Derrida, Foucault, Nietzsche, Heidegger, Badiou, Zizek, Rancière, todos convocados pela enciclopédica sabedoria do João Galamba, movendo-se imparavelmente contra um Marx tido por ultrapassado. O name dropping do Galamba é impressionante e é um progresso em relação aos episódios dos filhos-da-puta. Mas, para um ignorante como eu, a resposta torna-se complicada – o Nuno que se desunhe. Não será fácil. Antes de mais, o Nuno terá que decidir a que Galamba é que vai responder: se ao que faz uso de Focault e companhia contra Marx, se ao que faz uso de Marx contra Foucault e companhia. Se ao Galamba que, no seu primeiro discurso do filho-da-puta, escrevia: “Este é um caminho escolhido por alguns (felizmente poucos) que se dizem de esquerda, que substituíram Marx por interpretações juvenis de Nietzsche, Foucault e companhia”. Se ao que agora escreve: “Por alguma razão, autores como Derrida e Foucault viraram-se para filósofos como Nietzsche e Heidegger. A razão é simples: as coordenadas revolucionárias definidas por Marx perderam actualidade”.




A propósito de name dropping, neste post o JG recomendou à malta a leitura de “O idealismo alemão” (sim, é isso que estão a pensar, mas ele entretanto já corrigiu, cortesia de um comentador). As coordenadas revolucionárias definidas por Marx perderam actualidade, diz ele.
depois de ler o João Galamba, o NRA, os comentadores e uma vez que já nem o AF recomenda leituras para entendidos e para curiosos; fazendo uso do tal do “name dropping” gostava de perguntar porque é que, depois da recomendação da ‘ideologia alemã’, ainda ninguém falou dos “Grundrisse” ou pelo menos do prefácio do Hobsbawm em “Karl Marx’s Grundrisse. Foundations of the Critique of Political Economy 150 Years Later”
Provavelmente porque não faria sentido mas eu como estou apenas a ‘name droppingar’ não o sei!
Estes blogs já não são o que eram… Já ninguém se explica!
– Obrigada AF, foi sua a recomendação de obras que “have become part of the mental furniture of educated Englishmen”.