Penitência, penitência, erros sem fim (e cuidado, que ninguém os repita mais)


GERHARD RICHTER. Kerze.

Quando ouvi Mário Soares, no deprimente comício do PS do Porto dizer de J. Sócrates que ele era aquilo que de mais valioso havia em Portugal, logo pensei: meu Deus, que fiz eu e muitos homens e mulheres de elevada verticalidade e sentido político (maiores do que a minha, claro), que fizemos todos em 1986 (eu tinha vinte anos, mas não tenho desculpa por isso) elegendo este senhor, em nome da esquerda contra um Freitas do Amaral representante da direita revanchista, como Soares apregoou.

Foi o meu único voto na família “p.socialista” e ainda não estou refeito. Não estou mesmo.

Que estupidez a nossa, a dos que votámos Soares contra a direita. Mas que direita? e Soares, de que “esquerda” é? O que é que ele representa senão a forma mais básica, pueril e ridícula de anticomunismo. Votámos nós em 1986 neste senhor, um homem sem nenhuma cultura política ou, pelo menos, sem nenhuma cultura socialista. Porquê? Porque demos esta oprtunidade a Soares? Porque permitimos que tivesse sido presidente da República? (NOTA: o meu candidato na 1ª volta, nesse célebre ano, foi Lurdes Pintasilgo – deixámo-nos todos enganar e agora é isto: temos diante de nós, em J Sócrates apoiado pelo mesmo Soares, o “homem mais valioso de Portugal”. Desenrasquemo-nos agora como pudermos.)


RICHTER. Drei Kerze. 1982.

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8 respostas a Penitência, penitência, erros sem fim (e cuidado, que ninguém os repita mais)

  1. Justiniano diz:

    Caríssimo Vidal!
    Excelente, magnífico!
    O acto de contrição, a mais profunda e extraordinária criação do espírito humano (Talvez a prova, provada, da existencia(transcendencia) da alma). Quando genuíno será, sem dúvida, a mais elevada revelação de “verdade”.
    Um grande bem haja para si!!

  2. Justiniano diz:

    Magnífico Vidal!!
    A sublime expiação da culpa, a nessidade da penitência e a reconciliação, sem dúvida a “graça” da boa vontade.

  3. Carlos Vidal diz:

    Sempre tive genuinamente esta secreta propensão, caro Justiniano. Sempre.

  4. Não te penitencieis, caro amigo.O que lá vai, lá vai. E olha que se não fosse o facto de ter menos quatro anos que tu, teria cometido o mesmo pecado.

  5. um stalinista não diria melhor, ora ora, o que o pai da pátria necessita é saber sair e deixar de fazer figuras tristes, confirma-nos enfim a teoria do eterno retorno, será que a alemanha continua a subsidiar?
    Deus nos livre!

  6. Espero pela conversão.
    Venham as indulgências.
    Cân. 992 Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida pelos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos.

    Cân. 993 A indulgência é parcial ou plenária, conforme liberta, em parte ou no todo, da pena temporal devida pelos pecados.

    Cân. 994 Qualquer fiel pode lucrar indulgências parciais ou plenárias para si mesmo ou aplicá- las aos defuntos como sufrágio.

    Cân. 995 § 1. Além da autoridade suprema da Igreja, só podem conceder indulgências aqueles a quem esse poder é reconhecido pelo direito ou concedido pelo Romano Pontífice.

    § 2. Nenhuma autoridade inferior ao Romano Pontífice pode conferir a outros o poder de conceder indulgências, a não ser que isso lhe tenha sido expressamente concedido pela Sé Apostólica.

    Cân. 996 § 1. Para que alguém seja capaz de lucrar indulgências, deve ser batizado, não estar excomungado e encontrar-se em estado de graça, pelo menos no fim das
    obras prescritas.

    § 2. Para que a pessoa capaz lucre de fato as indulgências, deve ter pelo menos a intenção de as adquirir, e deve cumprir os atos prescritos no tempo estabelecido e no modo devido, segundo o teor da concessão.

    Cân. 997 Quanto à concessão e uso das indulgências, observem-se ainda as outras prescrições contidas em leis especiais da Igreja.

  7. Justiniano diz:

    Viva miguel dias!!
    Tivesses tu, também, a tormenta do pecado e procurarias, também, o martírio e a penitencia, de bem aventurança, expiação e redenção.

    Bem sei, Vidal, e por isso o bem haja!!

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