Há intelectuais de direita que passam a vida a sonhar com uma ditadura de esquerda. O Henrique Raposo diz que estava proibido de ler “A República Velha” aquando da Faculdade, mas…, como é que hei-de dizer…, o Henrique está a faltar à verdade dos factos. Nos seus méritos e nos seus deméritos, o livro de Vasco Pulido Valente é uma obra importante na historiografia portuguesa. Não precisa ser afamada pelo espectro da censura para ser lida. Mas, enfim, que a verdade não seja um obstáculo a um artigo publicado no Expresso.




Existem alguns livros do VPV proscritos pela esquerda sobre a I república. Não é só a “Republica Velha”, é também “O Poder e o Povo”.
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“proscrito” quer dizer o quê? e está a falar do quê?
É, “O Poder e o Povo” foi proscrito pela esquerda. Eu tive de o comprar no mercado negro… mas está tudo doido?
eu comprei o meu numa conhecida livraria da baixa mas trouxe-o embrulhado em papel da confeitaria nacional, nunca se sabe de que esquina é que esses pidescos de esquerda aparecem
assim mais a sério, isto de onde eu venho tem nome, chama-se pobreza franciscana, sendo que neste caso trata-se de pobreza intelectual, claro está.
Não é por o VPV ser um enorme idiota que se pode deixar de saber que ele é um dos poucos ‘tugas’ que percebe do século dezanove português, just my 2 cents.
Pues yo estuve de “erasmus” en Lisboa en la década de 1990 y si bien es cierto que en Letras no les gustaba, compré sin problemas los libros de VPV. Y lo leía en el periódico. A quien no le guste, que no lo recomiende, pero quien dice que estaba “proscrito” es como si estuviese diciendo, por contraste, que debía ser “obligatorio”.