Porque mataram o nosso morto?

O PS tornou-se e mostrou ser inequivocamente nestes últimos quatro dias o maior defensor da liberdade de imprensa e de expressão em geral, defendendo como nenhum outro partido o Jornal Nacional da TVI, apresentado por Manuela Moura Guedes. Porque, embora um espaço muito crítico para com o partido, com investigações que o incomodavam sobremaneira (sobretudo ao seu secretário-geral, que honradamente se sentiu vítima de “caça ao homem”) , apesar disso o partido mostrou e mostra cada vez mais que é o garante das liberdades, exigindo à administração da TVI, à Media Capital (e não sei se à espanhola PRISA) explicações. Apesar de, como seria de esperar, Mário Soares e o “Diário de Notícias” (mais um tal Baldaia da TSF que exige um “jornalismo com responsabilidade” e nunca o de Moura Guedes), apesar de todos eles acharem que o que se passou foi um “assunto de empresa” (e disso parece Soares saber mais do que ninguém – sempre bem informado e arguto), o PS não desarma e quer explicações sobre o sucedido, porque é um espaço de liberdade que se perde, ainda que de “cor” contrária – e a luta pela liberdade é isso: a luta para que os nossos inimigos se expressem sem filtros, que não os da responsabilidade (nas palavras do sábio Baldaia). O PS exige, como nós e mais do que nós, a reposição do Jornal Nacional da TVI – é, aliás, o tema da Convenção de hoje.

Nesse sentido, na dita Convenção da coisa, lá veio Jorge Lacão, claro, um paradigma de inteligência a todos os títulos e política muito em particular, dizer e muito bem: “nós somos democratas [ninguém nunca duvidou], nós somos tolerantes [claro, exceptuando Jorge Coelho que quer bater em quem se mete com o PS, numa fraseologia que irradia carinho e simpatia!], mas não somos parvos [e eu a julgar que eram, mas não são!].”

Não, não há parvos no PS, por isso o partido hoje está atento e quer saber quem matou o morto deles, o que ele queria, e só ele, matar; por isso na Convenção da coisa ainda se irá ouvir: afinal, quem matou o nosso morto?, porque, no fundo, só nós, que não somos parvos, temos o direito de matar o nosso morto, os nossos mortos. E a raiva do partido onde não há parvos é esta: alguém se antecipou ao trabalhinho, e isso É INADMISSÍVEL!! INADMISSÍVEL!!

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1 Response to Porque mataram o nosso morto?

  1. Complexo. Mas falando de mortos, este jornal nacional não sobreviveria ao 27 de Setembro. Existe quem goste de sair de cena derrubando o cenário!

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