Abaixo as marquises que a varanda é do povo!


Imagem ionline em Escândalos da democracia: As obras na marquise de Cavaco Silva

Notícia do Público de hoje:
As marquises nas fachadas dos prédios são um dos alvos de uma campanha que arranca no mês que vem para sensibilizar a população para os aspectos estéticos do fenómeno. As caixas de ar condicionado e os estendais também vão estar na berlinda nesta iniciativa, que, apesar de ter o apoio do Ministério do Ambiente, partiu de um gestor privado.

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15 respostas a Abaixo as marquises que a varanda é do povo!

  1. Esloveno diz:

    Pois, é uma causa muito bonita e fashion, mas as marquises existem para ganhar espaço em casas minúsculas que os promotores da iniciativa jamais habitaram. E essa do “lá fora não se faz disto” é completamente falsa. Vão lá dar uma volta pelos subúrbios das vossas queridas Londres e Bruxelas a ver se não há marquises também. É feio, pois é, mas também é feio o preço por metro quadrado de uma casa em Portugal.

  2. Pascoal diz:

    Além disso a área da varanda faz parte da área da casa e contribui para a avaliação do IMI quer a varanda esteja fechada quer não.

  3. luis t. diz:

    O ministro do ambiente resolveu dar um arzinho da sua (des)graça.
    Um inútil que de vez em quando aparece para dizer asneiras…

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    “as marquises existem para ganhar espaço em casas minúsculas que os promotores da iniciativa jamais habitaram”
    Não creio, caro esloveno! Quem tem casas mais pequenas não tem tido dinheiro para as “aumentar” para a varanda. O fechar da varanda é/foi uma manifestação de algum dinheiro de sobra. Mas como diz, não é pelo exemplozinho estrangeiro que lá chegamos.
    Julgo que o problema é cultural na forma de habitar e da própria forma de apropriação da habitação.
    De qualquer forma gosto mais da preocupação deste movimento contra os ar-condicionados.

  5. Tiago Mota Saraiva diz:

    Pascoal, não percebo o que diz. Na descrição da Conservatória deverá vir varanda ou marquise, conforme for o caso. Não sei como é calculado o IMI e, pelo que tenho ouvido, não é uma coisa muito rigorosa.
    Recordo que o fecho de uma varanda é uma operação urbanística que implica uma alteração de fachada e que para legalização necessita de um licenciamento e autorização expressa do condomínio.

  6. Tiago Mota Saraiva diz:

    O “apoio do Ministério” não deve ser para levar a sério.

  7. sem abrigo diz:

    O que é giro nisto tudo é a suposta urbanidade da coisa, que vai-se a ver, põe a descoberto o verdadeiro atraso de Portugal, e a atitude essa sim provinciana de quem se acha cosmopolita:
    O insistir sempre e só em Lisboa, se calhar no Porto e, “eventualmente” no resto do país.

  8. Fadas do Lar, essas sacanas sem lei!

  9. luis t. diz:

    Parece que o próximo alvo são os estendais!
    Não há pachorra para tanta aleivosia!

  10. mir diz:

    E uma varanda aberta não é também (um) espaço?
    Pena é que os critérios de licenciamento sejam o que são, porque as marquises como conceito não têm nada de mau – e “no estrangeiro” há coisas lindas! -, a aplicação é que geralmente tem de mau o gosto e não há licenciamento que nos safe de tanto aquário.
    Portanto, em geral, há que pôr ordem nisto!:

    Abaixo as marquises que a varanda é do povo!

  11. antónimo diz:

    parola e despesista é querer pôr fim aos estendais, que podem pingar mas poupam energia ao evitar máquinas de lavar com secador. os senhores construtores que poupem no betão e construam os quarteirões em redor de pátios, como se vê nas avenidas novas lisboetas, o que permite ter áreas de serviço a dar para as traseiras

    adoro viver num país de imbecis apostados em continuar a desaproveitar a única energia realmente renovável que existe: a solar

  12. diz:

    As varandas, são, nas zonas urbanas uma diarreia da mente dos arquitectos. Tenho uma varanda que nunca usei (a não ser que tivesse um ataque de voyuerismo). As varandas em áreas densamente urbanizadas já não fazem sentido porque já ninguém “convive à varanda” .
    Assim no meu caso, tenho 7m2 de varanda perfeitamente inúteis.
    Mais do que a questão de gosto, é importante a racionalização de espaço, e as varandas deixaram de fazer sentido, porque simplesmente não são utilizadas.
    Assim o manifesto anti-marquise é acima e tudo a prova de que os arquitectos têm de ter uma nova postura quando se trata de criar espaços de perfeita inutilidade a 2.000€ o m2.
    E agora apóstolos do bom-gosto ataquem-me!

  13. sir stravaganz diz:

    Caro Zé,
    Respeito a visão de cada um, mas por favor, respeite o Zé quem acha que a varanda é um elemento de crucial bem estar. De certa forma, sorte a sua que não utiliza a varanda, porque existem inúmeras construções tipo paralelepípedo de onde as varandas foram varridas e outras que as tinham e foram fechadas.
    Mas respeite aqueles que gostam de poder estar em casa e desfrutar de um pouco de ar livre, mesmo que impuro ou menos de vista mais urbana.
    Cumprimentos.

  14. sir stravaganz diz:

    Caro Zé,
    Respeito a visão de cada um, mas por favor, respeite o Zé quem acha que a varanda é um elemento de crucial bem estar. De certa forma, sorte a sua que não utiliza a varanda, porque existem inúmeras construções tipo paralelepípedo de onde as varandas foram varridas e outras que as tinham e foram fechadas.
    Mas respeite aqueles que gostam de poder estar em casa e desfrutar de um pouco de ar livre, mesmo que impuro ou de vista mais urbana.
    Cumprimentos.

  15. licas diz:

    Pelas varandas, abaixo as marquises !!!!!!
    Porquê? Como diz Tiago M. Saraiva:
    Porque é uma ostentação *burguesa* (nos currais não as há . . .)
    Porque, até pelo nome (marquesa) fede a Monarquismo/Obscurantismo/Direitismo . . .

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