Quando ouço a palavra “BOLONHA”, gostaria de poder sacar prontamente o meu revólver


INGRES.

Recebi de alguns ex-alunos na Faculdade de Belas-Artes Univ. Lisboa o seguinte apelo que, neste como em muitos outros casos afins, têm 200% de razão!

NAS LICENCIATURAS ANTES DE BOLONHA

Urgente denunciar estas situações, por favor assinem e reencaminhem ao
máximo de pessoas!…

PETIÇÃO PARA REMEDIAR UMA INJUSTIÇA CONCURSAL

Para remediar uma injustiça que nunca devia ter existido…

As antigas licenciaturas de CINCO anos ou bacharéis de TRÊS anos estão
legal e actualmente integradas num patamar inferior relativamente aos
mestrados integrados pós-bolonha de CINCO anos e às licenciaturas
pós-bolonha de TRÊS anos (por exemplo quando se candidata a trabalhos
ou a bolsas de investigação ou concursos na função pública…)

NÃO TEM LÓGICA NENHUMA E É UMA INJUSTIÇA TOTAL.

Quem se sacrificou CINCO anos para tirar um curso tem ainda de
realizar mais um mestrado de DOIS anos (SETE ANOS NO TOTAL) para
chegar ao patamar dos pós-bolonha! Haja paciência ou justiça!

DEMORA DOIS MINUTOS E FAZ TODA A DIFERENÇA.

ASSINA, SUBMETE E DEPOIS REENCAMINHA PARA O MÁXIMO DE PESSOAS!!!

www.petitiononline.com/tratbol/

[fim de citação]

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11 respostas a Quando ouço a palavra “BOLONHA”, gostaria de poder sacar prontamente o meu revólver

  1. j diz:

    Até, eu, lhe dou razão. Veja lá!

    A minha filha licenciou-se com 21 anos antes do Bolonha (“do”, porque tive um professor que dava aulas de educação física de fato e gravata… e de sapatilhas) e agora, aos 26 anos, decidiu fazer o mestrado, cujo trabalho final vai defender o mês que vem . Ou seja, neste caso, cinco anos mais um e muito mais dinheiro gasto.

    O meu filho, que entrou com 17 anos, já no segundo ano do curso, é surpreendido com a decisão do curso ser adaptado a Bolonha. E como? Comprimindo o curso de cinco anos em apenas três! Entretanto, na escola onde estava, porque hoje, precisamente hoje, aí bem perto de si, foi matricular-se num outro curso para onde conseguiu mudança do curso onde estava, e com o qual estava desiludido, sobretudo graças à fraca qualidade dos docentes, ao fim de três anos, vai ser licenciado, neste caso “engenheiro”, em apenas três anos e fica em vantagem em relação à irmã, que teve que queimar bem mais as pestanas.

    Não faz sentido…!

    Mais há mais. É que o mais caricato, é que na anterior escola do meu filho, os que tinham o bacharelato antes de Bolonha lhes deram a equivalência à licenciatura já adaptado a Bolonha. E como? Pagando um ano de propinas sem prestar quaisquer provas académicas! Aliás, este assunto foi falado nos media e, ao que julgo saber, está ainda a ser objecto de inquérito.

    E toca a banda…

  2. miguel dias diz:

    concordo inteiramente e já assinei.
    um abraço, mestre!

  3. Sem estar a fazer a defesa da ‘bolognesa’ (com ou sem esparguete…) – pois também eu sou dos ‘infelizes’ que tiveram a triste sina de ter de fazer em x anos aquilo que os meus mais jovens e recentes colegas fazem em x-2 (sabe-se lá como…) – deixe que lhe diga que fosse esse o principal problema das universidades portuguesas e éramos todos bem mais felizes

  4. Que horror função pública, bolsas de investigação e parasitas, medíocres académicos, carreiristas. Que aborrecimento, sistemas de equivalência para naturezas diferentes nem o Parmenides, logo tu que és pela expressão descondicionada do gesto e evento, livre como ninguem.

  5. Coisinho diz:

    Quem me dera ser pré-Bolonha.
    Os empregadores procuram licenciados pré-Bolonha, que trazem com as licenciaturas antigas uma bagagem muito maior do que se leva com as actuais.
    Ou seja, acabei o curso com muito menos preparação e vi-me obrigado a frequentar um mestrado hiper-inflacionado. E no fim, os empregadores continuam a preferir os licenciados pré-Bolonha…

    Fuck Bolonha!

  6. em primeiro lugar poderás tentar descobrir quem organizou e adoptou o modelo dos mestrados integrados, e os doutoramentos em multitude, de seguida vais ás secretarias das públicas e informas-te sobre os sistemas de “equivalência” e ou transição, comida de pelicano já mui regurgitada, o que está a dar agora é o Suplemento ao Diploma. Essa do patamar inferior é uma preocupação tua, não? Deixa lá isso dos concursos do funcionalismo medíocre académico e carreirista, que raio de artistas ex-alunos esses tão preocupados com as bolsas e carreiras de estado, isso é mais lá para os seviços sociais, a F.C.G. e a F.C.T. em vanguarda porque já toda a Europa sabe o que Bolonha é e para que serve.
    Após a pivatização da saúde e com os mesmos médicos, justiça e tal, segue a dos estudos graduados e pós graduados (descobre lá então onde está a ruptura). Vivam a osmose e a fusão.

  7. Não falta um “i”, não.

  8. Antonio Alonso Martinez diz:

    O que mais me choca são os estágios não remunerados de quem foi ali num instantinho licenciar-se em gestão para ser publicitário.

  9. grande sherpa, grande frete este que te foi encomendado! Pelas luminárias do avental, não? Uma vergonhaça, trapalhadas post semiológicas e desconstrucionistas, repara nos termos: ” mudança de paradigma “, “outro”, “sistema de créditos”, “opcional”, “circulação”, “aprendizagem activa”, “primado das competências”, mas os meus amores vão para o pos doc e a aprendizagem ao longo da vida, isto é: aprender até morrer.

  10. Erik diz:

    Como se não bastasse o que é dito no post, fiquei hoje a conhecer uma faceta ainda mais interessante neste processo de Bolonha:

    É que um estrangeiro que venha para Portugal, tendo estudado num curso onde a licenciatura também eram 5 anos e tendo interrompido os estudos no 4º ano… é… de facto (e conheço quem tenha recebido a notícia hoje) LICENCIADO e apenas lhe faltam 10 ou 20 créditos para ser mestre.
    Portanto, eu tenho de estudar mais dois anos para além dos cinco que andei a queimar pestana, mas um simples estudante finalista brasileiro é praticamente mestre em Portugal, com carta de curso de universidade pública.

    Até aqui era receber só o subsidio de desemprego para irem passear pela Europa.. agora está aberta a maior janela de todas.. fazer uns anitos lá e vir para ser SôDoutô.

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