O bicharoco e a sua colecção de merda

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Pedro Rolo Duarte escreveu um post inqualificável a propósito de Santana Lopes, apontando-lhe pecados como a diversão nocturna e o financiamento de “experiências” de uma actriz brasileira que rumores ligaram então ao fruste político laranja. Coisa bonita, elegante e elevada, portanto. Como dei pela coisa, lá me vi denunciado, graças aos bons ofícios da irmã do dito cujo, pelo crime horrendo de acumular uns largos quilos a mais. A finura de argumentos parece bem alojada no ADN desta malta.
Agora, o rapaz recorreu ao Google para descobrir que nada nunca nesta vida cometi que se compare à sua gloriosa carreira de fabricante de bocejos televisivos, radiofónicos e em forma de letra. Confesso: sou um anão ao lado da grandeza de um dos paradigmas daquela figura tipicamente lusa: o medíocre em bicos de pés. Azar o meu. E azar dele, que não deu, nas vielas do Google, com esta minha fundação, com a minha carreira militar ou com minudências como livros, empresas ou o ensino universitário. Resigno-me; nada alguma vez fiz que se compare ao famoso Sozinho em casa ou, supremo feito, a presidir «à concepção e direcção do Boletim Municipal» de uma câmara. Ou talvez seja que não se pode acreditar em tudo o que se encontra no Google.

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