No to Lisbon!
Sendo cidadão europeu, manifesto aqui livremente a minha opinião (oportunidade que me foi negada pelo mui democrático governo socialista do Sócas).
bom, mas votaram…
os rapazes “pró-vida” sentem a mesma frustração a propósito do referendo da IGV.
Tal como nesse caso, acabou por prevalecer o bom senso.
Caro Tiago, este é o argumento usado pelos defensores do “não”… no referendo da despenalização do aborto, por cá. (Assina um defensor do “sim” e que entendeu que o referendo devia acontecer pela segunda vez.)
Caro Miguel, estive contra a realização de um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, embora obviamente tenha votado (e feito campanha) pelo sim. Tinha/tenho a posição de princípio que a criminalização de direitos individuais não se referendam.
Mas acho curioso que o Miguel tente encontrar algum laivo de incoerência no que diz respeito à questão dos referendos. É que o PS até tinha no seu programa de 2005, guardado na mesma gaveta do socialismo, o referendo ao Tratado. Não se lhe oferece dizer nada sobre a matéria?
Eu não sou militante do PS, por isso estou mais do que à vontade para criticar ou aplaudir o que fazem. E critiquei e critico não se ter referendado o Tratado, aqui e em todos os países que não referendaram.
Quanto ao referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, volto a insistir num aspecto: eu não disse que era a favor de se referendar o aborto, disse que entendia que o referendo devia acontecer; houve um primeiro referendo, grande parte da esquerda – e bem – lutou por um segundo. Quanto a mim, só um referendo poderia alterar uma situação que já tinha sido referendada. Bem sei que o PCP defendia uma solução parlamentar, mas era alterar na secretaria uma decisão popular, mesmo que a legislatura fosse outra e dado o facto do primeiro não ter sido vinculativo.
Por isso, não percebo esta crítica ao segundo referendo da Irlanda.
Na altura do segundo referendo português até achei que a posição mais coerente foi a do PC.
O que é facto é que a esquerda não se insurgiu contra o segundo referendo e muito menos contra o seu resultado.
Quando muito, achou-se que o problema foi resolvido tarde demais.
“Irelanda”?
Obrigado pela atenção.
the rich rule us!! you, i mean.
Pois cá devia fazer-se o mesmo! Não queria mais 4 anos de Pinóquio…
No to Lisbon!
Sendo cidadão europeu, manifesto aqui livremente a minha opinião (oportunidade que me foi negada pelo mui democrático governo socialista do Sócas).
bom, mas votaram…
os rapazes “pró-vida” sentem a mesma frustração a propósito do referendo da IGV.
Tal como nesse caso, acabou por prevalecer o bom senso.
Caro Tiago, este é o argumento usado pelos defensores do “não”… no referendo da despenalização do aborto, por cá. (Assina um defensor do “sim” e que entendeu que o referendo devia acontecer pela segunda vez.)
Caro Miguel, estive contra a realização de um referendo sobre a interrupção voluntária da gravidez, embora obviamente tenha votado (e feito campanha) pelo sim. Tinha/tenho a posição de princípio que a criminalização de direitos individuais não se referendam.
Mas acho curioso que o Miguel tente encontrar algum laivo de incoerência no que diz respeito à questão dos referendos. É que o PS até tinha no seu programa de 2005, guardado na mesma gaveta do socialismo, o referendo ao Tratado. Não se lhe oferece dizer nada sobre a matéria?
Eu não sou militante do PS, por isso estou mais do que à vontade para criticar ou aplaudir o que fazem. E critiquei e critico não se ter referendado o Tratado, aqui e em todos os países que não referendaram.
Quanto ao referendo sobre a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, volto a insistir num aspecto: eu não disse que era a favor de se referendar o aborto, disse que entendia que o referendo devia acontecer; houve um primeiro referendo, grande parte da esquerda – e bem – lutou por um segundo. Quanto a mim, só um referendo poderia alterar uma situação que já tinha sido referendada. Bem sei que o PCP defendia uma solução parlamentar, mas era alterar na secretaria uma decisão popular, mesmo que a legislatura fosse outra e dado o facto do primeiro não ter sido vinculativo.
Por isso, não percebo esta crítica ao segundo referendo da Irlanda.
Na altura do segundo referendo português até achei que a posição mais coerente foi a do PC.
O que é facto é que a esquerda não se insurgiu contra o segundo referendo e muito menos contra o seu resultado.
Quando muito, achou-se que o problema foi resolvido tarde demais.