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A doutora Cândida Almeida tem se desdobrado em comunicados e notícias cirúrgicas para tentar fazer passar a ideia que a investigação do Freeport não vai investigar José Sócrates. Que a investigação do Freeeport já terminou e que não apurou nada. As suas prioridades estão invertidas, em vez de tutelar e dar força à investigação judicial, a sua maior preocupação parece ser de servir de assessora mirim do primeiro-ministro. Para os anais, vão ficar a sua condução muito original do processo do diploma do primeiro-ministro e as várias declarações que produziu sobre o caso Freeport. Infelizmente, para ela, a verdade é o que é. Ninguém acredita que a investigação esteja terminada: há testemunhas novas para ouvir, por exemplo o ministro Silva Pereira, e não passa pela cabeça de ninguém, com mais de dois neurónios, que anteriores arguidos e testemunhas não sejam novamente ouvidos para aclarar contradições. Isto sem falar que se os documentos vindos do Reino Unido tiverem dados novos, poderá haver mais gente para ouvir. Mas uma coisa é certa: até às eleições há gente que vai tentar sufocar a investigação num mar de conveniências.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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18 respostas a Mostrar serviço

  1. jaquim diz:

    Se calhar acontece o mesmo que a estes:
    http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1398088

    E o bastonário da Ordem dos Arquitectos, ainda anda de férias ou está demasiado ocupado a justificar ajustes directos?

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    Cândida Almeida não existe. A mulher que acusou publicamente o primo de Sócrates, em entrevista a Judite de Sousa, tem-se prestado a tudo mandando às malvas toda e qualquer tipo de investigação.
    De qualquer forma parece-me óbvio que nada irá acontecer até às eleições e que, muito do processo, ficará marcado pelo sentido de voto dos portugueses. Sinceramente, não acredito que, depois de vários anos de investigação haja a desfaçatez de produzir um arquivamento ou acusação a um mês das eleições.
    Esta “notícia” do DN é uma notícia política de agência de comunicação.

  3. Rita diz:

    Pouca vergonha é expressão benévola para tamnha desfaçatez. Esta gente não olha a meios. Confiemos no povo sábio.

  4. pedro diz:

    nuno como é qu sabe que po silva pereira vai ser chamado?

    pelo que diz a imprensa???

    e se o socrates for mesmo inocente?

    escreva antes um texto sobre as prisões de etarras em frança- a proposito do 5àsec

  5. francisco diz:

    Onde é que andaram os investigadores este tempo todo (6 anos?) para agora resolverem antes das eleições, às 3 pancadas, um processo que tem em vista APENAS e SÓ, dar a imagem da impunidade do primeiro ministro que se licenciou (?) a um domingo entre amigalhaços e também nada lhe aconteceu. Porque não investigam também até setembro as construções na Guarda, o seu diploma ao domingo e todo o envolvimento que teve, as falsificações do seu registo biográfico na assembleia da república, os offshores da compra da sua casa e da casa da mãe … etc, etc, etc, Não acham que é muita coisa? Não dá para desconfiar?
    Mas não … há que branquear o sótrocas.

  6. Pingback: Uma investigação exemplar… « O Insurgente

  7. Nuno Ramos de Almeida diz:

    Estes investigadores só têm o caso há um ano. É verdade que o caso esteve estranhamente esquecido, durante bastante tempo. O Silva Pereira tem de ser ouvido, pq a maior parte das pessoas que foram constituídas arguido dependem funcionalmente dele. Resta saber se o MP o ouve já, ou depois das eleições.

  8. Junu diz:

    Rita,
    acho que a melhor expressão a aplicar é “o povo é sereno”.

    Assim, de repente, já não me apetece confiar tanto.

  9. Da-se diz:

    “e se o socrates for mesmo inocente?”, pergunta pedro.

    “e se o pai natal existe mesmo?”, pergunto eu.

    Há cada cromo, da-se!

  10. Patricia diz:

    Não esteja preocupado porque quando a MFL for eleita e governar tenciona pagar á peça aos juízes e portanto depois a justiça segundo a opinião dela vai ser mais rápida que o TGV

  11. Pingback: Belas e oportunas fugas de informação |

  12. É, em resumo, a história de um não-suspeito que passou a não-arguido.

  13. ordinário diz:

    De facto,quanto mais altas as ‘figuras’ mais tenebrosos e torcidas são.
    Já não posso ouvir falar em juízes pela simples razão,que a politica é cada vez mais uma questão de justiça,logo de policia!E nada vejo, a não ser este desenrolar de ‘sangue novo’ na politica para q tudo continue na mesma!África,no seu melhor.América Latina idem,aspas aspas e os gajos a enriquecerem e o povo tolo a votar nos jagunços,pois atão!

  14. D.,H diz:

    Certeza há só uma: o limite físico da ZPE foi alterado para poder “encaixar” o Freeport.

    Com justiça mais célere ou mais lenta, com ou sem “Processo”, há coisas que não se compreendem. É espantosa a descontracção do ex-presidente do ICN, ao dizer que recebera um “adiantamento” pela colaboração futura com Smith&Pedro! Incompatibilidade zero, ética zero; chorudo só o valor do adiantamento para um trabalho de consultoria.

  15. Pingback: Presunção de inteligência at Aspirina B

  16. António Luis diz:

    Tratamento de favor??????????????

  17. BGil diz:

    Olhe que ele@s vão para o Brasil… transfiguram-se e, às vezes… o resultado não é nada mau. A China.. quem sabe…

  18. SM diz:

    e com documentos vindos do Reino Unido basta , no final um carimbo Maddie e está tudo lacrado. Para mais no caso Freeport

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