The beautiful people

A blogosfera é um sítio com gente muito elegante. Tendo em conta o número de posts e comentários sobre o caso do Jornal Nacional da TVI que não se esquece de dizer que o programa de Manuela Moura Guedes era “péssimo” (como se o eventual facto de ele ser “péssimo” pudesse ser uma circunstância atenuante para ser escovado a três semanas das eleições), e tendo também em conta que o dito Jornal Nacional era, de longe, o telejornal mais visto do país, uma de duas: ou os bloggers e comentadores mais críticos faziam o imenso sacrifício de assistir ao Jornal de MMG por alguma espécie de prazer perverso de se misturar com as massas, ou pertenciam à metade da população que não via o Jornal, e a essa hora lia livros sofisticados enquanto ouvia música de difícil entendimento: por outras palavras, eles seriam “the other half” (e, claro, é mesmo assim que eu os imagino).

PS: Publicado também aqui.

Sobre António Figueira

SEXTA | António Figueira
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20 respostas a The beautiful people

  1. órélio diz:

    uma pergunta simples e directa: gostavas do telejornal da TVI?

    (agradece-se resposta sem subterfúgios)

  2. António Figueira diz:

    Orélio,
    Não me trato por tu com pessoas que não conheço (I also belong to the other half).
    AF

  3. Augusto diz:

    Eu desisti de ver o jornal da TVI á sexta-Feira por falta de pachorra para aturar a MMG e o Vasco Pulido Valente.

    Reconheço é que durante o resto da semana o Telejornal da TVI, é o mais plural de todos os telejornais, dando noticias das actividade e posições dos vários partidos politicos.

    O formato tabloide, o peso dos escândalos, era uma forma de atrair clientela, mas será isto jornalismo….

    Certamente o Tony Carreira tem muito mais audiência, que um José Mario Branco ou um Sérgio Godinho, mas isso quer dizer que o seu trabalho do Carreira é superior ou mesmo comparável aos dos outros dois cantores?

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  5. Carlos Vidal diz:

    Eu até sei mais ou menos o nível daquela malta que não se misturava com a massa pobre e sem pão desejando circo.
    Ora, liam coisas como o clássico de Georg Cantor, “Contributos para a Fundação da Teoria dos Números Transfinitos”. E daí para cima (nunca para baixo).

  6. órélio diz:

    sem surpresas, deu-me (senhor doutor, por quem é excelentissimo, é o dantas, com certeza… ai tanto Eça e m… que por aí vai…tanto Ramão Ortigalho, e etc) uma não resposta.

    e eu tenho a certeza que seu doutor excelentíssimo, amador de literatura francesa e da joie de vivre (Aujourd’hui maman est mort.) nunca ficou mais do que 5 (5!!!) minutos à frente do jornal da Boca Guedes.

    Ora diga lá à plebe, seu doutor excelentíssimo, se não é verdade???

  7. António Figueira diz:

    Maman est mortE – bolas, Orélio, não sou seu pai!

  8. jmir diz:

    Se vc tem só comentaristas do calibre deste Orélio bem pode deitar as pérolas aos porcos

  9. silvestre diz:

    Eu via o Jornal Nacional de sexta porque achava cómico. Certas coisas dão-me vontade de rir e por isso gostava. Via nessa perspectiva cómica. Por outro lado acho o populismo perigoso e o tipo de jornalismo feito não era dos melhores (não dizendo com isto, que os outros jornais com excepção do canal :2 sejam grande coisa).

    Parece-me que o aproveitamento político de parte a parte está a ser lamentável. Mais uma manobra de distracção em tempo de eleições, todos os partidos podem, com isto, falar de cabalas (palavra que adoram) e quem “se lixa” é o cidadão porque não se discutem ideias e propostas, apenas cabalas e conspirações.

  10. Nunca vi o telejornal da TVI. Se calhar era péssimo. Se calhar não era. Mas também não vem para o caso, pois não?

  11. MJP diz:

    Escandalizo-me quando leio justificações baseadas no gosto pessoal para um atentado à liberdade de expressão.
    Somos todos os enfatoadozecos que não ultrapassamos a dimensão do nosso umbigo.

  12. Esloveno diz:

    Excelente post. Touché. O que acontece é que a blogosfera é uma gigantesca caixa de ressonância de meia dúzia de soundbites, e raramente produz opinião nova. E falo só da ‘alta’ blogosfera.

    Neste caso, convencionou-se dizer que MMG é uma má jornalista. Foi um soundbite que pegou. Só que independentemente do estilo daquele telejornal (refiro-me ao tom jocoso muitas vezes utilizado), gostava de ver alguém apontar sem tretas alguma violação deontológica, ou alguma vez que a MMG tenha sido levada a tribunal nesta fase do Freeport e que se tenha comprovado que era um aldrabona.

    Uma vez que isso não aconteceu, eu recuso considerar que o Jornal de Sexta fosse um mau telejornal. Ou o DVD era uma montagem? Pois, não era. E foi esse telejornal que foi suspenso semanas antes das eleições. E tá tudo demasiado calminho a assistir a este escândalo, com medo de ser tomado como um fã da MMG, deus me livre.

  13. costa e cruz diz:

    meus senhores eu não ouço o senhor antónio carreira e sei que é mau. eu não leio o tareco e sei que é mau. basta-me os pequenos excertos. a mediocridade é como o azeite, vem logo ao cimo. Assim, não via e menos prestava atenção à péssima MMG, mas, era quase impossível não ter que a suportar ainda que involuntariamente em muitas casas de restauração onde sacio a gula. Assim não via, mas sei classificar o seu trabalho, para mim claro, apenas para mim.

  14. Concordo absolutamente com o post e com o comentário do “Esloveno”. É moda dizer-se mal de MMG. E quem a defende é olhado de lado. Aliás, toda a “beautiful people” tem um preconceito contra a TVI e isso já não é novidade. Ou porque é a estação das novelas, ou das tardes da Júlia ou dos reality shows. Mas a verdade, e suspeito que isto irrite bastante as pessoas de que se fala no texto, é que a TVI é a estação mais vista em Portugal. Seja porque razão for. E o telejornal das sextas era o mais visto. Ou seja há aqui uma contradição enorme. Toda a gente diz mal, mas toda a gente o vê.

  15. joao L diz:

    toma lá um abraço… era mesmo só isso.
    nenhum cometário.
    acho que te posso tratar por tu.

  16. António Figueira diz:

    João Francisco, Coelho da Rocha, Manuel da Maia e Pedro Nunes?
    Abraço grande também para ti!

  17. Pois… é como o festival da eurovisão. Toda a gente o acha péssimo, piroso e ultrapassado, embora saibam quem ganhou, quem ficou em quinto lugar e com quem é casada a miúda que dançava como figurante na décima sétima canção, a da Transváquia Subcarpática.

  18. Pingback: wazzup » Blog Archive » A golpada (parte II)

  19. LM@yahoo.com diz:

    péssimo, péssimo!… pertenço também aos que conheceram as fabulosas aulas do MVA Prometiam outra análise, outra LEITURA aqui pelas políticas… mas, enfim, parece que ficou tudo noutro lado[péssimo; jornal…]

  20. Bg@gmail.com diz:

    …e no meio disto tudo, debates mansos – acordos (prE)feitos ou açaime posto?… – joana amaral em confissão – como vai a Festa que não há como ESSA?

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