Caveat

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Indignemo-nos com o acolhimento dispensado a Al-Megrahi no seu regresso à Líbia. Mas não esqueçamos as sombras que ainda rodeiam a investigação que conduziu ao seu encarceramento.

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5 Responses to Caveat

  1. Esta é boa! Para não dizer outra coisa.

  2. pedro diz:

    luis
    completamente ao lado
    a questão não é saber se o homem é inocente, isso é outra questão
    a questão e um tipo que e acusado e condenado por matar centenas de pessoas ser recebido como um heroi….

  3. jcd diz:

    Se por lá suspeitam que o homem é inocente, deixa logo de ser herói.

  4. Luis Rainha diz:

    Pedro e Jcd,

    A “questão” pode ser coisas muito diferentes, consoante é vista aqui ou na Líbia. Enquanto que por cá ninguém lê peva nenhuma com dúvidas sobre a autoria do atentado, se calhar por lá é o inverso: todos o têm por bode expiatório.

  5. Luís, no que te foste meter… Então há dúvidas sobre Lockerbie e por cá “ninguém lê peva nenhuma”? Tem cuidado com o que dizes, senão ainda te chamam louco das teorias da conspiração, como alguns gostam de dizer quando a verdade dos factos é demasiado perigosa para manter o emprego de jornalista…

    Luís, presumo que de vez em quando vais beber um copo na zona do Elevador da Bica, não? Se aceitares a sugestão que te vou dar, acho que da próxima vez que lá fores não vais olha para a Bica da mesma maneira. O meu conselho é veres o documentário “The Maltese Double Cross”, realizado por Allan Francovich e que desmonta a tese da culpabilidade de al-Megrahi. O documentário é de 1994, não é de há dias.

    Imagina então, ao olhares para o fim do elevador da Bica num cair de tarde com a típica luz amarela em destaque, ver surgir, pouco a pouco, na tua direcção, um indivíduo. A câmara de Francovich está colocada a meio da rua e voz-off diz que a cena é filmada num país não identificado, pois o indivíduo teme pela sua vida. O homem que depois é entrevistado com o Tejo por detrás, ali para os lados de Santa Catarina, chama-se Lester Coleman, ex-agente da secreta norte-americana DIA. Ele explicará que a bomba de Lockerbie, destinada a vingar as mortes iranianas, conseguiu passar todos os controles aeroportuários porque aproveitou-se de uma rota de contrabando de droga com origem no Vale de Bekaa, Líbano. Era um negócio controlado pela DEA (agência norte-americana para combate à droga) que negociava assim os reféns norte-americanos no Líbano. Ele dirá como um jovem libanês chamado Khalid Jafaar levava consigo a mala, sem saber o que continha. E como uma mala com droga poderá depois ter sido trocado por uma mala com uma bomba por quem conhecia essa rota secreta que vinha desde Frankfurt, escala de ligação de Jafaar para o voo da Pan Am.

    Foi em Lisboa que Lester Coleman contou isto. Como vês, a ignorância lusa já vem de longe. Como convém em muitos casos…

    Links úteis:

    Procurar aqui o vídeo “The Maltese Double Cross”:

    http://www.thedossier.ukonline.co.uk/video_cover-ups.htm

    Para perceber o porquê do silêncio em Portugal:

    http://ofimdademocracia.blogspot.com

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