Parece que os problemas da economia e da crise são as nacionalizações do PC e do BE

Lendo a notícia interessada do Expresso ficamos a saber que nacionalizar uma indústria significa comprar a totalidade das suas acções aos preços de mercado. E confirmamos o que já desconfiávamos: as privatizações foram feitas por tuta e meia, comparados com os mais de 50 mil milhões de euros que o Expresso garante, numa leitura criativa do programa do BE, que vão custar as nacionalizações… das empresas energéticas que o BE propõe… das muitas mais que o Expresso diz que o BE propõe, enfim, uma confusão. Certinho é que há governos muito amigos de determinados empresários…. Parabéns à campanha do engenheiro Sócrates: o Público e a TVI calados e tantas notícias tão convenientes sobre o PSD, o BE e Cavaco nos media. A felicidade é feita de pequenas coincidências. O que safa o PP é que é preciso para diminuir os votos do PSD, caso contrário, eram só submarinos a florescerem nas páginas dos jornais. É o chamado milagre das rosas.

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TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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8 respostas a Parece que os problemas da economia e da crise são as nacionalizações do PC e do BE

  1. portela menos 1 diz:

    só falta por os nomes aos bois: jornalismo de sarjeta!

  2. Concordo com o teor do post.
    De facto, os alvos a abater são agora o PSD e o Bloco, por parte de uma comunicação social que, voluntária ou involuntariamente, serve o governo de José Sócrates. Havia tb alvos no mundo dos media, a saber, a TVI e o Público, mas ao que parece foram neutralizados (vide o caso das escutas à Presidência da República, no que respeita ao Público).
    Há que reconhecer que, ao longo destes quatros anos, José Sócrates montou um formidável aparelho de propaganda/comunicação.

  3. jcd diz:

    Claro que tem que comprar todas as acções a preço de mercado. Isto ainda é um estado de direito. O que é que pretende? Comprar 51%? Pensa que pode escolher, compro só a este e não compro aquele?

    Quem compra 51% é obrigado a comprar 100.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Não estás a perceber.
    Quando a empresa é do Estado, não vale nada e só dá prejuízo. Tem de ser vendida! Quando é de um privado, e às vezes gerida pelos mesmos que a venderam, torna-se lucrativa e rentável.

  5. ordinário diz:

    É por isso que os media propriedade dos privados garante o plu-plulalismo(falando à moda da Dª Manela q fez um ótimo negócio com o chamuças).

  6. Nuno Ramos de Almeida diz:

    JCD,
    Você confunde uma nacionalização com uma OPA. Não é a mesma coisa. Sobretudo, não é justificável que quando o Estado alienou o património construido pelos impostos de todos a determinados privados tenha recebido muito abaixo do preço de mercado, e se agora quiser recuperar um bem público tenha que pagar várias vezes esse valor. Não conheço nenhuma nacionalização que tenha pago o valor das acções, nem sequer a desastrosa nacionalização do BPN…

  7. jcd diz:

    Claro que tem que haver uma OPA – estamos a falar de empresas cotadas, não estamos? Em Portugal ainda há leis, que eu saiba.

    O que está a sugerir é um roubo aos detentores das acções das empresas – o que, diga-se, nem sequer me admira – destruir propriedade privada sempre foi uma algo que radicais de esquerda sabem fazer muito bem.

  8. r diz:

    JCD como Nuno Melo vociferam provocações contra o BE, a CDU e as nacionalizações em registo pré-histórico. Bem podem considerar a privatização da REN como destruição de propriedade privada mas não conseguem esconder a realidade de bens públicos geridos por empresas monopolistas, sem concorrência, que só servem para encher os bolsos de administratdores rosados ou alaranjados.
    Realmente a direira conservadora ou neo-liberal é um fóssil, regressaram a tempos pré-Marx, regrediram na história ao século XIX.

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