Tipologias do Nacionalismo

Aproveito para agradecer as boas-vindas. Prometo vir a decepcionar. E como desperdicei o primeiro post com coisas pesadas, aproveito este para balelas. Em primeiro lugar, peço ao Tiago Saraiva para não voltar a colocar o meu nome como título de um post, à semelhança do que fez ali em baixo. É simpático mas é chato, um tipo vê o seu nome assim, sem mais, e assusta-se, leva a mão ao peito para ver se o coração ainda está a bater, pensa que já foi, que já bateu a bota, e afinal não. Em segundo lugar, e apesar de não me desonrar passar a ser conhecido como um dos outros tipos a quem um futuro deputado chamou filho-da-puta, importa esclarecer que não sou irmão desse tal João Gonçalves. Eu sei que o país é de “bons costumes” e que as putas não abundam, mas a minha mãe e a mãe do tal Gonçalves são pessoas diferentes. Balelas à parte, esta conversa toda acerca do filho-da-puta, concordamos, deve mesmo é ser relativizada. Adoptando de forma muito simplificada tipologias dos estudiosos dos nacionalismos, dir-se-ia que um gajo, quando é chamado de filho-da-puta, tem à sua disposição, pelo menos, dois modelos de reacção: o primeiro é o modelo etnogenealógico, é a reacção do gajo que acredita mesmo que estão a querer ofender sua mãe; o segundo é o cívico-territorial, é a reacção do gajo que se incomoda, mas apenas e só porque todos os filhos têm o direito à cidade, independentemente do sangue que lhes corre na veia, do nome que levam às costas ou da profissão dos pais.

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