A minha análise (talvez um pouco negativa)

O PS não pode declarar vitória porque não tem a maioria de câmaras municipais, perde Faro (ainda que por poucos votos) e não consegue vencer em nenhum dos municípios em que apostava, e não era maioria, nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto
O PSD não pode declarar vitória nestas eleições porque, em geral, perde mais municípios do que ganhou, perde bastiões de muitos anos (como Leiria ou Barcelos),  e Ferreira Leite sai ainda mais fragilizada com as estrondosas vitórias de Menezes, Moita Flores e até Rui Rio.
A CDU não pode declarar vitória porque perde mais câmaras municipais do que ganha e porque perde Beja e não ganha Évora.
O BE perde porque a progressão eleitoral verificada nas duas últimas eleições, não tem qualquer reflexo no poder autárquico.
O CDS, em apenas 15 dias, desaparece do mapa eleitoral, apenas podendo festejar as vitórias em que aparecia em coligação com o PSD e a de um cacique local.

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8 respostas a A minha análise (talvez um pouco negativa)

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  2. Luis diz:

    No balanço nacional as coisas no fundamental mantém-se:

    O PSD com mais câmaras e mais freguesias. E entre os dois o PS teve mais 20 câmaras e o PSD menos 20 câmaras.

    E a CDU reafirmou ser uma grande força política nacional e a grande força de esquerda no poder local.

    Na CDU foi triste a perda de Aljustrel, Beja e Marinha Grande mas soube muito bem recuperar Alpiarça, Crato e Alvito. Estivémos quase a ganhar Évora, (Mértola (48%) e Cuba (46%), mantivémos uma notável resistência nos grandes centros urbanos – Sintra, Oeiras, Lisboa e Porto. Foram muito gostosas as vitórias em Almada, Sesimbra e Setúbal.

    No geral subimos nuns lados, baixámos noutros , aguentámos nos centros urbanos importantes e confirmámos sem margem de dúvida que somos a grande força de esquerda no poder local e uma grande força política nacional.

    E espero que depois desta re-afirmação brilhante da força da CDU a nível nacional e no poder local acabem com o fado velho de mais de 20 anos de muitos coveiros frustados.

    A CDU está viva e bem viva, mostrou que está para ficar e para ficar com os mais de 600.000 eleitores que confiaram na CDU para gerir as suas autarquias locais.

    E que socialistas e sociais-democratas se deixem agora de farsas pois já não têm desculpas para a gestão de Lisboa e do Porto.

    Denunciei aqui a campanha de assustamento que Costa andou a fazer em Lisboa com o fito de obter a maioria absoluta. Calculo que muitos que nele votaram para a Câmara e que votaram na CDU nas freguesias repararam agora que afinal o Ruben e a CDU falaram verdade e que sentem que nada ganharam com a maioria absoluta que o PS obteve.

    A CDU é a força indispensável para a defesa dos serviços públicos, do bem público que é a água – e que mais de 40 municípios do PS e do PSD já privatizaram, tornando-a mais cara -, e dos interesses das populações. É a força que faz falta para fiscalizar a actividade autárquica.

    É tempo de acabar com o fado da bipolarização hegemónica. A CDU é a grande força de esquerda do poder local e é-o pelo grande valor do seu trabalho autárquicos e pela honestidade, competência e isenção dos seus eleitos. E o que alcançámos foi a pulso, sem colo nem cavalitas.

    Vale a pena apostar na CDU. Vale a pena apoiar a CDU!

  3. pelo o que eu ouvi, todos ganharam.

  4. Miguel Botelho diz:

    A minha análise (talvez um pouco positiva)

    Pedro Santana Lopes perdeu as eleições para a Câmara Municipal de Lisboa. A derrota foi pesada, pois o próprio concorreu em coligação com o PP de Paulo Portas, o PPM e o MPT.

    O objectivo desta candidatura era vencer as eleições (até mesmo com a maioria absoluta).

    A derrota de Pedro Santana Lopes foi uma vitória para todos aqueles que não se reviam na sua candidatura.

    Na quinta-feira, dia 8, quando Paulo Portas se uniu à campanha de Santana Lopes, disse que “as eleições em Lisboa iriam ser renhidas mas que no final ganharia Pedro Santana Lopes.” Afinal, a grande certeza de Paulo Portas não se confirmou. Na sua análise sobre a noite eleitoral, nem uma palavra disse sobre Lisboa e o seu maior aliado.

    Muitos esperavam uma reviravolta nos resultados em Lisboa. A SIC deu como projecção, 8 vereadores para o PS e o mesmo número para a coligação de Pedro Santana Lopes. A declaração emitida pelo candidato do PSD/PP/MPT/PPM foi realizada quando ainda faltavam contar 4 freguesias. O próprio esperava ainda uma pequena surpresa no resultado final. Isso não aconteceu. Após contagem da última freguesia, António Costa venceu com 44%, contra 38,7% de Lopes.

    Resta perguntar, terá sido um grande resultado, aquele que foi atingido por Santana Lopes?

    …e agora para todos aqueles que, como eu, não queriam e nem querem ver Pedro Santana Lopes à frente da presidência da Câmara, República ou como primeiro-ministro, não foi bom acordar hoje com a sensação que este candidato foi derrotado?

  5. Conseguiram perder todos? À partida eu diria ser impossível…

  6. João Valente Aguiar diz:

    Agradecia a divulgação da seguinte iniciativa que me parece de relevância científica e cultural.

    Um abraço

    O Instituto de Sociologia da Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto promove o Encontro “À conversa sobre O Capital de Karl Marx”, a propósito da publicação inédita do II Livro em Portugal.

    O evento decorrerá no dia 15 de Outubro, na Sala de Reuniões da Faculdade de Letras da Fundação Universidade do Porto, pelas 17h30.

    Nesta iniciativa procurar-se-á discutir interdisciplinarmente tópicos da obra mencionada que revistam actualidade e pertinência analítica para a compreensão de actuais dinâmicas sociais, económicas, entre outras.

    Oradores convidados:

    Manuel Loff (FLUP)

    Nuno Nunes (ISCTE-CIES)

    Carlos Pimenta (FEP)

    Francisco Melo (editor e filósofo)

    Organização: João Valente Aguiar (ISFLUP)

    ENTRADA LIVRE.

  7. Fábio Dionísio diz:

    Tiago,
    em Évora a dinâmica de mudança fica, de qualquer maneira, criada. E o fenómeno por trás dela é precisamente o oposto ao que que levou à perda do povo de Beja (e semelhante ao que levou o PS a conquistar a presidência da câmara de Évora em 2001): a concentração do voto da direita nas listas do PS. O que se passa em Évora, e que os resultados destas autárquicas demonstram, é que o PS começa a perder os votos da direita para os seus representantes naturais – o PSD, e sendo que a direita é, pelas razões históricas e sociológicas que não vou aqui enunciar, muito minoritária no Alentejo, o PS está condenado a ver os seus resultados minguarem mal a direita se arregimente nos seus partidos. Isto por um lado, por outro é a destruição programada e sistemática de Évora que está em jogo na actual gerência – e que eu afirmo ser mesmo dramática -, e que o agravar da situação durante os próximos quatro anos -se tudo continuar na mesma – tornará insustentável, quer dizer, que obrigará à diminuição da abstenção para corrigir o erro agora cometido (a reeleição do José Ernesto de Oliveira, como presidente, e do seu aliado informal do PSD o Sr. Dieb, como vereador). Recordemos que há alguns anos o povo da Vidigueira também experimentou por algum tempo uma presidência PS de que se livrou o mais rápido que foi possível para salvar a terra. Isto levar-nos-ia a reflectir sobre uma questão bem mais complexa que é da irracionalidade que toma conta dos candidatos do PS, muitos dos quais reconhecidos como pessoas capazes entre as populações (e por isso mesmo eleitas) que, mal eleitos, o unico projecto que lhes parece exequível é o da destruição de tudo o que de bom foi feito pela CDU. Uma outra realidade ainda, a qual cabe ao pcp avaliar, é a de que esses projectos que o ps apresenta, quase invariavelmente destrutivos para as localidades alentejanas, serem aplicados por homens e mulheres saídas das fileiras do pcp, que durante anos a fio a elas se opuseram enquanto autarcas CDU. No fundo o que agora desejo, é que o povo de Beja não venha a provar e sofrer na pele as minhas péssimas espectativas, e se for caso disso, que actue em conformidade. Em Évora, a julgar por estes oito longos anos, a catástrofe contínuará, sendo que em causa está, não os partidos políticos, mas a vida da cidade e das suas gentes.

  8. i.tavares diz:

    Cantores.Só cantam,com quem querem.Se não fosse triste,era caso para dizer.A minha campanha é melhor do que a tua. http://www.youtube.com/watch?v=80mTfJRQyTM

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