Não, Palmira, a frase do ano não é essa,

é esta - não é é deste ano, porque os mores, como as modas, mudam conforme a saison.

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14 Responses to Não, Palmira, a frase do ano não é essa,

  1. antónimo says:

    Pois é, as modas mudam conforme a saison e marcelino está longe de ser um farol. Não sabia era que aqui por estas bandas achavam que JMF o era e que certo e determinada maneira de informar o era.

    Vou registar que no 5 Dias apreciam os escritos da São José Almeida.

    Depois falamos.

  2. rui david says:

    O post citado contém uma passagem de uma citação que se aplicaria ao post e a este link:
    “quem publica não sabe em que conjuntura se desenvolveram”
    Para já, o que parece evidente é que para algumas pessoas o verdadeiramente “nojento” foi ter contribuido para esclarecer um caso que se arrastava. Por outras palavras, não deu jeito nenhum a uma visão que se queria dar dos factos.
    A única coisa que tornaria nojenta a publicação do e-mail teria sido os intervenientes manterem que o e-mail é falso ou uma montagem. Ora isso, se foi esboçado num momento inicial, acabou por “cair”.
    O resto… é o Pacheco Pereira a dizer que foi a “máquina de propaganda” do PS sem apresentar provas e o pessoal a achar o máximo.

  3. Nojento é tudo o que sirva para ‘branquear’ o comportamento do sr. José Manuel Fernandes e desviar as atenções do comportamento ainda mais inenarrável da presidência e do presidente dos portugueses que o quiserem que meu não é.
    Por isso, ó Morgada, guarde a frase, o jmf, o público e a presidência onde mais lhe aprouver e que lhe faça bom proveito, mas não faça dos outros parvos com filosofia de algibeira.

  4. António Figueira says:

    É um campeonato interessante: o que é mais reprovável, tentar dissimuladamente obter a publicação de uma notícia num lado ou dar conta dessa tentativa através da publicação de um e-mail privado noutro? É um campeonato interessante mas não é o meu (e o juízo moral que faço de uns é igual ao que faço de outros).

  5. antónimo says:

    António Figueira, E se encontrasse um mail do Portas, Paulo para o Jorge Coelho a dizer que lhe ia entregar sem concurso a construção dos tais submarinos de que o Nuno Ramos de Almeida fala, logo acima deste post. Publicava ou não publicava?

  6. António Figueira says:

    Antónimo,
    Eu não “encontro” mails de outros, V. também não, ninguém encontra: esse mail não foi encontrado, foi “plantado”, percebe? Por isso é que, sem nenhuma simpatia pela ideia original, de dar conta, através de uma notícia de fonte obscura, das suspeitas de que havia escutas em Belém, acabo por acreditar que há mesmo escutas algures – em Belém, no Público… e que o resultado final da operação é uma desgraça, em que nenhum dos envolvidos sai bem (muito menos, como já disse, o Dr. Louçã, que se prestou a fazer uma triste figura, nesta história a todos os títulos lamentável).

  7. Antónimo says:

    Reformulo, embora “acabo por acreditar” seja uma questão de fé.

    E se lhe plantassem um mail do Portas, Paulo para o Jorge Coelho a dizer que lhe ia entregar sem concurso a construção dos tais submarinos de que o Nuno Ramos de Almeida fala, logo acima deste post. Publicava ou não publicava?

  8. Antónimo says:

    Aliás, António Figueria, se Louçã caiu sobre Cavaco (quanto a mim bem, mesmo táctica e estrategicamente, pois é um mito a destruir), Jerónimo preferiu engolir a versão das escutas.

    Anda tão preocupado em bater no Sócrates, que até dar a entender que o seu quase-gémeo Cavaco transporta em si qualquer intrínseca bondade.

    Felizmente, tenho amigos no PCP, e “ortodoxos” que eles são, que estão longe de concordar com as declarações do secretário-geral e da direcção neste assunto

  9. António Figueira says:

    Antónimo,
    V. é um caso difícil:
    O que eu coloco em causa não é o acto jornalístico de publicar ou não o mail alheio; sobre isso, e a mim que não sou jornalista, basta-me a opinião do jornalista João Marcelino, que a Senhora Morgada de V., e antes dela Pedro Mexia, decidiram recordar-nos: será pois, nas suas palavras, um “acto nojento” (e eu mais não digo).
    O que eu digo são duas coisas: primeiro, a equivalência moral de procurar suscitar uma notícia e de desmascarar essa tentativa por meio da publicação de um mail privado; segundo, que a publicação desse mail privado acredita a tese original de que há interferência nas comunicações alheias. Será difícil de perceber?
    Folgo muito em saber que tem amigos, e no PCP, e muito “ortodoxos” (dizem a missa em grego?); não vejo qual a relevância desse facto no caso presente.
    Cumps., AF

  10. Antónimo e rui david,
    A questão não é se JMF é bom ou mau, ou se publicar o email “não deu jeito” a uma das partes, mas se a vileza de um acto justifica a torpeza do outro: two wrongs don’t make a right. Lamento que para algumas pessoas, constatar isto equivalha a tomar parte, coisa que, nesta trapalhada das escutas, não me verão fazer. Certo é que, entre 2004 e 2009, João Marcelino mudou de critérios éticos e deontológicos, passando a fazer o que antes condenava publicamente com tanta veemência, como bem recordou o Pedro Mexia na frase para a qual o post lincava. Porquê?

    António, concordo que, nesses futebóis, Presidência e DN andam taco-a-taco, e é também por isso que me chateia que queiram agora vender João Marcelino como o lampião da deontologia pátria.

    Vitor Ribeiro, eu não faço dos outros parvos, regra geral as pessoas dão perfeitamente conta do recado sozinhas.

  11. António Figueira says:

    Senhora Morgada,
    V.Exa conhece-me: para mim, lampiões, nunca!

  12. rui david says:

    Caros Morgada e António Figueira
    aquilo que quiz assinalar com o meu comentário foi que nada, nesta citação do Pedro Mexia aqui reproduzida, me permite concluir se o contexto em que a frase foi produzida é comparável com o caso recente.
    quanto ao resto, se as pessoas decidem que tão má foi uma coisa como outra, isto é, tão mau foi o público, sem avançar com qualquer facto, ter feito o frete a alguém ligado à Presidência da República, de publicar uma notícia destabilizadora, como o dn ter publicado um documento que comprova o frete, não há forma de as convencer do contrário. É um dado já suficientemente bem explicitado por muita gente e com o qual tem de se viver.
    Quanto a mim, a publicação do e-mail seria “nojenta” se contivesse dados comprometedores que nada tivessem com o caso em questão, da reserva da vida privada de qualquer dos intervenientes, fossem eles o Fernando Lima, o Luciano, o Tolentino, ou terceiros.
    Para diantar um pouco, lembro apenas que há uns anos, quando foi divulgada uma conversa telefónica privada entre o Ferro Rodrigues e o António Costa em que um deles mandava os juízes a uma parte qualquer, ninguém, que me lembre, se indignou com o caso, tornou-se o gáudio da petizada durante uns dias. Mais recentemente, no contexto do caso Portucale, o Sol foi desencantar nas cassettes desse processo, conversas privadas que nada tinham a ver com o esclarecimento do caso em questão para fazer manchete sobre alegadas pressões do Sócrates para a nomeação do Procurador da República. Claro que estes outros casos nunca meteram “nojo” a ninguém, os visados não eram jornalistas e não se tratava de e-mails, mas sim de conversas telefónicas. É este aspecto que justifica a frase do Marcelino que a Palmira destacou, e bem, sem entrar agora na disputa fútil se é a melhor ou a segunda, ou a trigésima quinta melhor frase do ano.

  13. Caro rui david,
    A frase que o Pedro Mexia cita é de um editorial de João Marcelino criticando a publicação no Independente de conversas entre um jornalista do Correio da Manhã, de que Marcelino era, à época, director, e fontes no processo Casa Pia, a partir de cassetes alegadamente roubadas ao jornalista. No caso Público/DN, permita-me que também não entre em disputas fúteis sobre qual dos dois esteve pior na tabela de equivalências morais, mas parece-me que nenhum sai bem na fotografia: “um deixa-se manobrar alegremente, outro divulga mensagens internas e fontes do primeiro”, como dizia aqui há tempos o Luis Rainha com notável concisão. Critica-se ao Público ter-se limitado a uma fonte sem investigar e ter feito um frete. Vaí daí o DN publica, sem investigar, um email que lhe chegou providencialmente às mãos (e foi, aliás, distribuído a outras redacções), fazendo, na prática, outro frete. Edificante. Mas realmente o ponto do post não era o meu julgamento sobre o acto, mas o do próprio João Marcelino – e permita-me finalmente que desconfie das “frases do ano” de quem muda assim de critérios, sejam elas a segunda ou a trigésima quinta melhor no ranking das frases de João Marcelino.

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