Creepy


Via Câmara de Comuns.

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5 respostas a Creepy

  1. Carlos Vidal diz:

    Caro Bruno,
    repara que a partir de Platão eu defendi o conceito de “verdade” e não a “política da verdade” (na caixa de comentários explico melhor).

  2. Bruno Sena Martins diz:

    Caro Carlos, li o que escreveste e não podia concordar mais com a distinção que estabeleces. Sendo certo que se pode estar na política com um maior ou menor compromisso ético com a verdade, igualmente claro é que a política é, desde sempre, uma luta por aquilo que em determinado contexto sócio-histórico é tido como verdadeiro.

    Uma política de verdade é, pois, uma redundância, primeiro, e, depois, uma ostentação pública inconciliável com as tensas políticas do cuidado do eu em que os gregos a colocavam. É a intimidade dos princípios e das lutas interiores que o político leva para a arena pública a fim de a melhorar: o mais alto compromisso com a a verdade deve ser, paradoxalmente, um segredo bem guardado. A verdade é, quando muito, a política do segredo, o laborioso processo na íntima construção de um eu estético, o cuidado de si.

  3. M. Abrantes diz:

    O problema do Botas não está no discurso. O problema é que, ao contrário do que vem no texto, o antigo regime nunca disse claramente ao povo qual a situação do país, nem levou à prática políticas de simples bom-senso, nem tão-pouco executou uma política de administração clara e simples.

    Deve notar-se que a partilha com Salazar da língua portuguesa não faz de ninguém salazarista. Bem mais incomodativo e dado a eventuais arrepios, é achar-se que a Coreia do Norte, afinal, até talvez seja uma democracia, ou ser-se tomado por acentuada crispação quando se ouve falar de Ieltsin ou da queda do muro.

  4. Daniel Marques diz:

    Caro Bruno,
    Mas ha algo que se diga no texto que se discorde? A verdade nao é melhor do que a mentira? Nao é bom que as pessoas saibam a real situacao do país? Ha alguma pessoa de bom senso que recomende a alguem que gaste o que nao tem? É por ser Salazar? Nao me diga que é daqueles que diz que fumar é bom porque o Hitler nao fumava.

  5. JCosta diz:

    Por estas e por outras é que Salazar é admirado pelo povo português, apesar de todo o esforço dos poderes instalados e dos comunistas mais raivosos para denegrir a sua imagem.

    Salazar foi o maior, o mais honesto e o melhor homem de Estado português da modernidade.

    Não censurem, não sejam socretino-chavistas.

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