O relativismo conjugal

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Helena Matos, logo secundada pelos insurgentes, não larga uma espécie de argumento em desfavor da legalização do casamento entre nubentes do mesmo sexo: a situação dos polígamos. Pobre gente, esta: «todos mas todos os argumentos a favor do casamente entre homossexuais se lhes aplicam sendo que os polígamos vivem numa ilegalidade que não tem comparação com os problemas que se colocam aos casais homossexuais» (e as pobres poliândricas? ninguém as defenderá?).
Sem sequer discutir a poligamia em si, há um aspecto decisivo a lembrar: a homossexualidade não é um mero comportamento, nem uma opção, nem um estilo de vida que se adopta de forma volitiva. Quem opta por ter mais de uma cônjuge de cada vez está a exercer uma escolha (nem aos mórmones alguma vez foi imposto o casamento plural); não a obedecer a ditames inescapáveis da sua identidade. Tendo isto em vista, coarctar as opções legais de homossexuais e polígamos não é de todo equivalente.

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