Que a selva imobiliária nos proteja destes artistas

Poucos dias antes do início do Euro 2004 apostei com um colega de profissão quando e qual seria o primeiro estádio do Euro a vir abaixo. Na altura, estava firmemente convencido que o monstro que surgira em Leiria teria os dias contados, não lhe dando 10 anos de vida. O Estádio nunca foi concluído e custa milhões de euros ao erário público, mas o que é isso comparado com o ego dos iluminados que dominam a gestão do território e do país há umas boas décadas?
Na minha aposta, não contava com o bom senso de Sócrates, Damascenos, e afins visionários do pogresso licenciados em fazer obra, mas com a pressão imobiliário sobre aquele pedaço da cidade.
Contudo parece que o Estádio de Aveiro ainda vem abaixo primeiro.

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14 respostas a Que a selva imobiliária nos proteja destes artistas

  1. BM diz:

    Para ler e reflectir:
    http://twitpic.com/photos/bm_aveiro

    mais info:
    http://twitter.com/bm_aveiro

    tire as suas conclusões!

  2. Diogo diz:

    É a visão de Sócrates (e dos bancos e empreiteiros que o têm na mão) para país.

  3. /me diz:

    Ora, porque não há-de uma cidade com 40 mil pessoas ter um estádio para 30 mil? 🙂 Como poderão de outra forma bater o record do Guiness do estádio com menor percentagem de visitantes?

  4. Tás a ver. As minhas contas batem certo, afinal…

  5. antónio diz:

    Bom, a propósito de artistas e de estádios, o de Coimbra não há-de ir abaixo antes de 3 de Outubro de 2010, e eu até sei porquê…

    🙂

  6. rita diz:

    Os estadios só vão singrar quando o ps deixar de ser governo e assim a oposição deixar de usar os estadios para fazer politica ao dizer que a culpa dos estadios é do ps que foi quem quiz o euro2004. Até lá, até ameaçam deitar abaxo o estádio para ver se cai mais dinheiro do céu.

  7. Tiago Mota Saraiva diz:

    Miguel, digamos que os estádios não são um exemplo daquilo que falávamos anteriormente.

  8. Digamos que foi investimento público (parcialmente financiado pelas câmaras) que se pagaria, supostamente, com a componente imobiliária associada. Correu foi mal- chatice-, e agora quem paga a conta da luz e da água, quem é, quem é? És tu, pá.

  9. Tiago Mota Saraiva diz:

    miguel, estamos a falar de um equipamento… que é questionável enquanto prioridade e iniciativa pública. No outro post falava-se sobre imobiliário, licenciamentos e iniciativa privada. Uma distância considerável!

  10. Bmonteiro diz:

    Este caso, o do euro 2004, poderia dar um bom ensaio:
    “A demolição de um Estado”
    O resultado do triunfo dos licenciados do
    regime democrático,
    presentes nos clubes partidários:
    Barroso, Santana, Sócrates…
    Todos altamente qualificados, escolar e profissionalmente.

  11. “Na minha aposta, não contava com o bom senso de Sócrates, Damascenos, e afins visionários do pogresso licenciados em fazer obra, mas com a pressão imobiliário sobre aquele pedaço da cidade.”

    A distância é muito mais curta do que pensas. Senão vejamos:
    A nossa discordância reside no facto de tu achares que as Câmaras sustentam-se com o dinheiro do imobiliário. Eu digo o contrário, é este que precisa do investimento público para sobreviver e as Caaras perdem muito dinheiro no processo.
    A pressão do imobiliário de que falas, ocorre neste caso concreto porque se trata de uma área infraestruturada (por quem, adivinha), ancorada num grande equipamento (pago por quem, adivinha), que gerou uma enorme valorização. Essa valorização é comida por quem? Que retorno tens desse investimento? Uns trocos em taxas e compensações, e uns impostozitos dilatados no tempo. Dá para pagar o esforço? Não me parece (aliás, tenho a certeza).

  12. BM diz:

    Se achar pertinente divulgue este vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=iSJ31IBCvj0

    obrigado pela atenção.

  13. Pingback: cinco dias » Foi você que pediu 10 estádios de futebol?

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