Do sectarismo

Se há uma coisa nova e importante para a esquerda, é que PCP e BE perceberam que não crescem eleitoralmente canibalizando-se. O debate entre Jerónimo e Louçã foi uma lição contra o sectarismo e a calúnia.
Mas isto o Daniel Oliveira nunca entenderá e não sei se perdoará ao BE este desvio.
No que lhe diz respeito, continuará ano após ano, texto após texto, a invocar nomes de militantes comunistas, se possível falecidos ou sem as mesmas possibilidades mediáticas do Daniel para desmentir a sua tese que o PCP de há uns anos atrás era fantástico e que agora são um bando de ortodoxos pouco preparados.
De qualquer forma, não será pelo sectarismo de um ou outro dos seus militantes e ainda que votando CDU, não deixarei de desejar que o BE obtenha um bom resultado.

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11 respostas a Do sectarismo

  1. Francisco diz:

    Muito Bem! (vais gostar dos filmesinhos ehehehe)

    cAVACO escuta
    http://www.youtube.com/watch?v=_OY7VNPx6Xk

    FIM AO DOMÍNIO DAS VELHAS ELITES DECADENTES!

    UNIDADE POPULAR! A REACÇÃO NÃO PASSARÁ!

    Dá me um Shot Eleitoral
    http://www.youtube.com/watch?v=dZJVycBwqC0

    O VOTO É UMA ARMA, DIA 27 FAZ PONTARIA!
    http://mundoemguerra.blogspot.com/2009/09/cavaco-escuta-dia-27-nao-falhes.html

  2. viana diz:

    Concordo completamente com o primeiro parágrafo.
    Quanto ao segundo parágrafo, diria que também houve apoiantes da CDU, com presença no espaço mediático (como Vítor Dias), que também mostraram “azedume” pelo BE.
    Quanto ao último parágrafo, vou parafraseá-lo:

    De qualquer forma, não será pelo sectarismo de um ou outro dos seus militantes e ainda que votando BE, não deixarei de desejar que a CDU obtenha um bom resultado.

  3. Tiago Mota Saraiva diz:

    Viana, em primeiro lugar não queira comparar o blogue do Vítor Dias, provavelmente com muitas visitas de gente que lê blogues, mas que é sempre uma minoria de cidadãos com o espaço mediático das televisões e jornais. Em segundo lugar não me parece que o Vítor Dias seja um grande esteio desse “azedume” que reconheço também existir no PCP.

  4. Pisca diz:

    Tiago
    Perdoe-me mas o personagem em questão provoca-me urticária, dá pulinhos e quase se baba de cada vez que ataca o PCP (eixo do Mal), conheço os personagens deste tipo, um dia acharam-se os maiores ideologos ao cimo da terra, leram de cruz os volumes todos das Obras de Lenin e citavam em cada 4 palavras mais uma frase, indicando a página, volume e editora.
    Até que um dia se viram confrontados com a realidade, estavam no sitio errado e ninguém os ouvia, tinham pela frente gente de trabalho duro e honesto que sabe todos os dias o que custa lutar e não precisa de “orientadores”, foi a altura de mudarem de rumo, espalharam-se pelos mais diversos sitios, mas ficou-lhes sempre aquele ar de sábios, como foram promovidos a inteligentes e brilhantes lá vão ganhando a vidinha (têm todo o direito a isso), fazendo os fretes com o seu ar de isentissimos comentadores.
    Chega de ser benevolente para quem morde todos os dias, por tudo e por nada

  5. LAM diz:

    Há pouco numa reportagem num canal qualquer sobre a arruada da CDU/PCP no Porto, viram-se jovens abeirando-se de Jerónimo de Sousa implorando-lhe que fizesse tudo para que o Bloco não ficasse à frente nas eleições.
    Mas que porra andam a dar a estes jovens, para que isso se transforme no seu maior desejo? Que puta de lição dão aos mais novos que os faz deixar de ver onde está o inimigo político? Quem são os responsáveis por isto?

  6. Luis diz:

    “viram-se jovens abeirando-se de Jerónimo de Sousa” ??? Jovens? Eu vi uma jovem. Porquê exagerar?

  7. Pascoal diz:

    Caro Tiago
    O PC é que parece ter canibalizado uns gajos esverdeados apenas para não dar a cara.
    E é isso que tenta fazer a quem quer que se aproxime.

  8. Luis diz:

    “O PC é que parece ter canibalizado uns gajos esverdeados apenas para não dar a cara.” ???

    É fatal como o destino: seja quem for que se associe ao PCP é logo rotulado de palerma que se deixa comer. Seja quem for que não goste de ver o PCP ultrapassado é logo rotulado de néscio que não vê “onde está o inimigo político”.

    E eu a lembrar-me das manchetes do Expresso, DN, Público, com Miguel Portas e Louçã (pelo menos) gabarolas, “seremos os terceiros”. Onde estava então o inimigo público?

    O meu puto é assim. Também acha que tem todos os direitos. Quando crescer, a mania passa-lhe.

  9. Tiago, não sei se reparou, mas nos vários textos em causa, há um em que critico o Bloco de Esquerda. Nos meus textos optei por um caminho diferente dos desejos. Dei a minha opinião. E em relação ao caminho que o PCP seguiu, é esta. Como critica é a minha opinião em relação ao caminho que o BE pode vir a seguir. Tem é de partir de um princípio: a esquerda à esquerda do PS não é uma massa homogénea, tem grandes divergências políticas e elas nem sequer estão entre o BE e o PCP. Por razões ideológicas e políticas é possível que em alguns assuntos fundamentais eu e o Tiago estejamos em campos políticos realmente diferentes (mesmo que num espaço alargado comum). Isso não é sectarismo. É diferença. O que me irrita é que em vez de discutir o conteúdo das criticas se opte sempre por fazer o número de calimero ofendido. De cada vez que aqui (e são tantas e tantas) se critica o BE e não faço um choradinho. Compreendo, por exemplo, que eu e o Carlos Vidal (é só mesmo um exemplo) não estamos na mesma família política. Neste caso, estou mesmo a léguas dele. Tão longe dele como, por exemplo, de José Sócrates. E isso não tem mal nenhum.

  10. Luis diz:

    “O que me irrita é que em vez de discutir o conteúdo das criticas se opte sempre por fazer o número de calimero ofendido.” Que é o número já desgastado (por tanto uso) de qualquer bloquista. A começar nos da direcção.

  11. Tiago Mota Saraiva diz:

    Daniel, o que escrevo representa a minha opinião e não a voz de uma qualquer entidade. Nem os partidos nem a esquerda são uma massa homogénea e acéfala de pensamento único. É por isso que não é dentro do meu partido ou nas outras esquerdas que devo encontrar o meu principal inimigo político.
    O seu escrito sobre o PCP (podia utilizar o plural mas obrigar-me-ia a reler alguns textos e hoje não tenho tempo) não é uma análise, é um ataque. Diz que há um rejuvenescimento dos quadros do PCP com a entrada de jovens ortodoxos pouco preparados e saúda os gloriosos tempos do PCP de Octávio Teixeira, Lino de Carvalho ou João Amaral, sem se preocupar em fazer prova dessa incompetência ou pouca inteligência.
    Por outro lado o Daniel (justamente), seria dos primeiros a saltar se há uns anos quando o BE ainda tinha pouca gente e muitos dos seus dirigentes eram jovens e politicamente pouco experientes, se alguém os classificasse de “fraquinhos” comparando-os com o Francisco Louçã ou Miguel Portas.

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