Da esquizofrenia que atingiu o PS

A tese que o PS procura defender, após alguns momentos de júbilo dos mais incautos, é que seria o primeiro prejudicado pelo cancelamento do Jornal de Sexta. Um pouco como se a evidente vontade de assassinar alguém se pudesse constituir num irrefutável álibi. Mas como já se percebeu, nos momentos de maior tensão, há falta de serenidade no Largo do Rato.
Não sei se o PS moveu influências secretas junto da Prisa, mas como é óbvio para todos os portugueses, os actuais dirigentes do partido socialista tudo fizeram para que aquele espaço noticioso terminasse.
Este exercício é absolutamente esquizofrénico.
Agora o que sempre me pareceu estranho é o timing para o seu cancelamento.
É certo que o Caso Freeport já estava na comunicação social sob a simpática forma, para o PS, que o processo de investigação estaria praticamente concluído. O próprio PGR manifestava-se de uma forma pouco ortodoxa dizendo já estar farto do Caso, como se tratasse de um problema de propriedade entre vizinhos ou de cocó de cão na via pública. A figura de Sócrates e do executivo de então aparecia cada vez mais distante de suspeitas.
A investigação da TVI, ainda que alegadamente não revelada na íntegra, introduz novos dados e, sobretudo, mais dúvidas sobre a intervenção de Sócrates no processo.
Seria interessante perceber quando terão sido enviadas as perguntas da TVI sobre a sua relação com o novo primo, momento em que o primeiro ministro se apercebe que algo está para sair.

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