Com amigos destes, a liberdade nem precisa de inimigos

Para muita gente, o veto presidencial à lei das uniões de facto justifica-se pois a ideia subjacente seria uma espécie de fascismo íntimo, obrigando quem quer ser livre a assumir compromissos com o/a parceiro/a. Porque não se casa então essa malta? «O direito a não casar logo a não assumir os direitos e deveres inerentes ao casamento tem de ser salvaguardado». É portanto uma questão de liberdade. Claro. E claro que, por exemplo, quem não quisesse ser herdeiro ou ficar com um arrendamento antes comum seria obrigado a tal pela nova lei. Claro que sim. Estamos mesmo a ver que foi a preocupação com a nossa liberdade que passou pelas cavaquistas meninges.

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