Do provincianismo

“Portugal não é um província de Espanha”, Manuela Ferreira Leite.

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11 respostas a Do provincianismo

  1. Carlos Vidal diz:

    Exactamente, Bruno, provincianismo.
    Foi o que escrevi no post em baixo de título “Sub-gente”, “rivalidade provinciana”, provincianismo.
    Mas pior foi o comentário SIMplex: um político europeu não pode dizer estas coisas que Ferreira Leite disse. Ora, isto significa que se fora amarelo ou africano, pode. Não é?
    E aqui temos uma gradação interessante: provincianismo e racismo (o último disfarçado de cosmopolitismo).
    E temos aqui trabalho: conduzirá o provincianismo ao racismo? Ou não? Como lidar com a frase de Ferreira Leite e como lidar com a de L. Moura no SIMplex?

  2. Bruno Sena Martins diz:

    Carlos, concordo, duas óbvias conotações na ideia no “Um político, de um país Europeu, que faça um comentário sobre o país vizinho”: 1- a arrogância civilizacional, o progresso do conhecimento e dos valores no Europeu supostamente impede-nos de nacionalismos bacocos; 2- Nós e o resto, não é lícito que se amesquinhe um país irmão na construção europeia mas não seria tão grave se nos demarcássemos, por exemplo, de Marrocos. É um ensaio geral para o europeísmo como a nova forma de nacionalismo bacoco.

  3. Maria diz:

    mas qual empate qual o quê-não existe empate quando um dos dois não passa de ignorante encartado.

    Ferreira leite demonstrou ser pessoa de muito duvidosa qualidade.
    http://apombalivre.blogspot.com/2009/09/mas-qual-empate-qual-o-que-nao-existe.html

  4. Maria diz:

    Aquele debate mostrou bem o tipo de pessoa que está a dirigir o Psd.

  5. Aires da Costa diz:

    Ao Carlos Vidal e ao Bruno Martins:

    Interessante era saber a vossa opinião sobre a questão de fundo: Se a tomada de decisões em Madrid sobre a comunicação social portuguesa e ou a manifestação de espanhóis a favor ou contra possíveis decisões de um possível futuro governo português contribui para a transformação de “Portugal numa província de Espanha”

  6. Pedro Bala diz:

    A MFL e o PSD estão implicados na submissão económica e, naturalmente, política aos interesses espanhóis. Lembro-me bem do melhor amigo de Dias Loureiro, Aznar, e das negociatas conjuntas. Ou seja, a burguesia portuguesa, seja ela representada pelo PS ou pelo PSD, ajustam-se pela mesma bitola de submissão aos interesses das multinacionais estrangeiras, com destaque para as espanholas.

    A integração europeia e a UE tem a ver com muita coisa mas não com democracia. Basta ver as sucessivas tentativas de imposição do Tratado Constitucional. A imposição de quotas de produção e a destruição do aparelho produtivo nacional em nome das grandes potências.

    O Estado espanhol não só não é um Estado irmão como oprime muitos dos povos que ali habitam com uma noção muito particular de democracia que inclui a prisão política, o delito de consciência, a tortura e o assassinato. A diferença entre nacionalismo bacoco – que devemos condenar – e o patriotismo – que devemos defender – está, por exemplo, na diferença entre quem defende Durão Barroso para presidente da UE só porque é português e entre quem defende os interesses da classe trabalhadora portuguesa, sempre no espírito do internacionalismo proletário.

  7. Diogo diz:

    Mas é uma província das farmacêuticas:

    Jornal Nacional da TVI (7 de Setembro de 2009) – o embuste da Gripe A e os biliões ganhos pelas farmacêuticas com o medicamento Tamiflu

    Jornalista da TVI: Um dos homens que mais tem lidado com a Gripe A em Portugal é o Director do Serviço de Doenças Infecciosas do Hospital Curry Cabral. Fernando Maltês afirma que a Gripe A vai matar menos gente do que uma simples gripe sazonal (gripe comum), que é mais inofensiva e trata-se, na maioria dos casos, com antipiréticos. O Director Geral de Saúde Espanhol é da mesma opinião.

    Director Geral de Saúde Espanhol: Se morrem muitas pessoas em Espanha por contaminação atmosférica, ninguém presta atenção. Ou se morrem tantas pessoas por fumar, ninguém lhes presta atenção. Mas se, pelo contrário, morrem duas pessoas com gripe, presta-se muita atenção. É lógico, eu entendo, mas pouco a pouco a sociedade tem que amadurecer e dedicar o tempo que cada problema requer em função da sua gravidade.

    Dr. Fernando Maltês: O Tamiflu, desde o princípio desta pandemia, tem sido encarado pela população como uma espécie de fármaco milagroso, o que não é verdade. E no que diz respeito à eficácia, concretamente no vírus da gripe, é uma eficácia que está, digamos, mal documentada. Se houver um conjunto de factores que digam – vale a pena administrar o fármaco – o médico administra, caso contrário, balançando os efeitos benéficos com os potenciais riscos, é preferível não administrar.

    Jornalista da TVI: Já lá vão quatro meses desde que foi confirmado o primeiro caso de Gripe A em Portugal e, até agora, não há qualquer morto a registar. Em média, por ano, morrem em Portugal mais de mil e quinhentas pessoas de gripe, sem aberturas de telejornais e sem a Ministra da Saúde todos os dias nas televisões.

    A verdade é que o mundo está preocupado com a Gripe A e já há empresas a ganhar milhões à custa do H1N1 (vírus da Gripe A) . A farmacêutica Roche, por exemplo, cujas vendas do seu Tamiflu caíram quase 70% quando o mundo percebeu que já não havia perigo de uma Gripe Aviária, vê agora as vendas desse mesmo medicamento dispararem em mais de 200%.

    Ajuda importante também para a Glaxo Smith Kline, o laboratório britânico a quem Portugal já encomendou seis milhões de doses da vacina contra a Gripe A, a 8 euros cada uma (48 milhões de euros) , teve um ano difícil do ponto de vista financeiro. Eis senão quando, surge o tal vírus, H1N1, que deverá render, só ao laboratório britânico, cerca de dois mil milhões de euros, tendo em conta que as encomendas estão quase a atingir as trezentas milhões de doses.

    <a href="http://citadino.blogspot.com/2009/09/jornal-nacional-da-tvi-o-embuste-da.html”>VÍDEO da notícia na TVI

  8. Asdrubal de La Palisse diz:

    Ai não? Então o que é?

  9. Bruno Sena Martins diz:

    Aires da Costa, a frase de Ferreira Leite tinha outro contexto que não as manigâncias da Prisa ou os favores entre partidos afins dos dois lados da fronteira. O poder económico e o poder político devem ser travados nas suas tentativas de viciarem o jogo democrático, mas nada disto justifica o nacionalismo bacoco a que MFL procurou apelar.

  10. Da-se diz:

    “Portugal não é uma província de Espanha”.
    E é?

  11. la roja diz:

    qualquer espanhol diria que os interesses de España estão primeiro . e se dissesse o contrário era logo excomungado , ok?
    o que é o ego? é o espanholito que vive dentro de ti. nunca ouviram esta? é verdade : españa es la mejor , mesmo quando está na merda . os copos , a rua da aldeia e o salero ninguém nos tira.

    A senhora não disse nada de mais ao dizer que primeiro estão os interesses tugas , e se eu não me ofendo , não percebo porque vos ofendeis. é o lógico.

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