rolos de duartes

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É fácil reconhecer alguns filhos da pátria que os pariu, o filho da mãe ou do ou da Rolo Duarte e olhem que eles aparentam ser mais que as mães. Quelle afronte! O meu mano é um gajo que antes descascava em público o subordinado calaceiro que passava a vida nisto dos blogues (a destilar esturro, presunção e vaidade) que ele nem sabia bem o que eram mas que davam cabo da produtividade nacional e do DNA e agora, mesmo depois da longa, soalheira, penosa e suada travessia do deserto – sim que ele é socialista mas parece laranja ou vice-versa ou o que está a dar na altura – até já tem poleiro na RTP e na Antena não sei quê onde fala dos blogues como se percebesse do manhoso assunto. Mas isso agora nada interessa, importa (ademais da facturação) é que o meu mano andou a meter-se com o Santana Lopes até o gajo aparecer e mandar o meu mano para a toca com a cauda entre as patitas, mas o que é mais um post filhodaputa no meio de tantos, o que interessa não são as alusões canalhas à Torloni ou à diversão nocturna o que interessa é que o tal Luis (sem acento, s’il vous plaît) Rainha «é dos que pagam dois bilhetes em aviões e cinemas nem vê-los». Olhem, como já vêem, que eu não sou como o fraternal poltrão que até agradece ao gajo as “audiências”, à boa maneira dos sem-espinha que dão as boas-vindas à bengalada porque até precisavam do galo para usar o novo stetson como deve ser. Mas certo é que o gajo, o tal Rainha, é grande e gordo e o resto já não me interessa, apesar de vos poder agora falar de excelentes e sápidas weisswursts xxl e mais qualquer coisita. Ó diabo. Eu cá achava que sabia onde esta prosa ia ter mas perdi-me logo ao primeiro apeadeiro, que isto do stream of consciousness é giro nas cenas que folheio na FNAC mas é mais lixado de imitar do que à primeira vista parece. E assim como assim estamos todos bem uns para os outros: ah que c’est bom, bon.

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11 respostas a rolos de duartes

  1. Para vigilante da língua portuguesa, só aponto aqui um errito:
    «não seu quê »… calculo que pretendia dizer «não SEI quê».

  2. Luis Rainha diz:

    Que quer, Marta, que quer? O stream of consciousness é técnica carregada de escolhos e baixios traiçoeiros. Mas estou a ensinar a missa à vigária; é só contar as calinadas que se infiltram a cada torrente que jorra da sua amantíssima prosa…

  3. Que prosa tão delicada. Eu não quero nada. Mas normalmente quando nos calha telhados de vidro, atirar pedras aos outros não é boa ideia.
    Mas friso, nada, nadinha mesmo.

  4. Luis Rainha diz:

    Já agora, obrigado pela simpática menção: “Agora com os acentos e assentos todos, para felicidade do Luís Rainha, ò pobre vigilante da verdadeira esquerda”. Mas palpita-me que a interjeição que procurava era “ó”. E quando escreveu “Ah, e mais uma coisita á rapaziada”, lá lhe escapou mais um acento maroto.

  5. Não, sabe, foi de propósito. Assim dou-lhe mais uns para apontar.
    Sabe, não o imaginava com tamanho ódio à minha pessoa, mas é a vida…

  6. Luis Rainha diz:

    Para quem quer “nadinha”, é bem insistente. Só lhe falta mesmo é descobrir a diferença entre gralhas e erros recidivos.

  7. Luis Rainha diz:

    Mas que “ódio”, caramba? Avaliei algo que escreveu como um profundo disparate. Agora, respondi a um reparo seu com outro. Chama-se a isto crítica; e, não sei se reparou, mas abunda na blogosfera.

  8. Lamento muito, mas dispara sempre para os mesmos lados. Força com a crítica, que é tida por tantos como um pequeno ódiozinho.

  9. Justiniano diz:

    Rainha, sua gralha penitente.
    Deixa-te lá de azucrinar a catraia e dá-lhe uma “Nova oportunidade”. Mais tarde, corrige, assim à laia de mestre escola, que alguma serventia hás de tu ter, e depois, se for caso e se te aprouver, ela dita e tu escreves.

  10. costa e cruz diz:

    o dito rolo é daqueles que era da UEC em 75 e logo que os ventos mudaram foi vê-lo passar a andar de samarra betinho entre os betos até que veio a moda do bairro alto…e …a moda de …e moda de…e parece-me, que assim permanecerá até ao último dos dias, todo feliz a proferir banalidades muito convicto das suas qualidades intelectuais. Não tarda nada escreve um Equador,

  11. j diz:

    Esta “Marta” é aquela do anúncio “fala a Marta”…?
    É que tenho a impressão que há para aí uma Marta que é deputada.

    De quem estão a falar!?
    Esclareça lá este estúpido… que ainda há dias fiz a mesma (parecida) pergunta.

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