Deixem o povo votar

É verdade que o acordo coligatório anunciado em Lisboa, não é mais do que a integração de pessoas que compunham os Cidadãos por Lisboa e uns amigos de José Sá Fernandes, nas listas do PS. A forma como, no site da candidatura de António Costa, são atribuídas siglas aos independentes que integram a sua lista é enganadora. Um grupo de cidadãos eleitores pode organizar-se para concorrer a uma eleição mas não coligar-se enquanto tal com um partido político, o que me parece absolutamente lógico, se o grupo de cidadãos quer ter uma acção política continuada, coerente e se quer todas as vantagens de ser um partido deve cumprir todos deveres e obrigações que lhe são inerentes.
António Costa será conhecedor da lei e da sua lista apresentada no tribunal certamente que não constarão CPL’s ou M LG’s.
O anúncio do pedido de impugnação da lista do PS, por parte de um alegado futuro partido do voto nulo, muito difundido pela comunicação social e cuja única figura visível é o anterior vereador do Movimento Cidadãos por Lisboa Manuel João Ramos, demonstra ressentimento, azedume e falta de sentido democrático, de quem parece não querer que o povo vote.

P.s. – A bem da verdade o jornalista Diogo Cavaleiro deveria corrigir o título da notícia, distinguindo um requerimento a um tribunal de uma impugnação. Também seria fantástico que o Público amadurecesse os seus critérios de relevância jornalística. A quem interessa o que diz este proto-partido nulo?

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7 respostas a Deixem o povo votar

  1. Anónimo diz:

    Estava tudo a ir tão bem, lá teve de escrever esse P.S. final. É pena, usou os mesmos argumentos que a direita para criticar “tempos de antena” na imprensa do Bloco ou do PCP. A quem interessa partidos tão pouco democráticos, e tão pouco envolvidos na real politik?

  2. Tiago Mota Saraiva diz:

    Bem pelo contrário caro anónimo.
    Estava a lembrar-me de partidos como o POUS que faz todas as eleições e que nunca teve a relevância política que é dado a este partido de homem só.

  3. Anónimo diz:

    O Tiago está a usar um critério para a relevância política. Nomeadamente, o critério de ir a votos (simbolozinho no papel, espaço para a cruzinha). Eu apenas quero lembrar que esse critério está longe de ser universal. A acção política não se reduz a ir a votos, e acho que nesse ponto até concordamos. Entrando nesse tipo de lógica, apenas se arrisca a escavar o seu próprio buraco. A relevância política desse “proto-partido nulo” de “homem só”, diria eu, será medido pelo seu impacto político. Não pela moldura em que decide executar a sua acção.

  4. Tiago Mota Saraiva diz:

    Caro Anónimo, nunca falo em relevância política mas em relevância jornalística que, até ver, é algo bastante diferente. Como deve calcular não acho que a relevância política se meça pelo número de votos expresso.
    Por que raio é que o Público dá tanto destaque (e notícias) a este proto-partido? Qual é o critério jornalístico que leva o jornal a publicar tantas notícias sobre Manuel João Ramos? E, sobretudo, para quê esta notícia absurda, com erros de facto e inconsequente?

  5. Luis diz:

    “Qual é o critério jornalístico que leva o jornal a publicar tantas notícias sobre Manuel João Ramos?” Se não me falha a memória, Tiago, ele até é ou foi um dos “colunistas” de estimação do seu director, o inefável JM Fernandes, que sempre previligiou os seus colunistas de estimação. E olhe que este não é caso único.

  6. Anónimo diz:

    o triunvirato zink policarpo ramos queria formar um partido à volda do movimento cidadania lx, mas como não conseguiu apoios suficientes, decidiu-se pela política da terra queimada. true story

  7. Ademar Ferreira diz:

    Eu nem sabia que o Manuel João Ramos, ainda neste momento vereador na CML pela lista de «independentes» liderada pela Helena Roseta, se tinha zangado com a «líder».

    Mas assim ficava mais à vista quanta treta não há em torno dos ditos «movimentos de cidadãos».
    Possivelmente o «Cidadãos por Lisboa» nem tem órgãos dirigentes e a decisão do «acordo coligatório» (ó querida língua portuguesa) foi tomada pela Arquitecta e mais dois ou três amigos. Os vários milhares que assinaram para eles serem candidatos é que de certeza não foram ouvidos nem achados.

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