Novilíngua

Guerra é paz,
Liberdade é escravidão,
Ignorância é força.

Continua a triste história do comentarismo na televisão portuguesa. Aparecem cinzentos a replicar as mesmas ideias. Podem explicar-se durante o tempo que os candidatos não têm e, do alto do seu poleiro, não se inibem em ridicularizar tudo o que está à esquerda. Politicamente vagueiam pelo PS, PSD e CDS, mas o acordo de cavalheiros permite-lhes juntar esforços e apontar baterias para a CDU e BE. Jerónimo de Sousa e Francisco Louçã, para comentarista, perdem todos os debates – até entre os dois conseguem perder. Na sua pequena concepção do mundo os dois líderes políticos de esquerda que se apresentam a eleições são ridículos e provocam um asco universal.
Num ano em que um banco foi nacionalizado, em que o desemprego atingiu níveis recorde em que o país viveu em ingovernância absoluta (a governância só existiu para a Mota Engil, JSáCoutos, comentadores políticos…), os comentaristas recusam-se a fazer um qualquer comentário político sobre uma política estruturada de nacionalizações, sobre a reactivação do aparelho produtivo através da utilização da terra por quem a trabalha ou sobre uma efectiva taxação dos lucros astronómicos de alguns sectores da economia.

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3 respostas a Novilíngua

  1. Comentadores?
    Não, agora chama-se politologos. Penso que serão especialistas em poliedros.

  2. Bg@gmail.com diz:

    Exactamente. Não vale nada este comentário, mas, pronto acgo mesmo assim! Bom dia.

  3. i.tavares diz:

    Existem os “politólogos”,que pelos vistos não estão em vias de extinção.Mas não podemos ignorar,uma nova deriva,que são os PCPólogos,espécime que continua cada vez mais a ter colocação garantida em toda a comunicação social.

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