Não esperem muito de mim (parte XVII)

Se passamos muito tempo  investidos em baixar as expectativas sobre o que vai acontecer o mais que conseguimos é lembrar as pessoas de que algo vai acontecer. Se há coisa a que as  expectativas não resistem é ao adiamento sucessivo de um evento (mesmo que esse evento se anuncie insignificante). A sedução  opera adiando aquilo que não promete. O Programa do PSD, aventado no limite uma mera página A4, fez-se esperar tanto tempo que, inadvertidamente, acabou por se tornar o documento mais aguardado da presente campanha eleitoral. É a pior coisa que o PSD podia ter feito a um texto que, valha a verdade, nunca se quis comprometer.

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2 respostas a Não esperem muito de mim (parte XVII)

  1. Ahahah isso é que é virar o bico ao prego.

  2. fernando diz:

    Parece que o efeito foi conseguido. O documento está a ser discutido até à exaustão. Não há dúvida é um documento lido por “quase” todos. A participação activa dos cidadãos na política começa por estas coisas tão “simples”

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