e ps a darem opiniões sobre o PREC.
    Vociferam porque está na moda e adaptam-se ao situacionismo.

  4. Luis diz:

    “a U.R.S.S. era uma nulidade no plano da democracia” ???? Onde todos tinham direito ao trabalho, habitação, segurança social, saúde, educação, desporto, cultura. Onde havia igualdade entre homens e mulheres. Onde havia ordem e segurança pública. E tem a lata de dizer que era uma nulidade no plano da democracia? Presumo que o seu ideal de democracia esteja no Afeganistão ou no Iraque.

  5. Resposta ao Nuno
    É evidente que a questão da Rita Rato não tem nada a ver com a questão sudanesa. Mas pareceu-me um pormenor histórico de alguma importância, merecedor de reparo. Houve gente do PCP que quando eu falei em números dos mortos pelo estalinismo me disse que entre 750 mil e 2 milhões havia uma grande diferença. Entre 100 mortos e 500 mil também há e não se pode dizer estas coisas do teclado para fora, sem o mínimo de rigor.
    Por eu não fazer do PCP o meu inimigo principal é que não disse nada sobre o caso de Rita Rato e de muitos outros casos que leva muitos militantes do Bloco e seus apoiantes andarem sempre com eles na boca. Mais, não renego o meu passado, nem as posições que o PCP assumiu em grandes momentos da sua vida. Gente que escreve nesse blog sabe perfeitamente como publicamente tenho defendido as posições do PCP no PREC. Só mesmo não lendo o meu blog é que podes dizer o que dizes.
    Agora, que tu conheças e sejas amigo de Tiago Mota Saraiva e Carlos Vidal, e sintas que as minhas críticas são um ataque ao seu carácter e não uma de troca de opiniões, é um problema teu. Da minha parte quando vejo certos textos, e não tendo grande opinião do que dizem, só posso reagir com acinte, provavelmente com métodos da velha polémica à portuguesa. É, para certas pessoas, o meu estilo, goste-se ou não. Percebo que podemos ser didácticos, mas há certos casos que não o merecem.

    PS.: já agora, peço desculpa pelo português do comentário anterior e provavelmente deste. Mas os comentários são textos muito ingratos porque depois de estarem escritos e publicados não se podem emendar como nos posts.

  6. antónio diz:

    A morte de cada homem diminui-me, porque eu faço parte da humanidade.
    Eis porque nunca pergunto por quem dobram os sinos: é por mim.
    (e por ti)

    John Donne(1572 – 1631)

    A vossa memória é realmente muito curta…

  7. isso mesmo, a velhada como é da tradição quer comer a miúda ou quer ir andando trabalhar para longe?

  8. Provocadora, reincidente, delinquente e tudo... diz:

    Para começar vai uma piadinha de mau-gosto? É só para irritar umas alminhas!
    A Rita Rato enganou-se no partido, com este apelido a casa-Mãe situa-se no Largo que a baptizou.

    (Piadinhas à parte, deixem a miúda em paz! Deixem-na respirar! Afinal, não me parece que seja como a invejável Carolina que não se importa de fazer batota só para ganhar… Dêem-lhe uma oportunidade! [Cara Rita, esta brincadeira envolve-a mas os destinatários são outros])

    Afinal qual a diferença entre Gulags e Campos de “Arbeit” Nazis?? Não são ambos autênticas trituradoras de vidas humanas? A vida de um católico vale mais do que a dum comunista, dum cigano ou dum judeu? (huummmmmm… hummmmmm…)

    Eu concordo com o “amigo” Vidal. Viva a Tortura a Morte o Crime e a Glória! Viva o Sacrificium!
    “Crime e glória, e que viva em nós o sobrenatural.
    Sobretudo o que sabemos fabricar!”” CV

    ´Bora lá matar, ‘bora lá amputar, deixar morrer ao frio e à fome. Mais sofrimento precisa-se!!!! O mundo quer-se porco… quanto mais porco melhor, em nome da Arte Suprema!
    Sr. Prof. eu adoraria tomar parte activa na Glória da Amputação e Carnificina. Ofereço-me já como voluntária para – praticar – os mais hediondos crimes de todo género e feitio, só para que possam fazer brotar os mais originais: Hieronimus Boshs, Caravaggios, Richters, Bruce Naumans, Carlos Vidais Jectinhas (e outros mais) et alli… et alli…

    Posso começar a tortura por si, caro ex-mestre, e pelos que lhe são queridos??
    Ora, eu começaria logo por cegá-lo com uns ferrinhos em brasa, marca Sháfffsssss, direitinhos às iris. Desse modo, o ex-mestre teria um ano para apurar as suas capacidades auditivas e ser um novo “Lizst”, para melhor. Imagino já as notícias nos cabeçalhos dos jornais, nas TVs, etc: O Grande CV ultrapassou Lizst. Não percam o concerto no S.Carlos (Vidal).
    Ao fim de um ano, furava-lhe os tímpanos com os mesmos ferrinhos (para não dar mais trabalho ao Grande Artista, que define a Arte, coisa que mais ninguém até hoje soube fazer. Não esquecer que ele tem uma horta para cuidar).
    Mais um ano decorrido, estou na dúvida se o fuzilaria ou se prosseguia com as torturas maquiavélicas… Certa de que no dia em que o fuzilasse nasceriam de imediato cantigas tão ou mais lancinantes qwue as do grande El Che. Seria um infindável cantar de: “Até Sempres” ou “Grande Che Carlos”.
    Oh Glória, Oh Glória das Alturas,
    Viva o Crime e o Sacrificium!!! (pelo menos aquele que eu sei fabricar, sem dó nem piedade)
    Eu fico do lado dos torturadores e o meu caro e ilustre CV sacrifica-se em nome da inspiração dos geniais artistas, que certamente brotarão que nem flores primaveris nas macieiras. Ora, a única coisa que lhe peço é – que em nome da fertilidade na Arte – se ofereça para um Glorioso Martirium. (Aqui – a delinquente – encarrega-se dos divinos requintes, boa?)

    Como dizia tão bem o meu amigo Brecht:
    “In mir streiten sich
    Die Begeisterung über den blühenden Apfelbaum
    Und das Entsetzen über die Reden des Anstreichers.
    Aber nur das zweite
    Drängt mich zum Schreibetich”.

    (Ai, o Horror que sinto pelos discursos do Pintor!!!)

    A prestável delinquente – ao serviço da Arte – SEMPRE!

  9. por cá representando e presentificando, apresentando é que não por incomodo com o dispositivo.
    Tambem gosto muito do Baal pelo mário viegas,
    com tanta amiga menor de 25 porquê esta?
    Valha-me Deus Nossa Senhora, Jesus, Maria, José e já agora o Jó e a Sherazade, sempre atento venerando e obrigado.

  10. Luís Antunes diz:

    À atenção do Luis : a minha grande referência , em matéria de democracia , é a França , a minha terra natal .

  11. Luis diz:

    Pois é Luís Antunes, respeito a sua escolha, mas foram os soviéticos primeiro (e os chineses depois) que retiraram milhões e milhões de pessoas da mais extrema pobreza e que lhes deram o estatuto de cidadãos. Esta foi uma proeza única.

  12. Provocadora, reincidente, delinquente e tudo... diz:

    Jovem, jovem, tão jovem, almita!

    Concordo plenamente!
    ‘Bora lá matar todos os que têm uma idade superior àquela com o que nosso Jesus foi morto. Provar que Jesus não morreu em vão. Deixou um exemplo a ser seguido. Dos 33 anos para cima ia tudo a eito… tudo a eito…
    O mundo seria bem melhor sem cotas e cotões.
    Só dinheiro que se poupava em reformas…
    Era ver os cotonetes transformados em artistas, a respirar Liberdade…
    Só que antes de mais, eu gostaria de dar o meu contributo activo, martirizando aqueles que pelas Provas de Valor já dadas poderão inspirar as gerações mais novas. Assim à frente da lista, ponho logo dois nomes: o do Grande CV e da Grande Jectinha tão jovenzita-ita-ita.

    (Depois, suicido-me, ok?)
    Só queria esse obséquio primeiro. (Obséquio – palavra linda… Irá inspirar muitos poemas).
    ‘Bora lá?

    Kilas, a má da fita, delinquente e tudo…
    Vale?

  13. Provocadora, reincidente, delinquente e tudo... diz:

    Alminha-inha-inha, tão pequenina e moça,

    O seu fino gosto inspira o meu gosto requintado…

    Vá já decorando o Salmo 22 “A Paixão do Justo”, porque enquanto o estiver a martirizar quero ouvi-lo a recitar a mesma oração que Jesus rezou na cruz:

    Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste,
    rejeitando o meu lamento, o meu grito de socorro?

    Meu Deus, clamo por ti durante o dia e não me respondes;
    durante a noite, e não tenho sossego.
    Tu, porém, és o Santo
    e habitas na glória de Israel.
    Em ti confiaram os nossos pais;
    confiaram e Tu os libertaste.
    A ti clamaram e foram salvos;
    confiaram em ti e não foram confundidos.

    Eu, porém, sou um verme e não um homem,
    o opróbrio dos homens e o desprezo da plebe.
    Todos os que me vêem escarnecem de mim;
    estendem os lábios e abanam a cabeça.
    …….

    O Salmo continua, isto é só o início para estimular o seu neurónio… A jovem Almita prima pelo sentimento apurado de justiça e o mesmo se aplica ao Gigantesco CV.

    Kilas, a MÁ da fita.

  14. xatoo diz:

    et voilá, vivre la franceafrique des moyens utilisés par les dirigeants africains et leurs amis dirigeants français pour détourner les richesses de l’Afrique.
    http://www.youtube.com/user/franceafrique1#p/a

  15. ezequiel diz:

    Caro Luís Antunes,

    Paris de Francia, sim senhor…é a grande referência!!

  16. antónio diz:

    Bom, eu estava em Nanterre num ano que já lá foi… com pessoas que…não interessa.

    Portanto Paris p’ra mim é um absoluto mistério, nem sei onde aquilo fica…

    🙂

    Mas como diria um antigo mentor meu, que ainda admiro:

    Todos os mistérios que conduzem da teoria ao misticismo encontram uma explicação racional na prática humana, e na compreensão dessa prática….

    citado e tradizido de cór…

    O que significa que algum dia alguém há-de compreender alguma coisa, e com sorte, fazer o que tem a fazer.

    Bestial, meus !!!

  17. isso com tanta leitura e estudo talvez possa ser uma humanista religiosa não? Fica doida é com a Nausea do Sarte e vai ao posto 19 a banhos, uma depuradora em Mos Gallicus.

  18. Provocadora, reincidente, delinquente e tudo... diz:

    Por onde anda a ASAE???
    Que faz a defesa do consumidor, dorme na forma (???) enquanto os leitores/comentadores são bombardeados e intoxicados por Grandes Almas.
    Chamem a Polícia! Chamem a Polícia!

    Eis um verdadeiro enigma!
    Aqui segue uma pergunta directa e indiscreta: Por que razão A Grande Alma – Grande Jecta escolheu um nick tão feminino???
    Para de seguida… dia-após-dia, após-dia, após-dia, após-dia, após-dia, após-dia, após-dia, ad-eternum………. tentar provar – de forma extenuante… “ad nauseam”… – que, afinal, é um Ganda Machão-Pavão, cujos pensamentos nascem – unicamente – com toda a “Virilidade” da cintura para baixo… Almajecta- O Machão (Que bem que me soa! Um autêntico miminho! Um espanto!)
    Será esquizofrenia em estado avançado?? Estará precocemente esclerosada, na flor da juventude?? (´Tadita!)
    Tanta Feminilidade para se reafirmar – diariamente, quotidiamente, dia-após-dia, comentário-após-comentário, palavra-após-palavra – o expoente máximo da Virilidade.
    Que coisa tão cansativa! Não há Kilas que aguente um/a papagaio/a destes/as.

    (E volta e meia usar o único neurónio cerebral, não dá??? É esforço de mais para a jovem a Almita?
    Ó Milú, que fizeste tu à mais fina flor da juventude??? Querida Milú, consegues ver agora o resultado das políticas reformistas na educação das Jectinhas jovenzitas que proliferam no mundo??? Andamos todos a pagar Magalhães às almas novitas com aqueles sites indecentes e não bloqueados e para quê??? Para que a miudagem em vez de usar a cabecinha começasse toda a pensar com outros órgãos??? Para esta infindável catatonia fiada??? )

    Haja dó para com os leitores do blogue!

    Já estou como o “admirável” CV (Uma K7 menos cansativa, apesar de tudo… Vai uma aposta em como o Vidal nos vai já brindar com um novo post, relatando passo-a-passo a vida da senhora sua mãe??? É o costume…), não há nada que mais me agonie do que a Repetição (a reafirmação de VIRILIDADE MÁXIMA, quotidiana e absolutamente catatónica, fiel-mimese-de-si-mesma-do-vira-o disco-e-toca-o-mesmo, da Santa Almajecta).

    Este sítio anda muito mal frequentado, não fora eu, a Velha Ironia, a Delinquente, a Verdadeira Kilas – MÁ DA FITA – e nada, nadinha se aproveitava…

    Ora, vá pra banhos, ialma, que bem falta lhe fazem! Admirável esta incansável ialma sempre disposta a recomendar aos o que falta lhe faz a ela. Comove… A isto, chamo eu de: CARIDADE!

    Chamem a Polícia! Chamem a Polícia!!! Que num istou práturar istu!!! A Azai tem devir lavári a jectinha ou encerrála pur faltadigiene.
    Ficáletra duma cançón paraléla:

    Erom dez pra uma no restaurante,
    almoçaba alarbemente;
    a meio do café um garçom pedante
    chigouse e posma conta frente
    Atom bubi o brande todo dum trago,
    berrei pro home: – Num pago, num pago!
    O gaijo, branco, chamou o girente,
    saltei pra trás, saquei saiu o pente !

    Pra num andarem cadeiras pru are,
    atom pusma gritare:
    Chamem a polícia, chamem a polícia,
    chamem a polícia queu num pago!

    Fui ber Lisboa à noite,
    parei no Russiu, numa noite sem friu;
    mandei bir uma cola e um gradanapo
    e o cara de sapo pediume logo taco,
    o malcriadom!
    Num me cuntibe e passeilhe um sermom.
    Disse qu’era uso da cunfeitaria,
    qu’era mais siguro no tempo que curria.
    Pra num andarem cadeiras pru are atom pusma gritare:
    Chamem a polícia, chamem a polícia,
    chamem a polícia queu num pago!
    Aì bem eles! Bai subir!!
    Chamem a policia, chamem a polícia…!)

    Ora, os melhores cumprimentos e já agora um ósculozito repenicado nos dedinhos em que usam as belas das alianças de casamento com os respectivos Partidos e para todos os demais, que não têm sentido de humor- como eu.

    Agora vou trabalhar que isto da paródia também cansa…

  19. vítor dias diz:

    Embora seja um tema lateral ao que aqui se tem discutido lamento que também o Nuno Ramos de Almeida seja capaz de escrever que «Os artigos no órgão central do PCP, escritos pelo, na altura, seu chefe de redacção e membro do comité central só responsabilizam o próprio? Só pode ser piada».
    É que eu já escrevi várias vezes que sempre considerei que as centenas de artigos e crónicas que publiquei ao longo da vida no Avante! só me responsabilizavam a mim próprio mesmo durante os 14 anos em que fui membro da Comissão Política do PCP (que é uma responsabilidade maior do que Chefe de redacção do Avante!) . A única excepção a isso que admito é para aqueles (muito mais raros) que assinava com o acrescento «membro da Comissão Política do PCP».
    Podem o Nuno e os restantes leitores acreditarem que nunca dei a ler os meus artigos e crónicas fosse a quem fosse (além do mais, como se calcula, lá na casa, a maior parte dos textos de colaboradores de opinião são entregues em cima da hora) e nunca ninguém me pediu que os desse previamente a ler a alguém. Não quer isto mesmo dizer portanto que se trata de uma responsabilidade individual.
    Por fim, tendo os casos mais polémicos sido relativos a crónicas, é assim tão díficil perceber que esse é um género (em que pelas componentes temáticas, de polémica ou de estilos) em que seria absurdo estar a responsabilizar a direcção do PCP que nem sequer pode humanamente ter opinião colectiva sobre tudo ?.
    Não percebo qual é a dificuldade em acreditar

  20. La question communiste ne revient pas : elle ne nous a jamais quittés. C’est l’homme occidental lui-même qui la porte partout, en portant partout sa folie d’appropriation. « Communisme » est le nom du possible qui s’ouvre chaque fois et en tout lieu où l’appropriation échoue — sur une grève sauvage, une planète ravagée ou un féminisme extatique. C’est dire si le sentiment de désastre qui nous hante naît d’abord de la difficulté que nous éprouvons à trouver le passage, à forger le langage, à embrasser le dénuement d’où nous parviendrons à saisir une tout autre possibilité d’existence. C’est dire si le communisme est peu affaire d’hypothèse ou d’Idée, mais une question terriblement pratique, essentiellement locale, parfaitement sensible.

    « La solution au problème que tu vois dans la vie est une façon de vivre qui fasse disparaître le problème. »

    Fraction consciente du Parti imaginaire, croire que ce qui est vrai n’a pas besoin de se signer d’un nom, pratique l’anonymat comme d’autres le terrorisme, est dans son élément dans toutes les formes à venir du sabotage, ne critique pas la société » pour la rendre meilleure, propage partout le doute sur l’existence de celle-ci, atteste les menées d’un ennemi intérieur, sans visage, engagé dans une conspiration permanente contre cette fiction et anticipe une désertion de masse hors du cadavre social.

  21. antónio diz:

    Adorava perceber do que é que o Vítor Dias está a falar, mas ou é senilidade minha, ou ele usa linguagem cifrada, ou então tenho que tirar uma 3ª licenciatura (em Letras ?) para ver se não fico a branco nestes assuntos tão relevantes…

    🙁

  22. antónio diz:

    @ <b/b>

    On à un petit problème ici, et c’est simple, tu est un spécialiste en… comme disent les anglos ?

    Attends un petit peu…, ah oui, je me souviens, tu fais du copy/paste.

    C’est bien ça, nest-ce pas ??

    🙂

    Parce que tu ne parles probablement français comme moi je parle… fait voire… tu parles stupidaracien ???

    Alors, brouter de l’ herbe c’est une excellente option pour toi.
    Dérange pas les chevreuils à ton cotê, s’il te plaît…

    🙂

    Jezuzzz, qu’il y a des cons par ça et par là…

    :-))=

  23. Enconre bien que je vous trouve!!! diz:

    Chère âme hantée, petit peu de masse du cadravre social,

    J’aime bien votre français qui est meilleur que votre portugais. Ainsi -comme çá- et surtout: je vous comprends mieux.
    Vous devenez une meilleure âme quand vous parlez français.
    Félicitations petite jécta!

    L’ énemi intérieur c’est toi – toi même… Desengage toi de ta conspiration et de ton terrorisme… Tu voirás tes problèmes disparaître… do dia para a noite (Du jour pour la nuît…) Et voilá! C’est simple, trés simple!!!

    Moi, je crois que : Les solutions aux problèmes sont intérieurs à chacun de nous.Ce qui nous ne savons pas résoudre, la mort résoudra pour nous… (Aucun problème!)

    Pardonne moi mon français, mais récemment je hablo mejor andere Sprachen. Quand vous voulez avoir une conversation vraiment intellectuelle: ” toute moi je suis oreilhes”= (toda eu sou ouvidos!)

    Encore bien que je vous trouve légèrement modifié…
    “Bai-Bai!”

  24. Actriz da Comuna diz:

    Oh Pá, ó Vidal,

    O pessoal aqui do teatro, anda à rasca, está que não te pode ver à frente!!!

    Disseram-me para vir aqui, ver para crer.

    Ó pá, andamos nós, a Comuna, e a Barraca, com as salas às moscas e os nossos espectadores andam no teu blogue.

    Que teatro é este, pá. Tu és um artista de plástico, quer dizer, plástico artista, mas os actores somos nós em vias de entrar no desemprego…

    Acaba lá com esta brincadeira que quem se lixa somos nós.

  25. Alma, a partir de agora, copa e pasta só em português. Essa coisa de copar e pastar em francês dá nisto, não só a malta não te entende, como te acha presunçoso.

  26. Já agora se vires o Vidal faz-me o favor de lhe dizer que ao escrever os títulos deixe algumas palavras para o texto própriamente dito.

  27. É pá! desculpem lá qualquer coisinha, vou ter ca rita hoje.

  28. É pá! Carlos cita este em nota de roda pé:
    The Messiah by Bruno Schultz
    New York: Penguin Group, September 2006 (translated by Rebecca Wieniewska)
    Long-rumored but only recently discovered in a KGB records vault outside of Minsk, Schulz’s novel proves to be a puzzling mix of masterpiece and muddle, dramatically less coherent than alluded to in the author’s diary almost 65 years before. The protagonist’s midnight ramble through a transformed Warsaw of “demechanized” humans forced to hide from intelligent guns, bulwarked by vast bureaucratic guardian demons at the four corners of the city, qualifies as nightmare writ large. The turgid prose conceals images of unbearable sadness and power, as when one of the guardians, dying, metamorphoses into a delicate mayfly of a creature, its song cut short when it is slaughtered by a roving band of “torture animals.” When the Messiah of the title turns out only to refer to short-lived day, the reader’s very bones groan and shiver. Gone are the themes and the meticulous style set out in such masterworks of the short form as “The Street of Crocodiles.” The Messiah’s closest equivalent emotionally might be William Hope Hodgson’s Nightland. First published in Poland to intense debate as to the novel’s literary merit, subsequent English translations of The Messiah have only served to fuel the controversy. Some critics claim the novel is not Schulz’s at all, a fact refuted by handwriting analysis.

  29. zé do boné diz:

    Gostei em especial desta.

    ” há muita gente inteligente e culta sem ideologia. (sim, sem ideologia)”

    Vou mandar moldar e afixar no portão do Cemitério do Prado do Repouso onde mora muita gente “culta sem ideologia”.

    -Que acham?

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