Análise sintética
28 de Setembro de 2009 por Tiago Mota SaraivaÀ direita parece-me simples (CDS ganhou, PSD perdeu). À esquerda não consigo ver estas eleições pela perspectiva dos vencedores e vencidos.
O PS abdicou definitivamente de ser de esquerda, e ainda conseguiu levar muito dos seus votos. Para mim é inexplicável que o PS mais à direita da Europa e liderado por um primeiro ministro sobre o qual recaem graves suspeitas ainda tenha obtido a votação que obteve. Ainda mais inexplicável é que durante a campanha, surgiram novos dados e suspeitas sobre Sócrates e foram arrumadas todas as vozes que na comunicação social lhe eram aziagas, sem que isso tenha tido algum significado eleitoral expressivo.
O BE cresceu muito e conseguiu capitalizar parte do protesto contra o anterior governo. Pessoalmente esperava que subisse mais, tinha condições para o fazer com o claudicar do PS.
A CDU não subiu o que eu esperava, mas também não se afundou o que outros previam. Uma análise mais detalhada permitirá verificar se é verdade a nível nacional o que sucedeu nalgumas freguesias de Lisboa: a CDU desce nas mesas de eleitores mais antigos e sobe nas mesas dos residentes mais recentes.
Guardo uma análise mais detalhada para depois de se saber o resultados dos deputados da Europa.

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