Vencidos da vida


The Take, de Naomi Klein, documentário que mostra a ocupação de uma fábrica na Argentina

Os vencidos da vida quando se juntam é para jantar. É, pelo menos, assim que alguns comensais do grupo de Eça de Queiroz e dos seus amigos definiam as ambições políticas do seu repasto. Na terça feira vou jantar com talassas(o que é um “republicando”?). O meu bisavô comandou os marinheiros republicanos que ocuparam o São Rafael e bombardearam o palácio do rei. Apesar disso, não me incomoda homenagear um amigo que mudou a bandeira de Lisboa pela dos liberais de D. Pedro. Janto com uma pessoa de quem gosto e defendo o direito a mudar bandeiras. Sigo religiosamente a frase de Willhem Reich: “não construam monumentos que não possam derrubar”. Tenho a certeza que, ao contrário de muitos dos presentes no repasto, sou dos poucos presentes na York House que acredita na desobediência civil, em geral, e na violência divina da revolução francesa, em particular. Sou favorável aos cortes de estrada, às ocupações de fábricas e às manifestações não autorizadas, mesmo, a estranhas revoluções. Agradeço aos betos terem ajudado a abrir a caixa de Pandora. Tudo o que façam nesse sentido é bem-vindo.

Sobre Nuno Ramos de Almeida

TERÇA | Nuno Ramos de Almeida
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