Tresleituras recomendadas

mental_detox
Não deixa de ser curioso que alguém que apoia um partido de nome “Socialista” recomende a leitura de um artigo que define o Socialismo pela acumulação de desgraças como Authority centralized among elite officials, Forced labor in government factories, Government-controlled information ou Harsh penalties for criticizing leaders. A confusão entre Socialismo e as sociedades do antigo Bloco de Leste é evidente. Mas adiante.
O cerne do artigo é a descoberta da derradeira oposição ao pesadelo do Socialismo: o “New Socialism”, articulado sobre uma tal “Global Collectivist Society“, que estará a nascer na internet. A misturada atinge o clímace quando o autor colige uma pequena história do Socialismo, juntando coisas como a deposição de Salvador Allende e a chegada aos 100 milhões de utilizadores do Facebook. Num cozinhado de generalidades pomposas e tecno-qualquer-coisa bem ao estilo da Wired, surge a peregrina ideia de que as redes P2P e obras colectivas como a Wikipedia, à mistura com negócios puros e duros, são manifestações de uma nova organização social, capaz de por fim realizar as velhas promessas socialistas.
Francamente nada vislumbro nesse modelo a não ser moles de indivíduos com interesses, perícias e objectivos díspares; agentes que procuram satisfazer as suas ambições e vão criando como subproduto alguns bens vantajosos para o público (mas sobretudo empresas que procuram o legítimo lucro); ou seja, bem mais perto do sonho de Adam Smith do que do de Karl Marx.

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