Qualquer coisa vermelha

Não sei se serve para qualquer debate, mas gosto da música. Só me irrita a derrota. A esquerda séria tornou-se uma máquina de fabricar derrotas. Falhar novamente, tentar de novo, tentar melhor. É um programa ambicioso, mas falta-lhe alguma coisa.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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4 Responses to Qualquer coisa vermelha

  1. António Figueira says:

    Falta para já o fim do filme.

  2. xatoo says:

    se foi derrotada é porque não é Esquerda.
    A Esquerda não foi a votos, não há que procurar a causa da derrota entre os 19% dispostos a fazer qualquer qualquer coisa, mas antes entre os 40% que mandaram o assunto do voto às urtigas.
    Muitos deles estaríam decerto dispostos a votar numa força política (que sabemos não aparecerá porque não dá votos) que levasse à prática de imediato um programa onde se inscrevam as seguintes afirmações, considerando como ponto de partida a filosofia clássica de “serem os ricos a pagar a crise”. Como se verá, assunto para revolta não falta:
    - Que o problema do país é o mais de meio milhão de desempregados, o milhão e meio de trabalhadores precários, os mais de 2 milhões de pobres, os salários mínimos de fome e as reformas de miséria.
    - que o Código de Trabalho vigente é para revogar
    - que há que reduzir fortemente os salários milionários dos gestores e aumentar os trabalhadores.
    - que o desemprego deve ser combatido reduzindo os horários de trabalho.
    - controlo rigoroso de trabalho não remunerado e proibição do lay-off
    - que a Educação, a Saúde, a Habitação e os Transportes são um direito e não um negócio, e portanto esses serviços não devem ser desmantelados nem privatizados.
    - acabar com os privilégios da Banca e a especulação bolsista, taxar as grandes fortunas. Acabar com os off-shores e o segredo bancário. Punir os crimes de colarinho branco, os delitos económicos e a corrupção que conduziram à crise.
    - que a comunicação social não esteja concentrada e dominada pelos grandes grupos económicos.
    - que os imigrantes, uma vez admitidos legalmente, tenham todos os mesmos direitos politicos, civis e laborais dos portugueses.
    - que o racismo e a violência sobre as mulheres sejam severamente criminalizados.
    - que a ocupação do Iraque e do Afeganistão termine imediatamente, os agressores sejam julgados e condenados e obrigados a pagar reparações àqueles paises.
    - que Portugal saia da NATO e os militares portugueses ao seerviço das agressões Imperiais regressem de imediato.
    - que o acordo sobre a Base das Lajes – utilizada pelos EUA como plataforma de agressão aos povos – seja anulado.
    - reconhecer que o povo da Palestina tem o direito à autodeterminação e à plena independência.
    - não aceitação das medidas de reforço policial, ditas “anti-terroristas”, a militarização contra a dissidência, a criminalização dos pobres e dos imigrantes, a limitação de liberdades democráticas em Portugal e na União Europeia.

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  4. jesus says:

    As perspectivas só se vão tornar palpáveis com a III guerra mundial que está próxima-vide este ‘pé’ da fábrica nuclear no Irão e,os chineses não vão ficar contentes com o corte de petróleo.A Rússia também não e creio que algo mui grande está para estalar por parte destes ladrões

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