“jugulentos”…pela última vez

Paul.M.1
Paul McCarthy. “Fake Sh*t” (alumínio pintado). 1982.

Garanto que esta é a última vez que comento um qualquer vómito “jugulento” sobre um post meu.

Agora, é o “vitimismo/escândalo” Jugular sobre a foto da casa de um ministro – foto e morada já mostradas na imprensa escrita e blogosfera mais de vinte ou quarenta vezes, como todos sabem (e nem julguei que isso fosse assunto).
Os tipos e as tipas querem um novo caso, depois de encerrado o “caso dos arquivos do 5dias” – desapareçam, sff!

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32 respostas a “jugulentos”…pela última vez

  1. i.tavares diz:

    É mesmo uma obra de arte.Refiro-me à foto claro.

  2. Dediquei este «post» à dita senhora: http://aventar.eu/2009/08/17/maria-monteiro-a-forca-da-cdu-na-av-de-roma/ (hoje já pareço o Carlos Santos, a fazer «links» de mim próprio a torto e a direito)

  3. Carlos Vidal diz:

    Ricardo, já vi e é espantoso.
    Em breve, toda a avenida será nossa e vermelha!

  4. luis t. diz:

    Ah, merda d’artista boa de mais para o partido sucialista…

  5. António Figueira diz:

    Comparar a referência à janela da Ministra ao “filho da puta” do Galamba parece-me totalmente despropositado.

    Aliás – como o próprio Galamba poderá atestar, uma vez que também lá morou – seria também totalmente despropositado, na democrática Inglaterra, considerar “privada” uma questão como a da casa da Senhora Ministra.

    Ministra é ministra – os critérios de protecção da vida privada do vulgo não se lhe aplicam, numa sociedade democrática (vide jurisprudência sobre o assunto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) – e quem anda à chuva molha-se.

  6. O que eu acho absolutamente fantástico é que esta sanha persecutória na defesa da “vida privada”, nunca se revela na discussão dos pecados públicos dos ministros e nas consequências das suas políticas. Parece que é pecado maior mostrar a fachada da casa da ministra do que denunciar que ela não cumpriu as regras que todos estão sujeitos. Nesta nova agenda pós-moderna é mais importante manter a privacidade das pessoas do que lhes defender o emprego. Qualquer dia, seremos todos desempregados mas, do mal o menos, com a nossa privacidade garantida pelo grupo parlamentar jugular/ps.

  7. Carlos Vidal diz:

    É que aquela gente para além de tudo o que têm de detestável, têm uma característica: o uníssono.
    Quando uma de lá fala numa coisa, começam todas a falar ao mesmo tempo na mesma coisa.
    Aquilo é qualquer coisa de único. Uma porra.

  8. Ressalvando a questão da divulgação da foto, que é obviamente uma idiotice, há uma coisa em que a MJP tem razão: os meninos ouviram a história pela metade e agora têm de relutantemente enfiar a viola no saco. Bem feito. É o que acontece quando, havendo tanto assunto para roer, se escolhe as persianas da ministra como paradigma de sei lá o quê.
    Se bem me lembro foi o que aconteceu com o Baptista-Bastos há uns anos atrás.
    E não posso deixar de sublinhar duas perólas dos comentários:
    “Ministra é ministra – os critérios de protecção da vida privada do vulgo não se lhe aplicam, numa sociedade democrática (vide jurisprudência sobre o assunto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) – e quem anda à chuva molha-se.”
    “Parece que é pecado maior mostrar a fachada da casa da ministra do que denunciar que ela não cumpriu as regras que todos estão sujeitos”
    Vocês dão-se conta do que acabam de escrever?

  9. ezequiel diz:

    Nuno e sr prof Vidal,

    é a hermenéutica da suspeita em todo o seu esplendor!!

    o detestável uníssono é uma caracteristica mas o tudo tem muito de detestável. será assim??? safa. chama-se a isto uma visão totalizante da coisa, como diria o João.

    sr prof, eu n percebo esta sua fixação. n percebo mesmo.

    muchos complimentis

  10. ezequiel diz:

    “Ministra é ministra – os critérios de protecção da vida privada do vulgo não se lhe aplicam, numa sociedade democrática (vide jurisprudência sobre o assunto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) – e quem anda à chuva molha-se.”

    nem mais, António. nem mais.

    abraço
    z

  11. António Figueira diz:

    Miguel Dias,
    Dou-me muitíssimo conta do que acabo de escrever (e poderia escrever outra vez); quando a sua indignação desinchar e lhe permitir explicar-se em português, pode fazer o favor.
    AF

  12. António Figueira:
    Peço desculpa pelo português rudimentar. Talvez se falássemos em crioulo, que como sabe é a língua oficial aqui do bidonville na qual me expresso melhor, o menino percebesse. Mas vá lá, valha-me isso, deu para perceber que a minha indignação estava inchada. Fiz como aconselha: um anti-inflamatório., uma saca de gelo e talvez passe. Após o que terei todo o gosto em lhe fazer o favor.

  13. Pingback: A Ministra mora na Av. de Roma… isto é para não lhe chamar outra coisa! |

  14. Carlos Vidal diz:

    miguel, arch miguel dias,
    qual é o teu problema?
    O António escreveu e bem:
    “Ministra é ministra – os critérios de protecção da vida privada do vulgo não se lhe aplicam, numa sociedade democrática (vide jurisprudência sobre o assunto do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem) – e quem anda à chuva molha-se.”
    Está certo. É um facto.
    Qual é o teu problema?
    Não percebi: alguém viu a casa da ministra, achou indignante aquilo que viu, fotografou e publicou a foto. Correcto.
    Ainda por cima, a “denúncia” partiu de um condómino.
    O condomínio desmente.
    Outros invocaram a privacidade de não sei quê.
    O António e o ezequiel mencionaram que tal não se aplica a políticos.
    Eu também acho que não.
    E agora?
    Que queres fazer?

  15. Fazer um favor ao Figueira e a ti.
    Este não é um caso de vida privada ( foi isso que comecei por escrever a propósito da MJP), a fachada de uma casa é coisa pública. Mas foi para aí que vocês conduziram a discussão, sem uma vez mencionar o facto (de que tive aliás a intuição num comentário ao teu post) que cometeram todos uma argolada. Tanto mais estúpida quanto a cor persianas, não são, como é óbvio, o que se lhe pode apontar (e olha que sei do que falo: a minha mulher é professora do secundário). Imprudência vossa talvez, mas um pouco mais do que isso, uma certa canalhice- perdoa-me o termo- em minha opinião, idêntica aquela que foi feita ao Baptista-Bastos a propósito da casa da Câmara.
    A propósito de prudência deixo-te com estas sábias palavras que certamente conheces:
    “Ter cautela ao se informar…vivemos da fé alheia..e a paixão colore tudo que toca, a favor ou contra. Tenta sempre nos impressionar, por isso é preciso cuidado com quem elogia e mais ainda com quem critica… A cautela deve servir de contrapeso para detectar o que falta e o que é falso.” A arte da prudência (Baltazar Gracián)
    Em suma, perderam todos uma boa oportunidade para estar calados.

  16. António Figueira diz:

    Caro Miguel Dias,
    Pela minha parte, agradeço sinceramente o favor que faz, mas mentiria se lhe dissesse que descortino algum sentido no que escreve, ou que o seu comentário ao que eu escrevi tem alguma relação, ainda que remota, com aquilo que eu de facto escrevi. À vezes acontece, são momento de menor inspiração, e a hora é tardia; se no entanto quiser tentar de novo o exercício (amanhã), procurarei consagrar-lhe a minha melhor atenção.
    Cordialmente, AF

  17. Carlos Vidal diz:

    Miguel, como sabes o jesuíta é um amigo de há muito, evidentemente. Mas o erro que cometes é básico: com o sentido de prudência que enumeras ou defendes (interpretando mal Gracián que era mais um táctico do que um prudente – isto é importante!!), não se saberia nada de nada de nada. Nem do Freeport (não tinha começado a investigação, porque a coisa veio de uma carta anónima), nem da licenciatura de domingo, nem dos contentores da Liscont, nem da Casa Pia, nada. Reinava a prudência, não se procura nem investigava.
    Não dá, man. Impossível.
    Outra questão, é a jugulenta, e o facto da Pires e da Câncio já terem tentado um ataque em uníssono a quem falou deste assunto.
    Aquilo, como sabes, vêm todas ao molho, e amanhã tínhamos aqui um novo caso “arquivos” com todas a reclamarem não sei o quê, e, entretanto, o problema Galamba esquecia-se.
    Nem penses.

  18. Foda-se Vidal, há alguma coisa que não conheças e sobre a qual não possas discorrer, e é claro, que tudo se pode resumir a questão de opções tácticas.
    Mas, como diria o Figueira, a hora tarda, e se o raciocínio já é lento pela manhã, quanto mais agora. Além do mais já irrita andar a fazer de advogado do diabo, deduzo pelo que dizes o seguinte:
    Freeport=Licenciatura de domingo=Liscont=Casa Pia=Persianas da Lurdinhas.
    Já agora acrescenta a caleche do Costa Cabral.

    Caro António Figueira, bom dia:
    Já descortinou as cortinas ? O céu está limpo? Mudou recentemente as persianas ? o condomínio autorizou? Ou será vocelência um filho da puta? Escusa de responder, bem sei que são tudo questões privadas e o caríssimo não é ministro.

  19. Carlos Vidal diz:

    Ainda não te percebi, arquitecto. Nem tu a mim.
    Não há nenhuma equivalência entre Freeport, licenciatura, Liscont, Casa Pia, persianas. Nenhuma equivalência, nenhuma ligação:
    cada caso tem a sua singularidade, mas a todos deve ser dedicado tempo.
    Uns dão resultados úteis para a sociedade e seus colectivos, outros não dão resultados nenhuns.
    É assim na arte, na ciência, na política e na polícia.
    Agora, nada deve deixar de ser encetado.
    Iniciado e com todo o vigor.
    A previsão (?) do resultado não pode influenciar o ímpeto da investigação e sua inerente aventura.
    (Agora, sono.)

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  21. Bom dia Mestre.
    Percebeste, sim senhor. Tanto percebeste que explicaste tudo tintin por tintin:
    Sendo justa a causa, atira-se a pedra e logo se vê. E honra te seja feita, não escondes a mão como alguns. Mas se a dita faz ricochete (um bocado chato quando se milita numa casa com telhados de vidro- ou seriam paredes?) sob a forma de duas jugulentas, pouco importa, que cá estamos para desviar o alvo. O que verdadeiramente te chateia é que as meninas têm no assunto em apreço razão. Aí custa um bocado, bem sei. Fosses prudente ( tivesses lido o Grácian com mais atenção), e escusava de te moer a paciência.
    Pronto vai lá atrás do Galamba e seu filho da puta, que as persianas já cheiram mal.

    p.s. : assuntos sérios (mais uma vez). Bens ou não bens morcão? Não é por nada mas prometi aos putos que lhes mostrava que afinal os comunistas não comem criancinhas ao pequeno almoço.
    Mas se vieres, por via das dúvidas traz o açaime. Como diria o Churchill: tentar manter boas relações com um comunista é como fazer festas a um crocodilo… nunca sabemos se está a sorrir ou a preparar-se para nos comer.

  22. yussuf diz:

    A caleche do meu amigo Costa Cabral? Este Miguel “já teve melhor” Dias devia deixar em paz os grandes vultos da história.

  23. miguel dias diz:

    Nem de propósito Yussuf:
    “O maior escândalo politico de corrupção do século XIX foi o caso da caleche, alegadamente oferecida a Costa Cabral por um certo Frescata em troca de uma comenda. O mais extraordinário nesse celebérrimo caso é sem dúvida a sua insignificância. Quase todo o pessoal do liberalismo se servira do poder político para adquirir cargos, títulos , terras e dinheiro em enormes quantidades. Mas tirando a campanha contra o devorismo em 1834, isso nunca pareceu impressionar ninguém. Durante anos, a Imprensa de Esquerda vociferou em vão contra os ladrões que governavam a pátria . A gente séria convencionara que vozes de burro não chegam ao céu e, na prática, era de facto como se não chegassem. Até à caleche. Com a miserável caleche do Frescata, a moral pública, que assistira impávida aos maiores roubos e traficâncias, resolveu de repente indignar-se e crucificou Costa Cabral”.

  24. ezequiel diz:

    é por estas e por outras que o 5dias vale a pena:

    “Caro Miguel Dias,
    Pela minha parte, agradeço sinceramente o favor que faz, mas mentiria se lhe dissesse que descortino algum sentido no que escreve, ou que o seu comentário ao que eu escrevi tem alguma relação, ainda que remota, com aquilo que eu de facto escrevi. À vezes acontece, são momento de menor inspiração, e a hora é tardia; se no entanto quiser tentar de novo o exercício (amanhã), procurarei consagrar-lhe a minha melhor atenção.
    Cordialmente, AF ”

    chorei de rir, António.

    muito bom.

    abraço
    z<

  25. miguel dias diz:

    Plenamente de acordo ezequiel. Também eu chorei de rir. A piada é velha e muito batida, mas não há dúvida que o palhaço é bom.

  26. yussuf diz:

    Cuspo na “moral pública”. Mas vejo, entretanto, que não se coibiu de utilizar a expressão “alegadamente” (no texto original). E olhe, quando se cita, identifica-se a fonte. Gostaria o meu amigo de substituir “a comenda” por um “apartamento no H. Castilho”? Esteja à vontade. Alegadamente, claro.

  27. miguel dias diz:

    O amigo cuspa onde bem quiser e entender. Que não seja em mim agradeço. Trata-se de uma javardice, mas apesar de tudo serve o património, como diria o excelso Figueira.
    Quanto à fonte, lamento mas não posso revelar. O Carlos proibiu-me expressamente, sob pena de expulsão da caixa de comentários, qualquer tipo de referência a autores que lhe desagradem.
    mas deixo-lhe umas pistas: é alcoolatra, fumador compulsivo, quando fala não se percebe nada o que não o impede de ser comentador numa estação generalista, é “alegadamente” o maior “especialista” do século XIX português e tem nome de hospital.
    Por último, a única coisa que verdadeiramente gostaria de substituir era a ministra.
    Ao seu dispôr (alegadamente).

  28. yussuf diz:

    O cuspir era, naturalmente, em sentido figurado. A identificação da fonte, apenas para que cumprisse com o mínimo, que é o de identificar o discurso alheio. Quanto à substituição da Ministra, 27 de Setembro.

  29. miguel dias diz:

    Lá estaremos.

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