Heaven has no rage like love to hatred turned

Este verso de William Congreve é quase sempre atribuído a Shakespeare, à conta da continuação «Nor hell a fury like a woman scorned». A bem da verdade, essa suposta fúria vingativa do gineceu sempre me passou ao lado. Mas já deu para perceber que a amizade, essa sim, consegue avinagrar-se em fel do mais vitriólico; e tudo se passa de forma bruta e sem aviso. É como chegar um dia a casa e ser mordido pelo cachorro que alimentámos e acompanhámos desde os (nossos) dias de ninhada. Ficamos pasmados e acabamos por responder às dentadas com pontapés, nem que seja para nos arrependermos 5 minutos depois. Assim é a vida, se calhar.

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