A três dias das eleições, está a dar um programa na televisão pública em que Marcelo Rebelo de Sousa e António Vitorino estão a comentar as eleições, com a moderação pastosa de Judite de Sousa. Trata-se de um comentário imparcial, sensato, equilibrado, em que ninguém se lembrou de perguntar por que raio é que não estão pessoas de outros partidos. Até porque dizem que é um especial de informação e de especial nada tem, já que o normal é termos que gramar o professor do PSD e o programador do PS todas as semaninhas. Do que consegui apanhar, transcrevo os comentários de cada um acerca de cada um dos líderes dos cinco partidos. Sobre Jerónimo, diz Vitorino: “Igual a si próprio e calor humano”. Diz Marcelo: “Boa pessoa. Muito humano.” Sobre Portas, diz Vitorino: “Igual a si próprio. Sentido especial da sua colocação própria em relação a nichos. Aquela da lavoura é impagável”. Diz Marcelo: “Constrói o byte”. Sobre Louçã, diz Vitorino: “Irritou-se muito. Foi perdendo o auto-controlo”. Diz Marcelo: “Não recuperou”. Sobre Ferreira Leite, diz Vitorino: “Dificuldades anímicas e caracteriológicas”. Diz Marcelo: “Fez duas ou três arruadas, mas não têm nada das montagens de Sócrates”. Sobre Sócrates, diz Vitorino: “Fez o combate de uma vida e se ganhar é merecido”. Diz Marcelo: “agarrou-se à oportunidade da sua vida”.




Cá por mim “apago a televisão” foi o que fiz;não posso fazer mais nada infelizmente! para esta rtv, é o centrão à força.
Não esmoreça. A RTP de certeza que amanhã tem um especial informação com Octávio Teixeira, Fernando Rosas e Pires de Lima moderados pelo Jorge Gabriel.
este debate entre PS e PSD não estava no programa, pois não?
mas também, com tantos atropelos nesta campanha, não é mais esta contrafacção, batota e falta de respeito pelos eleitores que altera o sentido de voto nesta altura.
O mais espantoso é que Marcelo a propósito das nacionalizações da Banca e do caso único do Bloco na Europa disse que até tinha ido ler o programa para ver se era verdade. Depois não foi o do Bloco que ele leu, mas sim o do Die Linke, o partido da esquerda alemão, onde diz que nem nesse está proposta a nacionalização da banca. Bastava ir ler o do Bloco, onde isso não está escrito.
Penso que esta é uma definição do centrão.