autonomia, autonomias, autonomia italiana
7 de Outubro de 2009 por Zé NevesEsta entrada da wikipedia para autonomismo é bastante razoável. Permito-me trazê-la até aqui, de modo a chamar a atenção dos mais desatentos para o debate que prossegue ali em baixo. Trata-se, no caso do que podemos agrupar sob o epíteto autonomista, de uma tradição muito diversa, que vai da autonomia de Castoriadis ao autonomismo de Negri, do trotsquismo pós-colonial (?) de C.L.R. James ao operaismo italiano de Tronti, do neo-zapatismo de John Holloway a algumas obras historiográficas de Manuel Villaverde Cabral. Trata-se, politicamente, de um leque diverso de experiências, das lutas operárias, do “outro movimento operário”, travadas nos EUA ou na Europa, com destaque para Itália e França, à emergência de um feminismo autonomista, entre outras coisas crítico da ideia de emancipação da mulher pelo trabalho, passando ainda por várias lutas em torno de centros sociais, rádios alternativas, etc.. Teoricamente, hoje, sobretudo a partir das correntes italianas, em grande medida exiladas em Paris e noutros locais, merece destaque um conjunto importante de obras e autores que, em Portugal, arrisco-me a dizer, é praticamente desconhecido a nível da militância e da investigação. Vejam os trabalhos de Sandro Mezzadra em torno da imigração, de Maurizio Lazzarato contra a economia política, de Paolo Virno sobre linguagem, de Carlo Vercellone acerca do rendimento garantido e do capitalismo cognitivo, de Nick Dyer-Witheford em torno do que chamou cyber-marx. E uns outros tantos. Voltaremos a isto, mas, por ora, é só name dropping. Quem não quiser esperar, siga os links subsumidos pelos nomes dos cromos. Vão dar a textos e livros de acesso gratuito.

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