Um simplexe de espírito faz a pergunta que (não) fazia falta

«Estamos, ou não, a perder identidade nacional no desporto profissional contemporâneo?» Ainda a propósito de Liedson, uma avantesma vem falar de interesses económicos, como se isso tivesse sequer remotamente a ver com o caso deste jogador. Mistura clubes e selecções, apenas para provar que ainda não compreende o mundo globalizado em que vive, quer aprecie esse facto quer não. A criatura prefere procurar «traços nacionais» nas selecções, sem especificar se lhe interessam especialmente cores, alturas, pilosidades ou outros factores igualmente fascinantes e decisivos. «A questão Liedson não tem nada a ver com assuntos de naturalização ou de emigração. De todo. Tem a ver como entendemos hoje em dia as questões da nacionalidade desportiva.» Nacionalidade quê?? Mas de que profundezas saem estes amanuenses biliosos, sempre em bicos de pés, sempre a servir e defender amos de ocasião?

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10 respostas a Um simplexe de espírito faz a pergunta que (não) fazia falta

  1. Caro LR,

    É dificil responder à pergunta, mas reconheço que nos últimos tempos ela me visita diariamente (embora eu conjugue a dúvida com um linguajar mais vulgar, nunca me lembraria de lhes chamar “amanuenses biliosos”). Onde desencantam semelhantes figuras?

    RAF

  2. LAM diz:

    Luis Rainha, se põe a questão nesses termos, não entende nem nunca vai entender.

  3. António Figueira diz:

    Que cavalgadura!

  4. a várias categorias de portugueses : os de primeira só acessível aos nados e criados em solo pátrio, os de segunda seriam os palops, com excepção dos brasileiros claro, que são muitos e jogam todos à bola, e os de quarta reservada para todos os outros (ucras, monhés e chinocas e quejandos). A convocação para a selecção nacional estaria reservada apenas para os primeiros, e em circunstâncias muito especiais, os segundos poderiam aceder desde que provassem não terem participado em nenhum dos motins nos guetos da grande Lisboa.
    Há no entanto um pequeno equívoco na argumentação deste pessoal da pureza étnica: Liedson não quer ser português nem quer jogar na selecção. O que ele quis foi naturalizar-se europeu- o que apesar de tudo tem as suas vantagens. Se fosse só para ser português, era o naturalizas! Vai jogar na selecção porque foi convocado e parecia mal recusar.

  5. o meu comentário anterior começa com:
    O problema resovia-se com um regresso à Lei do Indigenato e o regresso ao sistema de….

  6. ezequiel diz:

    provavelmente diriam que n se trata de pureza etnica mas de autenticidade cultural ou coisa q o valha. como se as culturas fossem fenomenos ou processos fechados (podem ser, quando os arautos da “pertença comunitaria” fazem do aberto um fechado tenebroso…não é, não pertence…os guardas fronteiriços sempre me irritaram…)

    esta senhora ainda n percebeu q o “ser português” já se relativizou há muito…e pelos vistos n sabe que fomos nos, os portugueses, q relativizamos a coisa…n foi o liedson…fomos nos, brutamontes do libidinoso, que penetramos Africa e Brasil…tenhamos coragem de enfrentar a nossa preciosa herança histórica!!

    haja pachorra.

    que tontice.

    foi um caso de paixoneta fogosa à escala imperial. eh ehe he heeh:)

  7. Justiça lhes seja feita: este PS tem um património de intelectuais da parvoíce invejável.

  8. Justiniano diz:

    miguel dias, não tem grande relevancia mas o Brasil não é palop é cplp, como Timor, Butão e Cazaquistão…

  9. Tem razão Justiniano. Obrigado pelo reparo.

  10. Justiniano diz:

    Rainha.
    Estarás porventura, e novamente, a falar da Catraia que afinal é Rebelo mas que mais parece um pangaio.

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