Foi você que pediu um PS absoluto em Lisboa?

Será que a maioria dos subscritores deste apelo à convergência de esquerda subscreve o pedido de uma maioria absoluta do PS e o consequente afastamento das outras forças de esquerda das decisões fundamentais da autarquia?

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8 respostas a Foi você que pediu um PS absoluto em Lisboa?

  1. rui david diz:

    Parece-me um tanto exagerado este apelo à maioria absoluta, mas é normal em campanha eleitoral.
    Não esquecer, no entanto, que o pedido de maioria absoluta respeita a uma lista de esquerda, que inclui o PS e todas as outras forças de esquerda, sem excepção, que entenderam participar numa campanha que tem como um dos seus objectivos reduzir significativamente as hipóteses de Santana Lopes, coligado com toda a Direira, vir a ser eleito presidente da Câmara.
    Se é normal que as forças de esquerda que não se reviram na convergência e a colocaram no mesmo plano que a convergência de Direita do PSL, tenham de aceitar as consequências políticas desse facto, nada obriga, eu, pelo menos, assim espero,
    a que tenham de ficar de fora das decisões fundamentais da autarquia no caso de hipotética maioria absoluta da lista de António Costa.

  2. Carlos Vidal diz:

    Há gente que anda nestes «apelos» e «petições» de «convergências» como quem anda em passerelles. O PS é pródigo nisto – e é isso que faz pensar (deveria fazer).

  3. LG diz:

    Subscrevi o apelo à Convergência à Esquerda mas, naturalmente, que não apelo nem sequer desejo a amioria do PS na Câmara de Lisboa. Maioria simples com necessidade de entendimentos com a CDU e/ou BE é a melhor solução para Lisboa. Espero que os eleitores lisboetas assim entendam também.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    “PS e todas as outras forças de esquerda, sem excepção, que entenderam participar”

    Caro Rui David está enganado.
    A candidatura que António Costa apresenta em Lisboa é uma lista apoiada por muitas figuras de esquerda mas também por muitas de direita, ou seja, uma típica lista do PS. Uma lista de esquerda nunca teria na sua comissão de honra, figuras como Basílio Horta ou Soares Franco.
    Todas as pessoas que politicamente reconheço como sendo de esquerda na candidatura de Costa apoiam-na, não pelas políticas que o PS propõe o fez, mas pelo medo da vitória de Santana.
    Considero esta decisão um erro político mas acrescento que várias pessoas da Comissão de Honra já me comunicaram votar PS para a CML e na CDU ou BE para a Ass. Municipal e Juntas de Freguesia.
    Aliás, também sei que esta declaração absolutista de António Costa, que apenas se destina a tentar provocar o desaparecimento dos representantes da esquerda no município, está a por as gentes de esquerda a pensar duas vezes.
    Agora não tenha dúvida de uma coisa, no que diz respeito à CDU, estamos muito mais preocupados com a vitória de Santana e os seus efeitos nefastos para a cidade, do que o cabeça de lista do PS – que já afirmou (tal como Elisa Ferreira) que caso perca as eleições não toma posse como vereador mandando Lisboa às malvas. Nós ficamos.

  5. rui david diz:

    Tiago, o teu post é dirigido às personalidades de esquerda que subscrevem a plataforma do Costa.
    Se há pessoas à direita que a subscrevem, problema delas.
    Se há forças e pessoas de esquerda que o não fazem, opção delas.
    Se as pessoas não reconhecem o trabalho feito pelo Costa, em condições difíceis, é outra questão, mas independentemente disso, o problema pode colocar-se da seguinte forma:
    Admitindo que a questão do PSL não é secundária, há que indagar se as pessoas preferem uma plataforma de apoio ao Costa que, com limitações e equívocos, barre efectivamente o caminho ao detestado PSL apoiado pelo pleno da Direita pragmática que ultrapassa as divisões reais ou imaginárias entre Monárquicos, Partido da Terra, Social Democratas e Democratas Cristãos, ou preferem preservar uma teórica “independência” que não terá meios de se exprimir nas questões importantes (excepto hipoteticamente, na rua) com o PSL.
    Por outro lado, a questão da divisão de votos não é novidade nenhuma. Como é sabido, a divisão de votos PS para a CML e dispersão por outras forças de esquerda, em particular nas Juntas de Freguesia, é comum. Eu próprio faço isso desde que voto em autárquicas: PS – CML e Assembleia Municipal, CDU – Junta de Freguesia.
    Para terminar, apenas reforçar que: apoio Costa mas não me identifico com qualquer objectivo de calar as outras forças de esquerda (admitindo que as outras forças de esquerda conseguem considerar como força de esquerda a lista que eu apoio) e tenho a certeza de que isso não é nem pode ser um objectivo da lista.
    O que acontece é que cada uma delas, uma vez definida a sua plataforma tem todo o direito, e o dever de lutar pela melhor posição. Que Costa almeje a maioria absoluta, parece-me fantasista mas é legítimo. Que a CDU ou o BE o não façam resulta apenas da avaliação que fazem das suas possibilidades e não de nenhum imperativo “moral” de recusa de maiorias absolutas.

  6. Augusto diz:

    A plataforma de esquerda do António Costa, nunca poderia contar com o apoio do partido dos PARASITAS ( cognome posto por António Costa no último Congresso do PS) , mas vai certamente contar com o apoio da ESQUERDISTA Maria José Nogueira Pinto,

  7. rui david diz:

    ó pá… sinceramente, estamos a falar de “personalidades” ou forças políticas?
    Achas improvável que apoiantes do BE votem por uma razão qualquer no Santana, por exemplo? O que é que isso significa? Zero, julgo eu, para além de uma questão de probabilidades residuais.
    Mas se eu disser que o Sá Fernandes vota também no PS? Este não vale porque “se passou” para a Direita não é? Assim é fácil (porque impossível) argumentar.

  8. Tiago Mota Saraiva diz:

    Rui, estamos de acordo que este post se destina a quem, de esquerda, continua a apoiar a lista do PS.
    O que procuro argumentar é que são poucas as diferenças entre o PS de Lisboa e o PS nacional, e que o apelo à “convergência de esquerda” em Lisboa é um mero gesto eleitoralista tal como um apelo do PS à convergência das “forças democráticas” nas autarquias lideradas pela CDU. Ou seja, o PS é o único partido cuja descaracterização ideológica lhe permite apelar sempre ao voto útil, seja da esquerda seja da direita como mais lhe convier.
    Não estou com isto a dizer que Costa é o mesmo que Santana, mas estou muito preocupado, num cenário de vitória de Santana, que o PS fique na CML com uns medíocres segunda-linha “miguel coelhistas”, como sucedeu no 1º mandato de Santana, sempre prontos a lamber as botas do presidente em troca de uns tachinhos nas SRU’s e outras empresas municipais.
    No que diz respeito à CDU, António Costa, sabe que pode confiar sempre que procurar implementar medidas de esquerda mas também sabe que muitos dos projectos urbanos que planeia nunca contarão com os votos da CDU. É para isso que lhe serve a maioria absoluta.
    O reforço eleitoral da CDU obriga António Costa a trabalhar à esquerda ou a definitivamente claudicar à direita, e garante que, caso Santana ganhe, haverá uma oposição activa na CML – o que a lista do PS não garante.

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