Coligações pós-eleitorais

Já que tantas forças políticas vão a jogo, avant la lettre, parecia-me relevante ouvi-las sobre o que estão dispostas a abdicar. Seria interessantíssimo perceber o que Sócrates estaria na disposição de ceder ao BE.

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3 respostas a Coligações pós-eleitorais

  1. antónimo diz:

    A questão é importante, no entanto não vislumbro um real esforço da CDU (Vitor Dias rema sozinho contra a maré) para pôr em evidência que as convergências – veja-se os congressos da esquerda, os malabarismos do Alegre, os esgotamentos das negociações entre António Costa e o PCP (negociações que nunca, diz o Avante, terão existido apesar do que diz Costa)- que têm surgido têm sido sempre exclusoras do PCP.

    Veja-se também São José Almeida a escrever em chamada de primeira página que Jerónimo tinha sido cristalino ao recusar alianças com o PS, quando eu tinha ouvido as declarações em bruto na televisão e ouvira precisamente o contrário. Mente a jornalista ou tem problemas de alfabetização? Na realidade, até podia ter perguntado a Jerónimo o que é que era preciso para haver coligações, e se calhar encalacrar o secretário-geral, mas não o fez.

    Ainda há dias ouvi um comentador na Antena Aberta da RTP N, sobre o papel da CDU, vincar que “bem podia Jerónimo dizer que o BE não era concorrente, pq era mesmo.” Bastava o gajo (um professor universitário de ar rude cujo nome esqueci) ter ouvido os excertos de entrevistas que tinham passado antes para se ouvir o dirigente comunista vincar de forma clara que “o bloco não é um adversário, quando muito é um partido concorrente”. Claro que mudei de canal, se o comentador parte de um pressuposto errado, recuso-me a acompanhar o resto do raciocínio. A isso chama-se falácia e já nos chega o serôdio pacheco da marmeleira.

  2. Maurício Latham diz:

    Este post foi alterado, não foi? Porque é que a captura do poder há-de ser um “péssimo sinal”?

  3. Ó Sr. Antónimo! Serôdio o Pacheco da Marmeleira, o meu gordo e abastado pagem? Que descaramento!

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