Éloge des larmes

“Tal como uma declaração de amor, o choro é quase tautológico: é a tristeza a dizer que está triste.”

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7 respostas a Éloge des larmes

  1. antónio diz:

    E a alegria a dizer que está alegre…

    Melhor que o Tsianikas. aqui tens Vinicius e Toquinho, durante o ‘exílio italano’:

    (cito de cór…)

    “…(…) cherchiamo insieme tutto il bello de la vita
    in un momento che non scappi tra le ditta… (…)”

    Pega nesse pessimismo todo e vai-te catar.

    🙂

  2. Carlos Fernandes diz:

    Também há os que choram de riso…
    On oublie ça trop de fois, n´est pa, Mme M. de V.?
    Cettes ci sont des larmes de joie…

  3. LR diz:

    Engraçado; a mim, o texto do Pedro parece-me mais um longo desentendimento sobre a obra e sobre o artista. Aquela foi sempre uma indagação, uma crítica dos motivos românticos, passando pela criação de uma persona histriónica e trágica, fadada ao cúmulo do romantismo-chavão: a morte no mar. Muita da obra do Bas Jan Ader tinha algo de slapstick comedy, ao contrário (ou talvez nem isso) da peça aqui glosada. Veja-se o esplêndido exemplo de do seu Flower Work de 1974, um cerebral gozo com o estilo de Mondrian e também com as obsessões pictórico-florais da sua Holanda natal.
    Por fim, não imagino onde o Pedro terá ido buscar a ideia da cerebralidade dos artistas conceptuais; deve ter feito confusão com minimais. Bata dar uma espreitdela às coisas deste senhor

  4. Luis, eu não conhecia o Bas Jan Ader e não percebo rigorosamente nada de arte (admito que o que me agradou na frase citada foi a conclusão algo barthésienne sobre a redundância do choro), mas a versão completa do artigo no Público também fala de humor. Excerto: “De uma parede que tem apenas escrito Please Don’t Leave Me (1969) até aos vários registos de quedas (de telhados, de árvores, de bicicletas), havia ali uma decantação tragicómica da experiência humana, com meios minimalistas mas de grande eficácia. […] Ele foi registando essa vida, mas as suas paródias são mais angustiantes do que lúdicas. Um homem a chorar é um homem a chorar, e isso contagia. Um homem em quedas várias tem graça, parece splastick, mas nós não gostamos de cair quando a queda é nossa, e as quedas metafóricas, incluindo a queda com maiúscula, são a face visível da nossa tragédia.”.

    Aos restantes, pese embora muito sensibilizada pela vossa preocupação, asseguro que se pode citar textos com lágrimas sem estar a chorar. Eu estou bem, estou mesmo bem, como diria o maradona. Bom domingo a tds.

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