O tipo que não gostava de fados

Irritavam-lhe destinos traçados. Quando uma cigana lhe viu a mão e garantiu que a sua sorte era escassa, pegou numa navalha e rasgou a sua linha da sorte. No dia em que uma tarólga prometeu-lhe viagens e aventuras, queimou-lhe as cartas. Depois da amante o abandonar, devido a uma previsão desfavorável de um numerólogo, partiu o consultório do farsante. Na sexta-feira, seguinte, votou no do costume e jogou no Euromilhões – sentia que desta vez é que a sua vida ia mudar.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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