Jerónimo – Louçã

Foi um debate histórico para a esquerda.
Não porque tenha havido grandes novidades, rasgos ou declarações políticas. O único dos debates em que nenhum dos seus participantes tem a mínima responsabilidade sobre o estado a que o país chegou, demonstrou dois líderes partidários capazes de dar a esperança que outras políticas são possíveis.
O debate entre Jerónimo e Louçã deu-se entre dois homens que se respeitam.
Jerónimo e Louçã, sabiamente, conseguiram evitar a lógica da disputa de eleitorado percebendo que a esquerda e o povo nada ganha com essa disputa.
Desiludiram-se os comentadores de discurso feito que se perfilavam nas televisões para os chavões do costume, não podendo atribuir vitórias porque nenhum dos concorrentes desembainhou a espada.
Ganharam o PCP e BE,  em responsabilidade, respeito do eleitorado e capacidade em transmitir capital de esperança.

Momento Alto Louçã: Em todo o debate Louçã demonstrou estar perfeitamente adaptado aos tempos de resposta. Começava por uma introdução que enquadrava o tema e a pergunta e terminava com o que queria dizer.

Momento Baixo Louçã
: Demasiada insistência em apontar o dedo a uma e outra pessoa.

Momento Alto Jerónimo:  Clareza na inegociabilidade dos princípios com que o PCP se apresenta ao eleitorado, relembrando o célebre “O PCP é como o algodão, não engana”.

Momento Baixo Jerónimo: Logo na primeira resposta não soube explicar a proposta de nacionalização da banca comercial. Parecia que não tinha feito o aquecimento. Entrou mal.

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