O simplexe mais papista do que o Papa

Enquanto que Sócrates, muito bem, despacha o não-assunto da semana com um rotundo «não posso perder tempo a comentar disparates de Verão», o neófito candidato a acólito quer levar tudo até às consequências mais delirantes. Achando agora que «o silêncio irresponsável da presidência é inaceitável» e que «num país a sério veríamos um batalhão de jornalistas acampado à porta do presidente a exigir que ele se fizesse uma declaração». É outra vez a mesma história do “todos estão com o passo trocado menos o meu menino”: ninguém percebe nada de nada a não ser o João Galamba – nem o PR, nem a Imprensa. Estaria portanto Cavaco obrigado a desmentir o indesmentível (quem pode jurar pela inexistência de escutas, sejam elas do SIS ou do Segundo Império Marciano?), como se alguma acusação dele tivesse partido. Não comentar este disparate pegado é mesmo a única coisa que se poderia esperar de um presidente do tal país civilizado; para variar, Cavaco até acertou.

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