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	<title>Comentários em: Para que serve o voto na esquerda radical?</title>
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	<description>cinco dias, cinco pessoas</description>
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		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
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		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 12:22:43 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;Todos os indivíduos que lutaram pela liberdade de criar e modificar o mundo exterior (agregados em nações pela sua independencia, muito importante) – lutaram para criar emprego, mais trabalho para poderem trabalhar mais e com empenho na criação da riqueza que os sirva.&quot;
Pois...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Todos os indivíduos que lutaram pela liberdade de criar e modificar o mundo exterior (agregados em nações pela sua independencia, muito importante) – lutaram para criar emprego, mais trabalho para poderem trabalhar mais e com empenho na criação da riqueza que os sirva.&#8221;<br />
Pois&#8230;</p>
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		<title>Por: Justiniano</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107956</link>
		<dc:creator>Justiniano</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 16:56:05 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimo Ricardo.
&quot;O que nunca compreendi é como é que se luta para «criar emprego» e peço a quem ler isto que se dê ao trabalho de mo explicar.&quot; 
O conceito emprego é um bocado desagradável, um quase nada e quase tudo. 
Trabalho, em sentido lato, pode ser!? 
Todos os indivíduos que lutaram pela liberdade de criar e modificar o mundo exterior (agregados em nações pela sua independencia, muito importante) - lutaram para criar emprego, mais trabalho para poderem trabalhar mais e com empenho na criação da riqueza que os sirva.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo Ricardo.<br />
&#8220;O que nunca compreendi é como é que se luta para «criar emprego» e peço a quem ler isto que se dê ao trabalho de mo explicar.&#8221;<br />
O conceito emprego é um bocado desagradável, um quase nada e quase tudo.<br />
Trabalho, em sentido lato, pode ser!?<br />
Todos os indivíduos que lutaram pela liberdade de criar e modificar o mundo exterior (agregados em nações pela sua independencia, muito importante) &#8211; lutaram para criar emprego, mais trabalho para poderem trabalhar mais e com empenho na criação da riqueza que os sirva.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Justiniano</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107944</link>
		<dc:creator>Justiniano</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 15:34:35 +0000</pubDate>
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		<description>Caríssimo nuno castro! 
Correctíssimo, o seu comentário, e perfeitamente de acordo, com a pequeníssima excepção do considerando inicial. 
De qualquer modo, estou em crer que o Ricardo, como muitos outros, pretende a erosão da legitimação liberal atacando o princípio democrático que é um mero critério prático.
Registo, especialmente, &quot;A heteronomia foi outrora uma ambição das mais apetecidas&quot;, (entendo que o nuno quer significar superação de anomia e arbitrariedade... Será!!?? Se sim, tanto melhor!) 
A mesma construção, do nuno castro, poderia referir-se ao trabalho assalariado dependente como síntese da mediação entre a justiça comutativa, segurança jurídico-económica e a utilidade social da indústria humana (Acaba por ser essencialmente redutor, instrumental e pressupoe um indivíduo antropologicamente delimitado, portanto pouco liberal, nada burgues mas aceitável, por enquanto.)
Um bem haja, que nunca é demais!</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caríssimo nuno castro!<br />
Correctíssimo, o seu comentário, e perfeitamente de acordo, com a pequeníssima excepção do considerando inicial.<br />
De qualquer modo, estou em crer que o Ricardo, como muitos outros, pretende a erosão da legitimação liberal atacando o princípio democrático que é um mero critério prático.<br />
Registo, especialmente, &#8220;A heteronomia foi outrora uma ambição das mais apetecidas&#8221;, (entendo que o nuno quer significar superação de anomia e arbitrariedade&#8230; Será!!?? Se sim, tanto melhor!)<br />
A mesma construção, do nuno castro, poderia referir-se ao trabalho assalariado dependente como síntese da mediação entre a justiça comutativa, segurança jurídico-económica e a utilidade social da indústria humana (Acaba por ser essencialmente redutor, instrumental e pressupoe um indivíduo antropologicamente delimitado, portanto pouco liberal, nada burgues mas aceitável, por enquanto.)<br />
Um bem haja, que nunca é demais!</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107943</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 15:23:26 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Nuno, a referência anterior à funcionária do continente já deixava um pouco o seu rabo de fora, mas agora o seu rêgo (se assim se pode dizer) ficou completamente à vista.
Você acha, paternalisticamente, que quem se vê obrigado a desempenhar tarefas rotineiras, desagradáveis ou extenuantes é forçosamente menos capaz de debater certos temas. 
A consequência lógica é que quem se propõe fazê-lo é forçosamente alguém muito bem instalado e que não sabe o que custa ganhar a vida.
É significativo que esse esquema mental sirva, em proporções semelhantes, a estalinistas, conservadores, social-democratas e liberais para desautorizar qualquer formulação política que recuse a divisão social do trabalho e a hierarquia como ordem natural das coisas. A esse nível, as semelhanças são incríveis e igualam todos em elitismo.
O Nuno não nota nem deixa de notar o que quer que seja porque desconhece em absoluto aquilo que eu já fiz para «ganhar a vida» ou o «pãozinho». Calculo que já tenha tido mais e piores empregos do que alguma vez lhe passou pela cabeça, mas isso não é, em si mesmo, uma qualidade. 
A ideia miserabilista de que o «povo» só se preocupa com o «pãozinho» é uma imbecilidade reaccionária, venha da boca de quem vier. Não preciso de ir muito longe - aliás, qualquer exemplo familiar serviria - para sua informação o meu bisavô, que era bate-chapas, lia Anatole France, Zola e Gorki, e achava que isso também era militar activamente contra o fascismo. Nem só de pão...

</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno, a referência anterior à funcionária do continente já deixava um pouco o seu rabo de fora, mas agora o seu rêgo (se assim se pode dizer) ficou completamente à vista.<br />
Você acha, paternalisticamente, que quem se vê obrigado a desempenhar tarefas rotineiras, desagradáveis ou extenuantes é forçosamente menos capaz de debater certos temas.<br />
A consequência lógica é que quem se propõe fazê-lo é forçosamente alguém muito bem instalado e que não sabe o que custa ganhar a vida.<br />
É significativo que esse esquema mental sirva, em proporções semelhantes, a estalinistas, conservadores, social-democratas e liberais para desautorizar qualquer formulação política que recuse a divisão social do trabalho e a hierarquia como ordem natural das coisas. A esse nível, as semelhanças são incríveis e igualam todos em elitismo.<br />
O Nuno não nota nem deixa de notar o que quer que seja porque desconhece em absoluto aquilo que eu já fiz para «ganhar a vida» ou o «pãozinho». Calculo que já tenha tido mais e piores empregos do que alguma vez lhe passou pela cabeça, mas isso não é, em si mesmo, uma qualidade.<br />
A ideia miserabilista de que o «povo» só se preocupa com o «pãozinho» é uma imbecilidade reaccionária, venha da boca de quem vier. Não preciso de ir muito longe &#8211; aliás, qualquer exemplo familiar serviria &#8211; para sua informação o meu bisavô, que era bate-chapas, lia Anatole France, Zola e Gorki, e achava que isso também era militar activamente contra o fascismo. Nem só de pão&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: cinco dias &#187; Que Fazer?</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107941</link>
		<dc:creator>cinco dias &#187; Que Fazer?</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 14:47:57 +0000</pubDate>
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		<description>[...] caminho, em parte sugerido pelo apelo ao voto do Miguel Serras Pereira e pelo não-apelo do Ricardo Noronha. Haja vontade e poderemos todos retomar algumas das coisas debatidas, há cerca de dois anos, numa [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] caminho, em parte sugerido pelo apelo ao voto do Miguel Serras Pereira e pelo não-apelo do Ricardo Noronha. Haja vontade e poderemos todos retomar algumas das coisas debatidas, há cerca de dois anos, numa [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: nuno castro</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107917</link>
		<dc:creator>nuno castro</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 09:32:37 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Ricardo, nota-se que nunca fizeste mais nada para além da academia. porque de outra forma saberias que a empregada do continente não passaria do primeiro parágrafo do teu texto...

lembro apenas que aquilo que tu chamas a metafísica da representação - outras tantas ressonâncias, que mais valia serem identificadas - já foi uma &quot;física&quot; muito concreta da liberdade dos povos. A heteronomia foi outrora uma ambição das mais apetecidas. A representação por interposta pessoa, grupo ou sistema, uma das mais interessantes opções. Para o compreender basta pensar que a representação se encontrava na pessoa do representado - completa dualidade do Rei: representante e representado! 

é ler os discursos da Comuna, das revoluções americana e brasileira (chamo-lhe revolução porque é isso que ela foi - contra o império, claro) para perceber que a tal &quot;metafísica da representação&quot; era a voz organizada do povo. Foi sempre uma ilusão, dir-me-ás. Pois, talvez. Mas uma ilusão que mudou muita coisa e não me parece que tenha sido no sentido do Lampedusa. 

por outro lado, a um nível mais técnico, era preciso que o Ricardo ou o Zé Neves, propusessem um outro sistema decisional - é que desde a associação de estudantes, passando pelo grupo de chinquilho de aguiar da beira, a representatividade delegada por maioria é a única que assegura uma vontade geral. Imperfeita? Claro, como é imperfeito o sistema informático do Cavaco. 

outra coisa, a formulação mais concreta que conheço da hipótese comunista é dada por Badiou num artigo da New Left review. convém lê-la de novo e &quot;me deitar&quot;.

finalmente (pareço o pedro silva pereira) registo o que o Lam diz no seu comentário. a vossa euforia é um bocado extemporânea...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Ricardo, nota-se que nunca fizeste mais nada para além da academia. porque de outra forma saberias que a empregada do continente não passaria do primeiro parágrafo do teu texto&#8230;</p>
<p>lembro apenas que aquilo que tu chamas a metafísica da representação &#8211; outras tantas ressonâncias, que mais valia serem identificadas &#8211; já foi uma &#8220;física&#8221; muito concreta da liberdade dos povos. A heteronomia foi outrora uma ambição das mais apetecidas. A representação por interposta pessoa, grupo ou sistema, uma das mais interessantes opções. Para o compreender basta pensar que a representação se encontrava na pessoa do representado &#8211; completa dualidade do Rei: representante e representado! </p>
<p>é ler os discursos da Comuna, das revoluções americana e brasileira (chamo-lhe revolução porque é isso que ela foi &#8211; contra o império, claro) para perceber que a tal &#8220;metafísica da representação&#8221; era a voz organizada do povo. Foi sempre uma ilusão, dir-me-ás. Pois, talvez. Mas uma ilusão que mudou muita coisa e não me parece que tenha sido no sentido do Lampedusa. </p>
<p>por outro lado, a um nível mais técnico, era preciso que o Ricardo ou o Zé Neves, propusessem um outro sistema decisional &#8211; é que desde a associação de estudantes, passando pelo grupo de chinquilho de aguiar da beira, a representatividade delegada por maioria é a única que assegura uma vontade geral. Imperfeita? Claro, como é imperfeito o sistema informático do Cavaco. </p>
<p>outra coisa, a formulação mais concreta que conheço da hipótese comunista é dada por Badiou num artigo da New Left review. convém lê-la de novo e &#8220;me deitar&#8221;.</p>
<p>finalmente (pareço o pedro silva pereira) registo o que o Lam diz no seu comentário. a vossa euforia é um bocado extemporânea&#8230;</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Luís Bernardo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107915</link>
		<dc:creator>Luís Bernardo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 09:05:21 +0000</pubDate>
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		<description>Não conheço quase nada de Marx, para além de leituras diagonais do Capital e do Manifesto do PC.
Contudo, estas tomadas de posição, oblíquas e prolixas, lembram-me sempre de algo, quando participo em actividades desligadas da lógica partidária (de que não sou fã e nunca serei):

11. Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.

&quot;É uma objecção respeitável, mas que funciona apenas no interior de uma concepção linear da história, que considera mecanicamente que a soma de pequenas transformações é a condição indispensável às grandes transformações.&quot;

Pois. Isto lembra-me alguém. Esse alguém disse, certa vez, que o papel do intelectual não é estabelecer leis, oferecer solução ou profetizar, dado que estará apenas a contribuir para a cristalização do poder. Esse alguém também se cansou de si próprio e foi para a rua.

Já que estou numa de autores, deixo ainda outra:

&quot;I want freedom, the right to self-expression, everybody&#039;s right to beautiful, radiant things.&quot;

Não tem nada a ver com o texto. Ou terá? Fica a questão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Não conheço quase nada de Marx, para além de leituras diagonais do Capital e do Manifesto do PC.<br />
Contudo, estas tomadas de posição, oblíquas e prolixas, lembram-me sempre de algo, quando participo em actividades desligadas da lógica partidária (de que não sou fã e nunca serei):</p>
<p>11. Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.</p>
<p>&#8220;É uma objecção respeitável, mas que funciona apenas no interior de uma concepção linear da história, que considera mecanicamente que a soma de pequenas transformações é a condição indispensável às grandes transformações.&#8221;</p>
<p>Pois. Isto lembra-me alguém. Esse alguém disse, certa vez, que o papel do intelectual não é estabelecer leis, oferecer solução ou profetizar, dado que estará apenas a contribuir para a cristalização do poder. Esse alguém também se cansou de si próprio e foi para a rua.</p>
<p>Já que estou numa de autores, deixo ainda outra:</p>
<p>&#8220;I want freedom, the right to self-expression, everybody&#8217;s right to beautiful, radiant things.&#8221;</p>
<p>Não tem nada a ver com o texto. Ou terá? Fica a questão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: ezequiel</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107910</link>
		<dc:creator>ezequiel</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 05:46:59 +0000</pubDate>
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		<description>o voto na esquerda radical, no centrão ou na direita radical ou moderada não serve para coisa alguma, meus caros. a podridão deste país tem outra origem, muito menos complexa e muito mais difícil de combater.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>o voto na esquerda radical, no centrão ou na direita radical ou moderada não serve para coisa alguma, meus caros. a podridão deste país tem outra origem, muito menos complexa e muito mais difícil de combater.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: LAM</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107893</link>
		<dc:creator>LAM</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 18:55:37 +0000</pubDate>
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		<description>Pequena observação a propósito de surrealismo:
o parlamento eleito em 2005 contava 142 deputados daquilo a que chamam esquerda. O parlamento agora eleito e da mesma esquerda abrangente terá 127 deputados.
Custa-me entender o que será possível agora que não foi no passado.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pequena observação a propósito de surrealismo:<br />
o parlamento eleito em 2005 contava 142 deputados daquilo a que chamam esquerda. O parlamento agora eleito e da mesma esquerda abrangente terá 127 deputados.<br />
Custa-me entender o que será possível agora que não foi no passado.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: Ricardo Noronha</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107891</link>
		<dc:creator>Ricardo Noronha</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 18:10:20 +0000</pubDate>
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		<description>Caro Nuno, peço-lhe que leve todos os textos que escrevo a todas as empregadas do continente que trabalham que se desunham e não vêm um chafo. Depois diga-me o que é que elas acham.  
Entretanto, se não se importa, comecemos pela sua própria opinião, que beneficia do facto de já ter lido o que escrevi. Desconheço o que sejam as teses do Zé Neves, mas se fizer o favor de as descrever sucintamente, poderemos identificar o que as distingue ou as aproxima deste post.  
Por certo compreenderá que não me propus ser «original» ou «criativo», mas expor um ponto de vista sobre o assunto, que naturalmente partilho com outras pessoas. Se a isso preferir chamar ressonância, nada tenho a opôr. 
Finalmente a pérola de todos os comentários sempre que se argumenta contra o trabalho. 
Penso que se «criam empregos» com recurso a vários elementos. Um deles, seguramente, é o investimento em salários, matérias-primas e bens de produção. Nada de novo. O que nunca compreendi é como é que se luta para «criar emprego» e peço a quem ler isto que se dê ao trabalho de mo explicar.
Por outro lado,  «criar emprego» só se torna uma necessidade imperiosa de sobrevivência - para mim como para uma empregada do Continente - no curso de um longo processo histórico carregado de combates, através do qual o conjunto da vida se viu subordinado ao processo de acumulação capitalista e um amplo conjunto de actividades se viu resumido na figura do trabalho assalariado. Não sei se isto é uma inteira novidade para o Nuno, mas muito antes de alguém se preocupar com a «criação de emprego», já se fabricava o paõzinho. 
A citação do Luiz Pacheco não deixa de ser curiosa. Foi quase sempre com a farinha surrealista que ele cozeu o seu pão.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caro Nuno, peço-lhe que leve todos os textos que escrevo a todas as empregadas do continente que trabalham que se desunham e não vêm um chafo. Depois diga-me o que é que elas acham.<br />
Entretanto, se não se importa, comecemos pela sua própria opinião, que beneficia do facto de já ter lido o que escrevi. Desconheço o que sejam as teses do Zé Neves, mas se fizer o favor de as descrever sucintamente, poderemos identificar o que as distingue ou as aproxima deste post.<br />
Por certo compreenderá que não me propus ser «original» ou «criativo», mas expor um ponto de vista sobre o assunto, que naturalmente partilho com outras pessoas. Se a isso preferir chamar ressonância, nada tenho a opôr.<br />
Finalmente a pérola de todos os comentários sempre que se argumenta contra o trabalho.<br />
Penso que se «criam empregos» com recurso a vários elementos. Um deles, seguramente, é o investimento em salários, matérias-primas e bens de produção. Nada de novo. O que nunca compreendi é como é que se luta para «criar emprego» e peço a quem ler isto que se dê ao trabalho de mo explicar.<br />
Por outro lado,  «criar emprego» só se torna uma necessidade imperiosa de sobrevivência &#8211; para mim como para uma empregada do Continente &#8211; no curso de um longo processo histórico carregado de combates, através do qual o conjunto da vida se viu subordinado ao processo de acumulação capitalista e um amplo conjunto de actividades se viu resumido na figura do trabalho assalariado. Não sei se isto é uma inteira novidade para o Nuno, mas muito antes de alguém se preocupar com a «criação de emprego», já se fabricava o paõzinho.<br />
A citação do Luiz Pacheco não deixa de ser curiosa. Foi quase sempre com a farinha surrealista que ele cozeu o seu pão.</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: xatoo</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107890</link>
		<dc:creator>xatoo</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 17:28:34 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26088#comment-107890</guid>
		<description>&quot;os vencidos de Novembro de 1975&quot;, atendendo apenas à lógica de individualista de observação de Ricardo Noronha, não cabem em lado nenhum. Porque se trata, não de visões de individuos, mas do interesse colectivo de todo um grupo étnico-social, os portugueses, que neste regime subjugado ao economicismo politico neoliberal não têm representação como um todo</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;os vencidos de Novembro de 1975&#8243;, atendendo apenas à lógica de individualista de observação de Ricardo Noronha, não cabem em lado nenhum. Porque se trata, não de visões de individuos, mas do interesse colectivo de todo um grupo étnico-social, os portugueses, que neste regime subjugado ao economicismo politico neoliberal não têm representação como um todo</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: A Governação Limiana &#171; Solstício</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107888</link>
		<dc:creator>A Governação Limiana &#171; Solstício</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 17:22:01 +0000</pubDate>
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		<description>[...] com os trânsfugas mais jovens que procuram uma sede intelectual mais efervescente e dos quais este e este constituem belíssimos exemplos. Esta sangria – porque se trata de sangue novo e porque se [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] com os trânsfugas mais jovens que procuram uma sede intelectual mais efervescente e dos quais este e este constituem belíssimos exemplos. Esta sangria – porque se trata de sangue novo e porque se [...]</p>
]]></content:encoded>
	</item>
	<item>
		<title>Por: nuno castro</title>
		<link>http://5dias.net/2009/09/29/para-que-serve-o-voto-na-esquerda-radical/comment-page-1/#comment-107887</link>
		<dc:creator>nuno castro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 17:10:59 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://5dias.net/?p=26088#comment-107887</guid>
		<description>vá lá dizer isso para a empregada do continente que trabalha que se desunha e não vê um chafo. 

de resto, o texto soa a caixa de ressonância das teses de Zé Neves; não vejo, em momento algum, onde está a tua visão &quot;díspar&quot;. 

outra coisa: depois de tão grande panfleto não disseste como é que se cria emprego. ou escapou-me a fórmula nas entrelinhas de tanta prolixidade? 

como dizia o Luís Pacheco: &quot;Pãozinho, senhores do surrealismo, pãozinho!&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>vá lá dizer isso para a empregada do continente que trabalha que se desunha e não vê um chafo. </p>
<p>de resto, o texto soa a caixa de ressonância das teses de Zé Neves; não vejo, em momento algum, onde está a tua visão &#8220;díspar&#8221;. </p>
<p>outra coisa: depois de tão grande panfleto não disseste como é que se cria emprego. ou escapou-me a fórmula nas entrelinhas de tanta prolixidade? </p>
<p>como dizia o Luís Pacheco: &#8220;Pãozinho, senhores do surrealismo, pãozinho!&#8221;</p>
]]></content:encoded>
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