Carolina Patrocínio e Manuela Ferreira Leite

Não me custa imaginar que Manuela Ferreira Leite seja pessoa para comer uvas com grainhas.  No que me diz respeito, nem isto abona a em favor da líder do PSD nem aquilo joga em desfavor da mandatária para a Juventude do PS.  Aliás, recordo com especial pesar o dia em que a minha mãe deixou de me descascar as maçãs. A vida continua e hoje, sem tão gentis cuidados, sou uma pessoa condenada a consumir fibras. Fruta na fruteira, cabe constatar que  Manuela Ferreira (a candidatada) tem uma presença na vida política portuguesa muito semelhante à de Carolina Patrocínio. Onde a imagem de uma representa a beleza e a juventude, a imagem de outra representa a verdade. Irmanadas como significantes imagéticos pouco mais têm a propor do que aquilo que aparentam (no caso da Carolina) ou aquilo que querem aparentar (caso de MFL).

Como significantes puros que nalgum momento se deixaram contaminar, o erro de Carolina foi falar dando laivos de aristocracia endinheirada à imagem de menina bonita. O erro de Manuela Ferreira Leite foi deixar-se mostrar como a “madrinha” de António Preto. De resto Ferreira Leite evita cada palavra a mais, aflige-se com cada enunciado que faça perigar a verdade que  Pacheco Pereira  entreviu há meses num grande plano das suas rugas. Ao falar demais Carolina Patrocínio sublinhou o vazio político da sua mundividência. Já Ferreira Leite, ao nada dizer, luta por fundar a verdade  no culto contemporâneo da (sua) imagem.  Beleza e verdade, a cada conceito o seu modelito.  (replay)

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