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Tratado de Tordesilhas: PS/PSD

29 de Setembro de 2009 por Bruno Sena Martins

Sem grandes pudores,  Augusto Santos Silva deu-se ao trabalho de explicar ontem no Prós & Contras como deve funcionar o Tratado de Tordesilhas entre o PS e o PSD. Santos Silva oferece-nos uma preciosa epifania do acordo tácito de repartição de poder que há muito preside à  democracia portuguesa. Imprescindível: a partir dos 44:30 deste vídeo (não dá para embutir).

Comentários

Comentário de Carlos Vidal
Data: 29 de Setembro de 2009, 15:02

O programa conduzido pela sra. Fátima Campos Ferreira é-me intragável, mas, a teu conselho, lá fui ver o vídeo. E o que mais me espantou, para além do desplante da explicação do Tratado de Tordesilhas (como dizes e muito bem), o que mais me espantou foi a docilidade e o carinho para com o adversário exibido pelo ministro. Experiência indescritível.

Comentário de Antónimo
Data: 29 de Setembro de 2009, 16:01

http://tempodascerejas.blogspot.com/2009/09/pergunta-seguida-de-resposta.html

Comentário de viana
Data: 29 de Setembro de 2009, 16:33

Mas é óbvio que será o PSD a viabilizar (pela abstenção) o programa do novo governo PS e os orçamentos para 2010 e 2011. Um eventual apoio do CDS ao PS é demasiado incómodo para os dois, e o PSD precisa do tempo que o seu apoio ao PS lhe dará. Tempo para arranjar um novo líder (apenas em 2010, e que estou convencido será Rui Rio), que consolide e renove o partido. Tempo para deixar passar o pior da actual crise económico-social, que na sua vertente social atingirá o pico em 2010, esperando que o apoio eleitoral ao PS saia ainda mais corroído por ela. Tempo calmo para Cavaco até às próximas eleições presidenciais no início de 2011, evitando a necessidade de Cavaco ter de dissolver a AR ainda em 2010 e amarrando o PS – e a comunicação social que lhe é subserviente – a uma paz (podre) com Cavaco. Este será o jogo do PSD. E depois das eleições presidenciais… vai-se atirar de unhas e dentes ao PS, em conjunto com o CDS, submetendo uma moção de censura, e pedindo eleições antecipadas onde concorrerá em coligação com o CDS (o Rui Rio tem governado assim, e politicamente é muito parecido com Portas, com o mesmo gosto pelo autoritarismo e o discurso contra a “preguiça”). Isto é mais do que previsível. As duas grandes questões serão então: conseguem PS, BE e CDU entender-se em 2011 e derrotar a moção de censura de PSD+CDS? caso a resposta seja negativa, a quem é que o eleitorado de Esquerda vai assacar a “culpa” do fracasso no entendimento à Esquerda?

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